Morto pela ditadura, Stuart Angel recebe diploma póstumo da UFRJ
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Cinquenta e cinco anos após o assassinato de Stuart Angel pela ditadura militar, a UFRJ reparou simbolicamente a violência do Estado ao conceder o diploma que a repressão impediu o estudante de receber. Filho de Zuzu Angel, símbolo da luta contra os crimes do regime, Stuart foi torturado até a morte na Base Aérea do Galeão sem revelar o paradeiro de Carlos Lamarca. A homenagem afirma a memória dos perseguidos políticos e a defesa da democracia contra tentativas de apagar a história.
A UFRJ concedeu, em 7 de julho de 2026, o diploma póstumo de bacharel em Ciências Econômicas a Stuart Angel Jones, estudante sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar em 1971, aos 25 anos.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os veículos convergem nos fatos centrais: a UFRJ entregou o diploma póstumo em 7 de julho de 2026, Stuart Angel foi morto pela ditadura em 1971 aos 25 anos, o pedido partiu da irmã Hildegard Angel e do centro acadêmico, e o Estado brasileiro já reconheceu oficialmente a responsabilidade pela morte em 2019.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro concedeu, em 7 de julho de 2026, o diploma póstumo de bacharel em Ciências Econômicas a Stuart Angel Jones, estudante sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar em 1971, quando tinha 25 anos. A cerimônia foi realizada no Salão Dourado do Palácio Universitário, na Cidade Universitária, e reuniu familiares, integrantes da comunidade acadêmica, entidades estudantis e o reitor Roberto Medronho. A homenagem chega 55 anos após a interrupção da trajetória do estudante.
Stuart era militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), grupo que atuava contra o regime militar, e desapareceu após ser submetido a tortura. Segundo relatos, ele foi assassinado na Base Aérea do Galeão e seu corpo nunca foi localizado. O pedido de concessão do diploma partiu da irmã, a jornalista Hildegard Angel, e de Lucas Duda, representante do Centro Acadêmico Stuart Angel, do Instituto de Economia. O reitor Roberto Medronho afirmou que Stuart 'representa a luta pela democracia e pela justiça social no Brasil'. Em 2019, o Estado brasileiro retificou o atestado de óbito para registrar oficialmente que a morte foi violenta e causada pelo próprio Estado, no contexto da perseguição a opositores do regime instaurado em 1964.
Há amplo acordo entre os veículos sobre os fatos centrais: a data da cerimônia, a origem do pedido, a fala do reitor e a retificação do atestado de óbito. A cobertura de centro, representada pelo g1, tratou o ato de forma factual, atribuindo à própria universidade a definição de 'reparação histórica e reconhecimento institucional', sem adjetivação própria. Já os veículos de esquerda, como CartaCapital, ICL Notícias e Revista Fórum, deram ênfase à dimensão política da memória: destacaram a trajetória de Zuzu Angel, mãe de Stuart, que dedicou os últimos anos de vida a denunciar o desaparecimento do filho, o depoimento do ex-guerrilheiro Alex Polari à Comissão Nacional da Verdade sobre a tortura, e a leitura de que a homenagem responde a tentativas de apagamento da história da ditadura.
Até o momento, a cobertura de veículos de direita esteve ausente deste caso, o que caracteriza um ponto cego: não houve, no conjunto analisado, um enquadramento que discutisse o episódio pela ótica do confronto armado do período ou que problematizasse a atuação de grupos como o MR-8. Um dado factual pouco explorado por toda a cobertura é justamente a natureza armada dessas organizações, mencionada apenas de passagem.
O que ainda não se sabe permanece central à história: a família nunca localizou os restos mortais de Stuart Angel, e o destino do corpo segue desconhecido mais de cinco décadas depois. Também não há, nas reportagens, informação sobre novas medidas de responsabilização individual dos agentes envolvidos na morte do estudante.
Segundo a instituição, a diplomação póstuma representa um ato de reparação histórica e reconhecimento ao estudante, que desapareceu aos 26 anos.

Filho da estilista Zuzu Angel e irmão da jornalista Hildegard Angel, Stuart tinha 25 anos quando foi sequestrado e morto pela ditadura militar

Diplomação póstuma de Stuart Angel mostra o jovem sorrindo e erguendo o diploma de economia que lhe foi negado pela ditadura militar

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