Smart Sampa tem segunda falha em um mês e expõe 17 mil câmeras de parceiros
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O veículo de esquerda credita a revelação da falha a outra reportagem e acrescenta contexto próprio: diz que o acesso a cerca de 17 mil câmeras parceiras ocorreu sem senha por pelo menos cinco dias e escreve que a repetição dos problemas expõe uma contradição central do programa da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O texto destaca a recomendação do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) para suspender o programa até uma auditoria independente, o pedido de onze organizações à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o contrato de R$ 588 milhões, que diz contrastar com as fragilidades. Registra também a versão da prefeitura, que chamou o envio da planilha de vazamento ilegal e negou ataques externos.
Com base em Portal Vermelho
A cobertura de centro relatou que uma nova falha de segurança na plataforma do Smart Sampa, programa de vigilância da Prefeitura de São Paulo, expôs 17 mil câmeras de empresas parceiras. O texto lembra que é a segunda brecha de larga escala revelada em menos de um mês, depois da exposição de 58 mil câmeras noticiada em 20 de outubro.
Com base em UOL
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A cobertura de centro e veículos de esquerda concordam que a nova falha expôs 17 mil câmeras de empresas parceiras do Smart Sampa e que é a segunda brecha de larga escala em menos de um mês, depois da exposição de 58 mil câmeras em 20 de outubro. O texto de esquerda credita a revelação à reportagem de centro, então a convergência não é confirmação independente.
O Smart Sampa, programa de vigilância da Prefeitura de São Paulo, teve a segunda falha de larga escala em menos de um mês: cerca de 17 mil câmeras de empresas parceiras ficaram acessíveis. A prefeitura negou ataque externo e atribuiu a segurança dos equipamentos às empresas.
Uma nova falha de segurança no Smart Sampa, o programa de vigilância da Prefeitura de São Paulo, deixou expostas cerca de 17 mil câmeras de empresas parceiras integradas ao sistema. É a segunda brecha de larga escala revelada em menos de um mês. Em 20 de outubro, outra falha havia permitido acesso a imagens de mais de 58 mil câmeras.
A cobertura de centro relatou a nova exposição e a comparou com o episódio de outubro. O corpo recebido dessa matéria traz apenas a abertura do texto, por isso detalhes técnicos e respostas oficiais publicados nela não puderam ser analisados. Veículos de esquerda trataram do caso numa reportagem mais longa, que atribui expressamente a revelação da nova falha à reportagem de centro do conjunto. Por isso, a coincidência entre os dois textos nos números centrais não equivale a uma confirmação independente.
Segundo o texto de esquerda, o acesso às transmissões dispensava senha ou qualquer autenticação e durou pelo menos cinco dias. A vulnerabilidade estaria no código-fonte de um site ligado à Sentinelx, empresa responsável pela plataforma tecnológica do programa, e os links levavam a câmeras hospedadas na Monuv, empresa de armazenamento em nuvem. Os links saíram do ar na sexta-feira, 30 de outubro, um dia depois de a prefeitura e as empresas serem questionadas. A matéria afirma que era possível ver ruas próximas às casas do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e dos ex-presidentes Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso.
O mesmo texto acrescenta contexto que o trecho de centro recebido não alcança. Lembra que o Conselho Nacional dos Direitos Humanos, o CNDH, recomendou em 28 de outubro a suspensão do Smart Sampa até uma auditoria independente. Registra que onze organizações da sociedade civil acionaram a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, contra a prefeitura e a Sentinelx. E informa que o contrato do programa prevê 588 milhões de reais em cinco anos.
Os veículos de esquerda também escreveram avaliações próprias: dizem que a repetição dos problemas expõe uma contradição central do programa da gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, e que o tamanho do investimento contrasta com as fragilidades. Ao mesmo tempo, a reportagem registra a versão oficial. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana negou que a lista de links estivesse pública e disse que o material era uma planilha da Prodam, a empresa de tecnologia do município, feita numa análise pedida pelo prefeito. A prefeitura chamou o envio da planilha de vazamento ilegal, afirmou não haver evidência de ataque externo e atribuiu às empresas parceiras a segurança dos próprios equipamentos. A Monuv disse manter mecanismos de segurança e autenticação.
Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a tarde de 3 de novembro, quando saiu a matéria mais recente do conjunto, a Sentinelx não havia respondido aos questionamentos, segundo o texto de esquerda. Também não se sabia quem acessou as imagens durante o período de exposição nem se a prefeitura havia notificado a ANPD sobre o novo episódio.
Uma nova falha de segurança na plataforma do Smart Sampa expôs 17 mil câmeras de empresas parceiras da Prefeitura de São Paulo no programa de vigilância. Essa é a segunda brecha de larga escala no sistema revelada em menos de um mês. Em 20 de outubro, o UOL mostrou 58 mil câmeras expostas em outra falha.

Segunda vulnerabilidade de grande escala em menos de um mês permitiu acesso a imagens ao vivo sem senha; falhas expõem moradores, autoridades e espaços privados e colocam em xeque a segurança de um sistema de vigilância que já custou centenas de milhões de reais
