Alemanha Oriental começou a erguer o Muro de Berlim em 13 de agosto de 1961
Relato de fonte única, atribuído a DW Brasil. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
Em 13 de agosto de 1961, as autoridades da Alemanha Oriental começaram a separar com arame farpado e concreto os lados leste e oeste de Berlim, isolando a parte ocidental. O muro, de 155 quilômetros, durou até 9 de novembro de 1989.
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Briefing
O que ainda está incerto
- Falta um balanço atual da integração entre as duas partes da Alemanha.
- O texto não informa o total de mortos na fronteira, só o primeiro e a última vítima.
Na madrugada de 13 de agosto de 1961, o regime comunista da Alemanha Oriental suspendeu os trens entre os dois lados de Berlim e começou a cercar a parte ocidental. O muro, de 155 quilômetros, caiu em 9 de novembro de 1989.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, relatando que, em 13 de agosto de 1961, as autoridades da Alemanha Oriental começaram a separar com arame farpado e blocos de concreto os lados leste e oeste de Berlim, isolando a parte ocidental. A data marca os 65 anos do início da construção do Muro de Berlim.
Segundo o relato, um funcionário do Serviço de Defesa da Constituição de Berlim, que estava de plantão naquele fim de semana, foi surpreendido à 01h54 da madrugada de domingo pela notícia de que o tráfego de trens entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental fora suspenso. A abrangência do fato só ficou clara quando o dia amanheceu. A República Democrática Alemã, de regime comunista, dera início à construção de um muro entre as duas partes da cidade, cortando o acesso de 16 milhões de alemães ao lado ocidental.
O texto afirma que o regime se via ameaçado em sua existência. Cerca de 2 mil fugas diárias haviam sido registradas até aquele dia, o que dava 150 mil desde o começo do ano e mais de 2 milhões desde a criação do Estado. O partido único, o SED, levantou então um muro de 155 quilômetros de extensão, que interrompia estradas e linhas férreas e separava famílias. Dois meses antes, o chefe de Estado e do partido, Walter Ulbricht, havia desmentido boatos de que a fronteira seria fechada, dizendo que ninguém pretendia construir um muro. A frase entrou para a história como sinônimo de engodo político. Nos bastidores, os preparativos corriam sob a coordenação de Erich Honecker, com a bênção da União Soviética. Honecker chamou a obra de muralha antifascista e disse que ela estabilizaria a Europa e salvaguardaria a paz.
As potências ocidentais protestaram, mas nada fizeram. Para os berlinenses de ambos os lados, a brutalidade do muro passou a fazer parte do cotidiano. Onze dias após a construção, morreu o primeiro alemão-oriental baleado ao tentar fugir. A última vítima dos guardas de fronteira foi Chris Gueffroy, morto em fevereiro de 1989. Até aquele ano, o muro foi o símbolo da Guerra Fria, da bipolarização do mundo e da divisão da Alemanha.
Ainda no início de 1989, Honecker, no poder desde 1971, dizia que o muro existiria por 50 ou até cem anos, enquanto não fossem superados os motivos que levaram à sua construção. Dez meses depois, em 9 de novembro de 1989, moradores dos dois lados da cidade celebraram o fim da muralha, que foi derrubada aos poucos e vendida em pedaços como suvenir. Menos de um ano depois, o país dividido desde o fim da Segunda Guerra Mundial foi unificado. A cobertura ressalta, porém, que a verdadeira integração entre as duas partes ainda não terminou.
Por se tratar de cobertura de fonte única, não é possível comparar enquadramentos entre veículos de diferentes linhas editoriais. O que ainda não se sabe, a partir do material disponível, é o balanço atual dessa integração e o número total de mortos na fronteira, dados que o texto não detalha.
Fontes
Em 13 de agosto de 1961, as autoridades da Alemanha Oriental começaram a separar com arame farpado e blocos de concreto os lados leste e oeste de Berlim, isolando a parte ocidental.
