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Ministério Público Eleitoral nega prisão de servidor da Secom e pede bloqueio no X

1 veículo de esquerda · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•28/09/2026•atualizado em 29/09/2026•George Marques
Ministério Público Eleitoral nega prisão de servidor da Secom e pede bloqueio no X
Imagem: Diário do Centro do Mundo

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (50%)

Veículos com viés à esquerda

  • Diário do Centro do MundoMPE rejeita prisão de servidor da Secom, mas pede suspensão de perfil no XDefesa de Flávio Bolsonaro pediu prisão de servidor da Secom por republicações relacionadas ao caso Nossa Senhora Aparecida.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Centro0 (0%)

Veículos com viés ao centro

Nenhum veículo de centro cobriu esta história.

Direita1 (50%)

Veículos com viés à direita

  • VejaMinistério Público pede suspensão do perfil de servidor da Secom que incentivou boato sobre Nossa SenhoraÓrgão foi contrário, no entanto, a pedido da campanha do senador de prisão preventiva e busca e apreensão(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

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Briefing

O que importa para você

  • Nada foi imposto ainda: a suspensão do perfil e a proibição de uso de redes sociais dependem de decisão da Justiça Eleitoral.
  • Se acolhido o parecer, as restrições valem até o fim do segundo turno, caso ocorra, e alcançam novos perfis, contas de terceiros e publicações feitas em nome do servidor.
  • George Marques permanece no cargo na Secom, porque o Ministério Público Eleitoral também foi contra o afastamento.
  • O caso define até onde vai a responsabilização de servidores da comunicação do governo federal por publicações pessoais em período eleitoral.

Onde os lados divergem

  • Veículos de esquerda leem o parecer como freio a uma ofensiva penal desproporcional de uma campanha contra um servidor público, e destacam que ele também não será afastado do cargo.
  • Veículos de direita leem o mesmo parecer como confirmação de que um funcionário da comunicação da Presidência estimulou a propagação de um boato religioso contra um candidato, e tratam a recusa da prisão como escolha de medida alternativa.
  • A esquerda dá peso à versão do servidor, que diz não se lembrar do compartilhamento; a direita dá peso ao trecho que aponta sucessivas republicações e risco de continuidade.

Onde os lados concordam

Os dois lados registram que o Ministério Público Eleitoral foi contra a prisão preventiva de George Marques e, ao mesmo tempo, pediu a suspensão do perfil dele no X; que houve republicação de mensagem estimulando a circulação do boato sobre Nossa Senhora Aparecida; e que a Secom afirmou que a postagem foi feita em conta pessoal, fora do expediente e com equipamento próprio.

O que ainda está incerto

  • Não há data anunciada para a decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido de suspensão do perfil.
  • Nenhuma fonte informa quantas republicações foram feitas nem em que período.
  • Não se sabe se houve uso de estrutura pública na difusão do conteúdo nem se o governo federal abrirá procedimento administrativo interno.

A campanha de Flávio Bolsonaro pediu a prisão preventiva de um servidor da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República por republicações sobre um boato religioso. O Ministério Público Eleitoral recusou a prisão, mas defendeu a suspensão do perfil do funcionário no X e a proibição de uso de redes sociais até o fim do pleito.

O Ministério Público Eleitoral se manifestou nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, contra a prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a Secom. No mesmo parecer, o órgão pediu que a Justiça Eleitoral suspenda o perfil do servidor na rede social X e o proíba de usar redes sociais até o encerramento do processo eleitoral.

O pedido de prisão partiu da defesa de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL. A notícia-crime apresentada pela campanha aponta republicações feitas por Marques sobre a alegação de que o candidato pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, intenção que ele nega. Uma das mensagens compartilhadas dizia: “Parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar. Continuem compartilhando que Nossa Senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”. A publicação foi apagada depois.

