Nunes Marques pauta caso de Nossa Senhora no TSE após Fachin adiar no STF
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilFachin adia discussão sobre postagens de Nossa Senhora no STF (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CNN BrasilNossa Senhora: Nunes Marques marcou sessão no TSE após conversa com FachinPresidentes dos dois tribunais concordaram que caso deveria ser tratado na Justiça Eleitoral(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoFachin não vai colocar discussão sobre Nossa Senhora em pauta nesta quartaHavia a expectativa de que Fachin levasse para a sessão de amanhã duas decisões conflitantes, proferidas por Flávio Dino e Luiz Fux, que tratam do tema(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- O Tribunal Superior Eleitoral analisa no plenário virtual, em 30 de setembro, a decisão de André Mendonça que mandou remover as postagens.
- Enquanto isso, vale a ordem de Luiz Fux, e as postagens seguem fora do ar.
- O Supremo Tribunal Federal não tem data para julgar as decisões conflitantes de Dino e Fux.
O que ainda está incerto
- Qual será o resultado do julgamento no TSE.
- Se e quando o STF vai examinar o conflito entre Dino e Fux, e se em plenário virtual ou presencial, já que um ministro promete pedir destaque.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, não pautou o julgamento das decisões conflitantes de Flávio Dino e Luiz Fux sobre postagens envolvendo Nossa Senhora Aparecida e o candidato Flávio Bolsonaro. Após conversa entre os dois, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, levou o caso ao plenário virtual da corte eleitoral.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu não levar ao plenário, na sessão de quarta-feira, 30 de setembro, o julgamento sobre as decisões conflitantes envolvendo postagens a respeito de Nossa Senhora Aparecida publicadas durante a campanha eleitoral. Logo depois, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, incluiu o caso na pauta da corte eleitoral, que analisa no plenário virtual a decisão original do ministro André Mendonça.
Segundo a cobertura, os presidentes dos dois tribunais conversaram antes da mudança e concordaram que o tema deveria ser tratado na Justiça Eleitoral. No Supremo, não há data prevista para a análise dos processos.
A disputa começou na quinta-feira, 24 de setembro, quando o humorista Tabet publicou na rede social X que a "família miliciana" odiava tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida. O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), pediu a retirada do conteúdo. Ele não foi citado nominalmente, mas alegou que a postagem fazia parte de uma onda de mensagens falsas que lhe atribuíam um projeto de lei para retirar da santa o título de padroeira do Brasil. André Mendonça, que é ministro do STF e vice-presidente do TSE, atendeu ao pedido e mandou remover a postagem e conteúdos semelhantes.
No domingo, 27 de setembro, o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a decisão de Mendonça em nome da liberdade de expressão, argumentando que o texto do humorista não mencionava o presidenciável. O candidato recorreu ao ministro Luiz Fux, que na segunda-feira, 28, cassou a ordem de Dino e restabeleceu a remoção, sob o argumento de que o TSE tem a última palavra em matéria eleitoral.
No mesmo dia, Nunes Marques enviou ofício a Fachin. No documento, manifestou elevada preocupação com episódios reiterados de sobreposição de competência e de violação ao juiz natural no Supremo, e apontou risco de captura institucional caso o TSE fique subordinado a ministros de fora da Justiça Eleitoral. Para ele, em período eleitoral a instabilidade decisória gera insegurança jurídica e estimula a litigância estratégica.
A cobertura de centro concentrou praticamente todo o relato do caso. Parte dela destacou a costura entre os dois presidentes e o conteúdo do ofício, apresentando o adiamento como forma de evitar novo embate entre ministros e mais desgaste do tribunal às vésperas da eleição. Outra parte ouviu ministros sob reserva e registrou a divergência interna: uma ala do Supremo discorda de Nunes Marques e lembra que a corte, por estar no topo do Judiciário, revisa com frequência decisões de tribunais superiores. Esses relatos também lembraram a sessão do dia 15 de setembro, marcada por troca de acusações entre ministros sobre as investigações do Banco Master e sobre um relatório da Polícia Federal com menções a Alexandre de Moraes.
Veículos de esquerda e veículos de direita não publicaram, até o momento, leitura própria do episódio, e o texto que circulou nesses espaços manteve registro factual, sem enquadramento opinativo.
Ainda não se sabe qual será o resultado do julgamento no TSE, nem se e quando o Supremo vai examinar as decisões de Dino e Fux. Também está em aberto o formato dessa análise. Alguns ministros defendem o plenário virtual para evitar novas cenas de confronto, mas um deles avisou, em reserva, que pedirá destaque, o que levaria a discussão ao plenário físico.
Fontes
Decisões de ministros divergem sobre retirada e liberação de mensagens na rede social

Presidentes dos dois tribunais concordaram que caso deveria ser tratado na Justiça Eleitoral

Havia a expectativa de que Fachin levasse para a sessão de amanhã duas decisões conflitantes, proferidas por Flávio Dino e Luiz Fux, que tratam do tema