Unesco registra 189 jornalistas mortos em 2024 e 2025, maior número em dez anos
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

Os veículos de esquerda publicaram o mesmo texto, um deles com crédito expresso ao autor do outro. A matéria destaca que 189 jornalistas foram assassinados em 2024 e 2025, que a Palestina, descrita como alvo de ataques de forças israelenses desde 2023, teve 62 mortes, um terço do total, e traz o capítulo brasileiro: a morte de Luisinho Costa em Abaetetuba, no Pará, e o protocolo nacional de investigação de crimes contra jornalistas adotado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Com base em Agência Brasil e Revista Fórum
A cobertura de centro destacou que a impunidade nos assassinatos de jornalistas voltou a subir pela primeira vez desde 2012, chegando a 86% dos casos sem solução, e que 189 profissionais foram mortos em 2024 e 2025, alta de 20% sobre o biênio anterior.
Com base em O Globo
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A Unesco contabilizou 189 jornalistas mortos no mundo em 2024 e 2025, o maior número desde 2014/2015. Das mortes, 127 ocorreram em zonas de conflito e 50 foram causadas por drones. A impunidade chegou a 86%, primeira alta desde 2012. No Brasil, o relatório registra uma morte, a de Luisinho Costa, no Pará.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou nesta segunda-feira, 2 de novembro, Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, o Relatório sobre a Segurança de Jornalistas e o Perigo da Impunidade. O levantamento contabiliza 189 jornalistas mortos no mundo em 2024 e 2025, o maior número desde o biênio 2014/2015, quando foram registradas 215 mortes.
A cobertura de centro e os veículos de esquerda convergem nos números centrais. Das 189 mortes, 127, ou 67%, ocorreram em zonas de conflito, e 50 foram causadas por drones. Em pelo menos 15 casos, os profissionais usavam coletes com identificação de imprensa ou estavam em veículos sinalizados. Foram mortas 14 mulheres. Desde 2006, quando a Unesco começou o registro, 1.641 jornalistas foram assassinados. A taxa de impunidade chegou a 86%, um ponto acima do levantamento anterior, na primeira alta desde 2012.
Veículos de esquerda destacaram que a Palestina, descrita no texto como alvo de ataques de forças israelenses desde 2023, foi o local com mais mortes no biênio, 62, um terço do total. Esses textos também trouxeram o capítulo brasileiro. Houve uma única morte no período, a do jornalista Luís Augusto Carneiro da Costa, o Luisinho Costa, assassinado em maio de 2025 no estúdio de uma rádio em Abaetetuba, no nordeste do Pará. Segundo a Polícia Civil do Pará, o inquérito foi concluído e enviado à Justiça, com quatro pessoas indiciadas. O relatório registra ainda que o Brasil informou ter adotado o Protocolo Nacional para a Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, lançado em abril pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Um dos dois textos de esquerda reproduz o outro, com crédito expresso ao autor, de modo que a convergência entre eles não equivale a duas apurações independentes.
A cobertura de centro, creditada a uma agência internacional de notícias, deu destaque à alta da impunidade. O texto traz falas da vice-diretora-geral de Comunicação e Informação da Unesco, Mariya Gabriel, e do diretor-geral, Khaled El-Enany, sobre a falta de responsabilização pelas mortes em zonas de guerra. Informa também que, nos países sem conflito armado, a impunidade caiu de 94% em 2012 para 77% em 2026. E registra que os números da Unesco diferem, em alguns casos, dos da Comissão para a Proteção dos Jornalistas e da Repórteres Sem Fronteiras.
Os números não coincidem em todos os pontos. Para as mortes fora de zonas de conflito, os textos de esquerda informam 62 casos, e a cobertura de centro, 85. Os dois dizem tratar-se do menor patamar em 18 anos. Os textos de esquerda registram aumento de 24% em relação a 2022/2023, sem deixar claro se o índice se refere ao total ou às mortes em zonas de conflito. O texto de centro fala em alta de 20% sobre o biênio anterior. Sobre a Palestina, a esquerda informa 62 mortes no biênio, e o centro, pelo menos 32 assassinatos só em 2025, que são recortes diferentes. Nenhum veículo de direita cobriu o relatório no conjunto analisado.
Até a manhã de 2 de novembro, quando saiu a última matéria analisada, nenhum dos textos explicava a diferença entre 62 e 85 mortes fora de zonas de conflito, nem a base exata dos percentuais de aumento. As matérias também não traziam informação sobre o andamento do processo judicial do caso Luisinho Costa depois do envio do inquérito à Justiça.
É o maior número de óbitos desde o biênio 2014/2015, ou seja, dez anos antes, quando foram observadas 215 mortes.
Levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que 189 jornalistas

Seis em cada sete crimes permanecem sem solução; 189 profissionais foram mortos em 2024 e 2025, o período mais letal da última década