O promotor de Justiça Eleitoral Paulo Roberto Binicheski escreveu que há elementos indicando “possível ocorrência de conduta penalmente relevante” e “risco concreto de sua continuidade”, mas sustentou que a prisão preventiva é medida excepcional e que existem alternativas menos gravosas para enfrentar esse risco. Segundo o parecer, as restrições valeriam até o fim do segundo turno, caso ele ocorra, ou até o encerramento do primeiro, e incluiriam a proibição de criar novos perfis, usar contas de terceiros e publicar por interposta pessoa. O Ministério Público Eleitoral também se posicionou contra o afastamento do servidor da função pública.

Veículos de esquerda destacaram a recusa do pedido de prisão e a resposta da Secom, que afirmou que a manifestação ocorreu em conta pessoal, fora do expediente e com equipamento próprio, e classificou como injusta e arbitrária a tentativa de responsabilizar o governo federal pela postagem. Essa cobertura registrou ainda a versão de Marques, que disse não se lembrar de ter compartilhado o conteúdo e que, se isso ocorreu, teria sido por engano.

Veículos de direita enfatizaram o outro lado do mesmo documento: um servidor da estrutura de comunicação da Presidência incentivou a circulação de um boato de teor religioso contra um candidato em plena campanha e, por isso, deve ter o perfil suspenso. Nessa leitura, ganharam relevo os trechos do parecer que falam em sucessivas republicações e em uso do perfil para estimular terceiros, além do pedaço da mensagem que mencionava eleições anteriores e uma emissora de televisão. A recusa da prisão aparece como escolha de medida alternativa, não como arquivamento do caso.

Não houve, até o momento, cobertura de centro sobre o episódio, o que deixa o leitor sem uma narração estritamente factual fora dos dois enquadramentos, e explica por que a mesma peça processual sustenta manchetes tão distintas.

O que ainda não se sabe: a Justiça Eleitoral não decidiu sobre a suspensão do perfil nem sobre a proibição de uso de redes sociais, e não há prazo público anunciado para essa decisão. Também não está esclarecido quantas republicações foram feitas, se houve qualquer uso de estrutura pública na difusão do conteúdo e se o governo federal abrirá procedimento administrativo interno sobre a conduta do servidor.

JudiciárioEleição presidencial 2026Política NacionalSecomMinistério Público EleitoralGeorge Marques

Fontes

Espectro: Esquerda
MPE rejeita prisão de servidor da Secom, mas pede suspensão de perfil no X
MPE rejeita prisão de servidor da Secom, mas pede suspensão de perfil no X

Defesa de Flávio Bolsonaro pediu prisão de servidor da Secom por republicações relacionadas ao caso Nossa Senhora Aparecida.

Diário do Centro do MundoDiário do Centro do Mundo
Espectro: Direita
Ministério Público pede suspensão do perfil de servidor da Secom que incentivou boato sobre Nossa Senhora
Ministério Público pede suspensão do perfil de servidor da Secom que incentivou boato sobre Nossa Senhora

Órgão foi contrário, no entanto, a pedido da campanha do senador de prisão preventiva e busca e apreensão

VejaVeja

Esquerda

1 fonte

A recusa do Ministério Público Eleitoral ao pedido de prisão preventiva expõe, na leitura de veículos de esquerda, o tamanho da ofensiva jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro contra um servidor público por uma publicação feita em conta pessoal. O promotor reconheceu que prender é medida excepcional e que há caminhos menos gravosos, e a própria Secretaria de Comunicação Social classificou a tentativa de responsabilizar o governo federal como injusta e arbitrária. A disputa, nesse enquadramento, é sobre o uso do aparato penal para intimidar quem fala nas redes durante a campanha.

Direita

1 fonte

Para veículos de direita, o parecer confirma o essencial da denúncia: um funcionário da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República usou o próprio perfil para estimular a propagação de um boato de conteúdo religioso contra o candidato Flávio Bolsonaro em plena campanha.

Centro

0 fontes

Nenhum veículo de centro cobriu esta história.

Mais sobre George Marques

  • Flávio Bolsonaro obtém remoção de 1.022 posts sobre Nossa Senhora Aparecida
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Linha do Tempo

  1. 28 de set. de 2026, 12:00
    Ministério Público Eleitoral apresenta parecer contrário à prisão preventiva de George Marques e pede suspensão do perfil dele no X até o fim do pleito
    diariodocentrodomundo.com.brveja.abril.com.br