
Multidão se despede de Khamenei na cidade sagrada de Qom
Toque num lado para ler o resumo dele.
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Toque num lado para ler o resumo dele.
2 fontes políticas
Como decidimos →Uma multidão tomou as ruas da cidade sagrada de Qom, no Irã, nesta terça-feira, no quarto dia do funeral de Ali Khamenei, o líder supremo iraniano morto aos 86 anos em 28 de fevereiro durante ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos no primeiro dia da guerra. O cortejo fúnebre começou em Teerã na segunda-feira e passará pelo Iraque antes do enterro na quinta-feira em Mashhad, cidade natal do aiatolá.
Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Também é despacho da AFP, portanto o núcleo é factual e neutro apesar de o publicante (CartaCapital) ter perfil LEFT. O texto detalha a procissão, cita comandantes da Guarda Revolucionária e o presidente iraniano, e contextualiza a repressão aos protestos de dezembro citando grupos de direitos humanos. O box editorial 'Apoie o jornalismo' é da CartaCapital, não do corpo da notícia. O conteúdo jornalístico em si é factual, então CENTER.
Veículos com viés ao centro
Texto de agência (AFP) reproduzido pelo Correio Braziliense. Reporta fatos com atribuição à televisão estatal iraniana, descreve o cortejo, a data da morte e o cronograma do enterro sem vocabulário valorativo. Registra o grito 'Morte aos Estados Unidos' como citação, não como adesão. Enquadramento factual e neutro.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Uma multidão tomou as ruas de Qom, cidade sagrada do xiismo ao sul de Teerã, nesta terça-feira, no quarto dia do funeral de Ali Khamenei, o líder supremo do Irã morto aos 86 anos. Khamenei foi morto em 28 de fevereiro, durante ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos no primeiro dia da guerra contra o Irã. Parentes do aiatolá, incluindo uma neta de 14 meses, morreram no mesmo bombardeio.
O cortejo fúnebre começou na manhã de segunda-feira em Teerã, com uma enorme multidão vestida de preto, e deve seguir para o Iraque antes do enterro, marcado para quinta-feira, em Mashhad, cidade natal de Khamenei, no nordeste do país. Segundo a televisão estatal iraniana, as ruas de Qom, uma cidade de quase 1,5 milhão de habitantes, estavam lotadas. Durante a oração, conduzida pelo aiatolá Abdollah Javadi-Amoli, de 93 anos, a multidão gritou 'Morte aos Estados Unidos', frase recorrente nos comícios da República Islâmica.
As duas coberturas partem do mesmo despacho da agência francesa AFP e convergem nos fatos centrais: a data da morte, o cronograma do funeral e a dimensão da mobilização, comparada pelas autoridades à despedida do aiatolá Khomeini, fundador da República Islâmica, em 1989. Todos os relatos registram que o velório é também uma oportunidade para o governo iraniano projetar resiliência e unidade após a guerra contra Israel e os Estados Unidos.
As ênfases, porém, se distinguem. A cobertura de centro, no Correio Braziliense, mantém o tom de despacho de agência: descreve o cortejo, o cronograma oficial e as cenas transmitidas pela TV estatal sem juízo de valor. Veículos de esquerda, como a CartaCapital, deram relevo ao custo humano da guerra e à morte de familiares do líder, incluindo um bebê, num enquadramento que ressalta a agressão militar externa e o luto coletivo da nação iraniana. Uma leitura de direita, por sua vez, tende a sublinhar o caráter autoritário do regime: o mesmo governo que agora mobiliza multidões reprimiu com extrema violência, meses antes, protestos contra o alto custo de vida, e sob Khamenei o Irã apoiou grupos armados como o Hamas e o Hezbollah, que enviaram delegações às cerimônias.
A reportagem também registra tensões internas do regime. Três filhos de Khamenei compareceram ao funeral, mas não Mojtaba Khamenei, designado novo líder supremo logo após a morte do pai e que teria ficado ferido nos ataques, sem que a gravidade fosse revelada. O presidente Masoud Pezeshkian esteve presente, assim como o novo comandante da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, que não havia aparecido durante a guerra.
O que ainda não se sabe é se a trégua entre Irã e Estados Unidos vai se sustentar. A guerra permanece suspensa após um acordo, mas Washington e Teerã já advertiram que podem retomar os confrontos, e a retórica de vingança tem sido tema recorrente no funeral. Também não há números confirmados de forma independente sobre a repressão aos protestos de dezembro, atribuída por grupos de direitos humanos a milhares de mortes.
O funeral serve ao regime iraniano para projetar unidade após a guerra. A trégua entre Irã e EUA segue frágil, com retórica de vingança recorrente e risco de retomada dos confrontos no Oriente Médio.
As duas coberturas, ambas baseadas em despacho da AFP, concordam nos fatos centrais: Khamenei morreu em 28 de fevereiro em ataque de Israel e EUA, o funeral mobilizou multidões e culmina no enterro em Mashhad na quinta-feira.
Não há confirmação independente sobre a gravidade dos ferimentos de Mojtaba Khamenei, designado novo líder supremo, nem números verificados sobre as mortes na repressão aos protestos de dezembro.

As homenagens ao líder supremo, morto em fevereiro, começaram nesta segunda-feira

O aiatolá morreu aos 86 anos, em 28 de fevereiro, durante ataques conjuntos e seletivos de Israel e dos Estados Unidos no primeiro dia da guerra contra o Irã.
Perspectivas omitidas



