MPE pede que Justiça Eleitoral barre candidatura de Salles por falta de documentos
3 veículos de centro · 3 veículos de direita

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O Ministério Público Eleitoral protocolou no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, em 3 de agosto de 2026, um pedido de impugnação do registro de candidatura do deputado federal Ricardo Salles, do Partido Novo, ao Senado. O argumento é documental: faltariam certidões de objeto e pé de todos os processos judiciais listados em certidão da Justiça estadual de segundo grau, o que impediria verificar o teor das decisões e as condições de elegibilidade. O processo em questão é uma ação civil pública sobre irregularidades sanitárias em motociata realizada com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado atribuiu a falha ao cartório e informou ter juntado nova certidão no dia seguinte.
A impugnação é lida nesse enquadramento como uma pendência cartorária transformada em manchete. A própria Procuradoria reconhece que o pedido não decorre de condenação nem de inelegibilidade, e sim da ausência de um documento cujo conteúdo incompleto foi produzido pelo cartório, não pelo candidato.
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6 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Todas as coberturas registram que o pedido de impugnação é documental, e não consequência de condenação ou de inelegibilidade já reconhecida. Também há convergência sobre a resposta do candidato: ele atribuiu a certidão incompleta ao cartório, disse que o documento apenas registrava a migração do processo entre as Justiças Federal e estadual e informou ter anexado nova certidão no dia seguinte.
O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que negue o registro da candidatura do deputado federal Ricardo Salles, do Partido Novo, ao Senado nas eleições de 2026. A manifestação foi protocolada na segunda-feira, 3 de agosto de 2026, e assinada pelo procurador regional eleitoral substituto José Ricardo Meirelles. O órgão pediu ainda que o parlamentar seja notificado para apresentar defesa no prazo legal antes do julgamento do registro.
O argumento da Procuradoria é estritamente documental. Segundo a peça, o candidato deixou de apresentar as chamadas certidões de objeto e pé, documentos que informam qual é o tema de cada processo judicial e em que fase ele se encontra, referentes a todas as ações listadas em uma certidão da Justiça estadual de segundo grau. O que foi juntado aos autos, diz o órgão, foi apenas uma certidão de movimentação processual de uma ação civil pública, insuficiente para verificar o teor das decisões já proferidas e, por consequência, para examinar se o candidato preenche as condições de elegibilidade previstas na legislação. A ação em questão foi aberta por irregularidades sanitárias em uma motociata realizada com a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Há convergência entre todas as coberturas em dois pontos centrais. O primeiro é que o pedido não decorre de condenação judicial nem de inelegibilidade já reconhecida, e sim da ausência de documentos exigidos pela lei eleitoral. O segundo é a resposta do parlamentar: ele atribuiu a falha ao cartório, que teria emitido a certidão de forma parcialmente omissa, afirmou que o documento apenas registrava a migração do processo entre a Justiça Federal e a Justiça estadual e informou que uma certidão detalhada seria anexada no dia seguinte. Em nota, sua defesa comunicou na terça-feira, 4 de agosto, ter apresentado novas certidões e considerou esclarecido o único ponto levantado pelo órgão, sustentando que a ação segue em fase de instrução e não impede o registro.
A cobertura, porém, distribuiu as ênfases de maneira desigual. Veículos de direita deram destaque à versão do candidato e enquadraram o episódio como erro de cartório, dedicando espaço considerável ao atrito interno no campo conservador paulista: a provocação pública do deputado a outro candidato ao Senado, a quem disse não se lembrar de ter visto na motociata, e o desgaste em torno de sua exclusão da aliança de direita. A cobertura de centro tratou o caso primordialmente como risco processual, explicou o requisito legal, registrou lado a lado a acusação e a defesa, publicou a nota integral do candidato e acrescentou contexto eleitoral, lembrando que ele foi oficializado em convenção partidária em julho e que aparecia com 13 por cento das intenções de voto em pesquisa Datafolha divulgada em 6 de julho, em terceiro lugar na disputa por São Paulo. Não houve, até o fechamento deste texto, cobertura de veículos de esquerda sobre o caso, de modo que não há enquadramento desse campo a ser reportado.
O que ainda não se sabe é decisivo. Nenhuma das apurações informa se o Ministério Público Eleitoral já analisou as certidões complementares apresentadas pela defesa nem se manteve o pedido de indeferimento após essa juntada. Também não há data anunciada para o julgamento do registro pelo tribunal, e o teor das decisões proferidas na ação civil pública sobre a motociata segue sem detalhamento público. Enquanto isso, o registro permanece pendente de decisão da Justiça Eleitoral.
Na ação apresentada à Justiça Eleitoral, o Ministério Público diz que Salles apresentou apenas uma certidão de movimentação processual de uma ação civil pública ligada à motociata realizada com o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, o que não permite verificar o conteúdo das decisões judiciais proferidas no caso.
Na ação apresentada à Justiça Eleitoral, o Ministério Público diz que Salles apresentou apenas uma certidão de movimentação processual de uma ação civil pública ligada à motociata realizada com o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, o que não permite verificar o conteúdo das decisões judiciais proferidas no caso.
Deputado federal culpou cartório por não detalhar certidão e aproveitou para tecer críticas a André do Prado. Leia na Gazeta do Povo.

Procuradoria diz que ex-ministro omitiu informações de processos judiciais

Segundo o documento, o deputado deixou de apresentar certidões detalhadas sobre processos judiciais em andamento

Candidato afirma que problema ‘já está resolvido’

Nesta matéria: viés de centro.