Flávio Bolsonaro nega plano de tirar título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida
4 veículos de esquerda · 7 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
11 fontes políticas
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Um projeto de lei de 2007 do então deputado Professor Victório Galli, que trocava a expressão 'padroeira do Brasil' por 'padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos' na lei do feriado de 12 de outubro, voltou a circular na reta final da eleição. A proposta foi arquivada pela Câmara dos Deputados em 2008. A partir de 24 de setembro, espalhou-se nas redes a versão de que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, pretendia retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. Ele nega e não tem relação com a autoria do projeto. O caso chegou à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal.
Para veículos de esquerda, o episódio expõe o avanço de um projeto político-religioso que ameaça a devoção popular a Nossa Senhora Aparecida. Eles lembram que o autor da proposta de 2007, Victório Galli, tem forte ligação com o bolsonarismo, foi assessor da Presidência no governo de Jair Bolsonaro e foi condenado por declarações homofóbicas.
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Veículos com viés ao centro
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Um projeto de lei de 2007, arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008, reacendeu na reta final da eleição a disputa sobre o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Flávio Bolsonaro nega qualquer plano de mudança, e o caso passou pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal.
O título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida virou tema da campanha presidencial de 2026 na última semana de setembro. A partir de 24 de setembro, espalhou-se nas redes sociais a versão de que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, pretendia retirar o título da santa caso fosse eleito. Ele nega a intenção e chamou a acusação de mentira.
A origem do debate é um projeto de lei de 2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli. O texto alterava a lei do feriado de 12 de outubro para trocar a expressão "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos", sob o argumento de que o Estado é laico. O relator, Átila Lira, rejeitou a mudança por ferir a laicidade e poder acirrar divisões entre cristãos. A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o parecer em julho de 2008, e a proposta foi arquivada em 22 de agosto daquele ano. Flávio Bolsonaro não tem relação com a autoria do projeto.
O caso chegou aos tribunais. André Mendonça, ministro do Tribunal Superior Eleitoral, atendeu a um pedido da campanha de Flávio e mandou remover publicações que tratavam o boato como verdadeiro. No domingo, 27 de setembro, Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, anulou essa decisão e liberou as publicações. Outros candidatos também se manifestaram. Ronaldo Caiado, do PSD, escreveu que "ninguém vai arrancar Nossa Senhora do coração do povo brasileiro". Em São Paulo, uma missa na Catedral da Sé foi seguida de um ato com Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, que adotaram discurso religioso. Tebet classificou a decisão de Mendonça como censura.
A cobertura de centro relatou o episódio como notícia falsa, ressaltando que não há fala conhecida de Flávio nesse sentido. Ao mesmo tempo, registrou que o candidato disse há cerca de um mês que pretende "declarar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", e que aliados de Lula colocaram lenha na fogueira eleitoral. Veículos de esquerda destacaram a ligação de Galli com o bolsonarismo: ele foi nomeado assessor especial da Presidência em 2019, no governo de Jair Bolsonaro, e deixou o cargo após ser condenado por declarações homofóbicas. Um artigo de opinião tratou a devoção como patrimônio cultural do povo e descreveu a fusão entre religião e política como ameaça. Uma dessas matérias chegou a afirmar, sem fonte nomeada, que a bancada evangélica se articularia para desarquivar o projeto. Não houve cobertura de veículos de direita neste conjunto de matérias. A posição desse campo aparece pela voz do próprio Flávio, que atribuiu a versão à militância do PT, e pelos aliados evangélicos, que tentam evitar que a crise vire um novo "chute na santa", referência a um episódio de 1995.
Ainda não se sabe qual será o efeito da controvérsia sobre o voto católico, nem se a disputa judicial sobre a remoção das publicações terá novos desdobramentos até a eleição.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quarta-feira (30/9) manter a proibição a publicações que associem Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira do Brasil. Em recuo, o ministro André Mendonça passou a apoiar a liberação de um post do humorista Antonio Tabet.

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