Conselho Nacional dos Direitos Humanos quer Smart Sampa suspenso até auditoria
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Para a leitura de esquerda, a exposição do Smart Sampa mostra os riscos de um aparato de vigilância em massa mal protegido. A gestão Ricardo Nunes (MDB) vendeu o programa como vitrine da segurança, mas deixou credenciais vulneráveis por 11 meses, sujeitando moradores, jornalistas, advogados e agentes públicos a rastreamento. O Conselho Nacional dos Direitos Humanos cobra responsabilização do município, e não só de um servidor.
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) pediu a suspensão do Smart Sampa, programa de câmeras de vigilância da Prefeitura de São Paulo, até a realização de auditoria independente. O pedido veio após a revelação de que 181 logins e senhas, dados de mais de 6 mil agentes de segurança e instruções da plataforma ficaram expostos em repositório público por cerca de 11 meses, permitindo acesso a mais de 58 mil câmeras.
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3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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As coberturas concordam que 181 credenciais e dados de mais de 6 mil agentes ficaram expostos por cerca de 11 meses, dando acesso a mais de 58 mil câmeras, e que o Conselho Nacional dos Direitos Humanos pede a suspensão do Smart Sampa até auditoria independente.
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos pediu a suspensão do Smart Sampa, programa de câmeras da Prefeitura de São Paulo, até uma auditoria independente. Credenciais e dados de mais de 6 mil agentes ficaram expostos por cerca de 11 meses, com acesso a mais de 58 mil câmeras.
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos, conhecido pela sigla CNDH, pediu a suspensão do Smart Sampa, o programa de câmeras de vigilância da Prefeitura de São Paulo. O conselho quer que o sistema só volte a funcionar depois de uma auditoria independente e do reforço das medidas de segurança. O pedido veio após a revelação de falhas que permitiram o acesso de terceiros não autorizados ao videomonitoramento da cidade.
Segundo as reportagens, 181 logins e senhas de usuários, dados cadastrais de mais de 6 mil agentes de segurança e orientações para replicar a interface da plataforma ficaram expostos em um repositório público por cerca de 11 meses. Com esse material, era possível ver imagens de mais de 58 mil câmeras, inclusive em creches, escolas, hospitais, unidades básicas de saúde e centros de atenção psicossocial. Também dava para consultar CPF, nomes e placas de veículos, e até inserir dados no sistema.
A cobertura de centro relatou que o conselho aponta a ausência de autenticação em dois fatores e o uso de senhas previsíveis e compartilhadas. Para o órgão, isso viola a Resolução CNDH número 17, de 2025, que trata do reconhecimento facial em espaços públicos. O conselho afirma que, nesse período, quem tivesse as credenciais poderia observar a cidade e localizar pessoas, como policiais, guardas civis, militares, advogados e jornalistas. O caso será comunicado ao Ministério Público do Estado de São Paulo e ao Ministério Público Federal, com recomendação de inquérito civil e de ação civil pública contra o município. A prefeitura foi procurada e não respondeu até a publicação.
Veículos de esquerda destacaram o contraste entre a falha e o discurso do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, que apresenta o programa como vitrine da segurança. Essa cobertura deu peso à crítica do conselho de que a responsabilidade não pode recair apenas sobre o guarda civil suspeito de divulgar as credenciais, já afastado. Também reproduziu a comparação feita pelo órgão com o caso da chamada Abin paralela, em que a estrutura de inteligência foi usada para monitorar autoridades e jornalistas. E registrou a contestação do conselho à explicação de Nunes, que disse que a prefeitura monitorava a exposição como uma espécie de isca para flagrar acessos irregulares.
Não houve, até o momento, cobertura de veículos de direita sobre o pedido. Por isso, não há na amostra um enquadramento próprio desse campo, como a defesa do programa ou a ênfase na proteção dos agentes de segurança expostos.
O que ainda não se sabe é quem de fato acessou o sistema durante os 11 meses, quais bairros e unidades tiveram câmeras expostas e quando a prefeitura tomou conhecimento do problema. Também não está claro se o Ministério Público vai acatar o pedido de suspensão nem qual será a resposta oficial da gestão municipal.
Motivo são falhas de segurança que permitiram acesso de terceiros ao sistema de videomonitoramento da Smart Samp, em São Paulo

Por 11 meses, os dados de 6 mil agentes de segurança foram expostos e mais de 58 mil câmeras podiam ser acessadas por brechas de segurança; afirmação do prefeito Ricardo Nunes sobre o caso é criticada

O CNDH (Conselho Nacional dos Direitos Humanos) pediu a suspensão do Smart Sampa, programa de vigilância da gestão Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo, após falhas de segurança reveladas pelo UOL. Em nota, o órgão cobra uma auditoria independente e medidas de segurança antes da retomada do uso do sistema.
