Impeachment de Alexandre de Moraes mobiliza ato de Nikolas Ferreira em Ji-Paraná
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O deputado federal Nikolas Ferreira, do Partido Liberal de Minas Gerais, comandou no domingo, 27 de setembro, um ato em Ji-Paraná, Rondônia, convocado como 'Fora Moraes', em defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. Ao mesmo tempo, o impeachment, bandeira da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, divide o entorno do candidato entre uma ala que prefere negociar com Moraes e outra que aposta na ofensiva via Senado.
Pelo prisma de direita, o ato de Nikolas Ferreira em Ji-Paraná expressa a insatisfação de eleitores com a atuação de Alexandre de Moraes e mostra que o impeachment é uma via constitucional, a cargo do Senado. A estratégia do coordenador Rogério Marinho de eleger maioria alinhada no Senado é apresentada como o caminho institucional para impor limites ao Supremo Tribunal Federal se Flávio Bolsonaro vencer.
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Veículos com viés à direita
As duas coberturas concordam que o impeachment de Alexandre de Moraes é bandeira da campanha de Flávio Bolsonaro e que o caminho depende do Senado Federal, o que torna a eleição de senadores parte central da disputa.
Nikolas Ferreira levou a Ji-Paraná, em Rondônia, um ato pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes e pela anistia ao 8 de janeiro, com pedido de voto em candidatos ao Senado. Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro divergem entre negociar com o ministro ou manter a ofensiva.
O deputado federal Nikolas Ferreira, do Partido Liberal de Minas Gerais, levou a Ji-Paraná, em Rondônia, no domingo, 27 de setembro, um ato em defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A mobilização, convocada durante a semana com o nome de "Fora Moraes", ocorreu no Espaço Beira Rio Cultural e também pediu anistia aos envolvidos nos processos sobre os atos de 8 de janeiro de 2023.
O evento teve caráter eleitoral. Nikolas declarou apoio a candidatos do seu partido no estado, reforçou a candidatura de Bruno Scheid ao Senado e contou com a presença de Marcos Rogério, candidato ao governo de Rondônia. No discurso, pediu que os eleitores escolham para o Senado candidatos que defendam publicamente o impeachment de Moraes. Durante o ato, ligou para o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, que falou aos presentes. Segundo o deputado, a viagem foi seu último compromisso fora de Minas Gerais na campanha, depois de atos em São Paulo e no Amapá. A abertura de um processo de impeachment contra ministro do Supremo depende do Senado Federal.
O impeachment de Moraes é bandeira da campanha de Flávio Bolsonaro, mas divide o entorno do candidato. Uma ala de aliados, com interlocutores no Judiciário, defende tentar antes um diálogo com o ministro, para que ele dê "passos para trás" em temas como as penas dos condenados pela tentativa de golpe, incluindo Jair Bolsonaro. Esses aliados não explicam como a revisão seria feita, já que o ex-presidente foi condenado pelo tribunal, teve os recursos esgotados e cumpre prisão domiciliar. Na semana passada, a defesa dele apresentou pedido de revisão criminal ao ministro Kassio Nunes Marques. Outro grupo, que inclui o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, vê como improvável abrir mão da ofensiva e levou o recado aos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux. Marinho calcula que a eleição desta semana dará à direita maioria no Senado, capaz de eleger um presidente da Casa disposto a pautar o processo.
A cobertura de centro relatou os bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro com as duas posições internas e registrou a lacuna jurídica da proposta de rever penas. Veículos de direita deram destaque ao ato em Rondônia, com relato favorável à mobilização, foco nas pautas do impeachment e da anistia e sem ouvir o ministro ou críticos do pedido. Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do caso até o momento; nos fatos relatados, o ângulo mais próximo dessa leitura é o de que até a ala moderada condiciona a trégua com o Supremo ao alívio de penas de condenados por atentar contra a democracia.
Ainda não se sabe qual ala vai prevalecer na campanha de Flávio Bolsonaro, nem como seria construída uma revisão das condenações pelo Supremo. Também depende do resultado das urnas a composição do Senado que decidiria se um pedido de impeachment contra Moraes chega a ser pautado. Nenhuma fonte registrou resposta do ministro aos recados.
Deputado do PL publicou vídeo em que afirma que Lula regulamentou bets para arrecadar e proibiu como medida eleitoreira. Leia no Poder360

Impeachment de Alexandre de Moraes divide entorno de Flávio Bolsonaro

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) esteve neste domingo (27) em Ji-Paraná, em Rondônia, onde participou de uma mobilização política
