Navi Pillay, jurista sul-africana, vence o Nobel da Paz de 2026
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Como decidimos →O Comitê Norueguês do Nobel concedeu em Oslo, nesta sexta-feira, o Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem Navi Pillay, por sua atuação para que crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio sejam levados à Justiça.
Pelo prisma da direita, a história de Pillay é exemplo de mérito pessoal e de respeito à lei como caminho para a reconciliação, ao lado de Mandela, com ênfase na ordem jurídica e no julgamento individual de crimes.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O Comitê Norueguês do Nobel anunciou que a jurista sul-africana Navi Pillay é a vencedora do Nobel da Paz de 2026. Ela foi reconhecida por levar crimes de guerra e genocídio à Justiça, após uma carreira que começou na defesa de presos do apartheid, como Nelson Mandela, e passou por tribunais internacionais e pela ONU.
O Comitê Norueguês do Nobel anunciou em Oslo, nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, que o Prêmio Nobel da Paz deste ano vai para a jurista sul-africana Navanethem Navi Pillay. O comitê a reconheceu por seus esforços em favor da paz e do direito internacional e por sua contribuição para que crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio sejam julgados. O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, afirmou que a laureada foi fundamental para garantir que esses crimes sejam levados à Justiça.
A cobertura de centro relatou que Pillay tem 85 anos e nasceu em Durban, durante o apartheid, em uma família de origem tâmil indiana. Abriu seu escritório de advocacia na província de Natal em 1967 e enfrentou discriminação racial até dentro da profissão. Em 1973, sua atuação contribuiu para garantir a presos políticos, entre eles Nelson Mandela, o direito de acesso a advogados. Em 1995, já com Mandela na Presidência, foi nomeada para o tribunal superior do país e tornou-se a primeira mulher não branca a integrá-lo.
Depois, a carreira ganhou escala internacional. Pillay foi juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda, que julgou responsáveis pelo genocídio de 1994, e do Tribunal Penal Internacional. Entre 2008 e 2014, comandou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Até recentemente presidiu a comissão independente de inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, que acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza. Hoje é juíza da Corte Internacional de Justiça no caso em que Mianmar é acusado de genocídio. A cobertura de centro também registrou a reação bem-humorada da laureada, que disse que, se aplaudissem mais alto, talvez dividisse o prêmio com Donald Trump, e lembrou que o prêmio do ano anterior foi para a opositora venezuelana María Corina Machado.
Houve diferença de ênfase entre as abordagens. Um veículo de direita concentrou o texto na relação pessoal entre a jurista e Mandela. Destacou os processos de 1973 que garantiram aos presos da Ilha Robben acesso formal a advogados e a julgamentos justos em infrações disciplinares, expondo a tortura e as más condições, e lembrou que Mandela a indicou ao tribunal de Ruanda. Esse veículo apresentou a trajetória como ligação entre a defesa dos prisioneiros e as maiores sentenças do direito global, em tom de reconciliação e de respeito à lei. Já a cobertura de centro deu mais espaço ao papel institucional da laureada e às acusações da comissão da ONU sobre Gaza. Não houve, no conjunto analisado, cobertura de veículos de esquerda sobre o anúncio, de modo que o ângulo de direitos coletivos e de responsabilização de governos poderosos não apareceu com voz própria.
O que ainda não se sabe: a cobertura não detalha a reação de governos, em especial de Israel, ao prêmio e à atuação de Pillay na comissão da ONU. Também não há informação sobre o valor do prêmio neste ano nem sobre o conteúdo do discurso da laureada. A cerimônia de entrega ocorre em dezembro, em Oslo.
Jurista sul-africana vencedora do Nobel da Paz atuou para assegurar a presos políticos o acesso a advogados, em meio à repressão do regime de segregação racial

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