
Quaest e AtlasIntel testam Lula e Flávio Bolsonaro em SP, MG, RJ, DF e PE
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Em 8 de setembro de 2026, o instituto Quaest divulgou pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e no Distrito Federal, e o AtlasIntel publicou um levantamento em Minas Gerais. O quadro é de disputa dividida por região entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com diferenças pequenas nos maiores colégios eleitorais e vantagens amplas em polos opostos. Um terceiro instituto, o Real Time Big Data, registrou nova pesquisa em São Paulo, com divulgação prevista para 14 de setembro.
Esquerda
A leitura à esquerda enxerga um presidente competitivo em todo o país e um adversário que não consegue abrir vantagem nem onde deveria ser mais forte. Lula lidera com folga em Pernambuco, mantém a frente em Minas Gerais, estado que desde a redemocratização acompanhou o vencedor nacional, e aparece tecnicamente empatado nos maiores colégios eleitorais do Sudeste.
Centro
Sem cobertura neste espectro.
Direita
A leitura à direita destaca que o senador Flávio Bolsonaro está à frente exatamente onde há mais votos em jogo e onde o eleitorado costuma antecipar tendência nacional. Ele lidera em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, e amplia a distância em cenário de segundo turno na capital federal.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O corpo é essencialmente tabular: lista os percentuais de cada candidato em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Pernambuco, com a variação em relação à onda anterior, e fecha cada bloco com ficha técnica. Não há adjetivação sobre os candidatos nem escolha de palavra que favoreça um lado, inclusive nos recortes em que Flávio Bolsonaro aparece à frente. O material promocional do veículo, que é claramente ideológico, está fora do texto jornalístico e não foi considerado no julgamento do artigo.
Perspectivas omitidas
A seleção e a adjetivação favorecem o presidente: o texto abre dizendo que Lula é o favorito e que tem vantagem segura, destaca em parágrafo próprio o desempenho fraco de Romeu Zema e usa o histórico de Minas Gerais como termômetro para sugerir favoritismo nacional. Os números são reproduzidos com fidelidade, mas o enquadramento escolhe o ângulo que reforça a posição do campo governista, o que caracteriza inclinação à esquerda no artigo, não só no veículo.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O artigo publica resultado desfavorável ao campo que a linha editorial do veículo costuma apoiar, com o título afirmando a vantagem de Flávio Bolsonaro no Distrito Federal, e usa a expressão numericamente à frente, que é precisa diante da margem de erro. A estrutura é de ficha técnica mais tabela, sem adjetivação de candidato, o que caracteriza cobertura factual apesar do viés do veículo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto descreve o desenho do levantamento do Real Time Big Data em São Paulo (pergunta espontânea, lista estimulada de 13 nomes, rejeição, avaliação do governo e uma simulação de segundo turno) sem vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico, e informa amostra de 2.000 entrevistados, campo de 9 a 12 de setembro, margem de dois pontos e registro BR-05824/2026. O único sinal de seleção é o destaque para o cenário Lula x Flávio Bolsonaro e para São Paulo como maior colégio eleitoral, insuficiente para caracterizar viés de direita apesar da linha editorial do veículo. Conteúdo declaradamente produzido com auxílio de inteligência artificial, o que ajuda a explicar o tom descritivo.
Duas pesquisas divulgadas no mesmo dia recolocam a corrida presidencial de 2026 num quadro dividido por região: Flávio Bolsonaro aparece na frente em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, enquanto Lula lidera em Minas Gerais e abre grande vantagem em Pernambuco. Um terceiro instituto tem nova rodada paulista marcada para 14 de setembro.
O instituto Quaest divulgou em 8 de setembro de 2026 uma rodada de pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e no Distrito Federal. No mesmo dia, o instituto AtlasIntel publicou um levantamento em Minas Gerais. Somados, os dois retratos mostram uma disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) partida por região, sem folga nacional para nenhum dos dois.
Pelos números da Quaest, Flávio Bolsonaro tem 31% em São Paulo contra 30% de Lula, 34% no Rio de Janeiro contra 32% e 31% no Distrito Federal contra 28%. Lula inverte o placar em Minas Gerais, com 31% contra 27%, e abre a maior distância em Pernambuco, com 51% contra 21%. As amostras variam de 1.104 a 1.800 entrevistados, ouvidos entre 4 e 7 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais recortes. No Distrito Federal, o mesmo levantamento apurou um cenário de segundo turno com 45% para o senador e 38% para o presidente. O AtlasIntel, que ouviu 1.804 eleitores mineiros pela internet entre 30 de agosto e 4 de setembro, apontou Lula com 44,3% e Flávio Bolsonaro com 35,4% no primeiro turno, e 48,7% a 42,1% em simulação de segundo turno.
Há convergência entre as coberturas em dois pontos. O primeiro é o crescimento do escritor Augusto Cury, que saiu de patamar próximo de 1% na onda anterior para 8% em São Paulo, em Minas Gerais e no Distrito Federal. O segundo é o desempenho fraco de Romeu Zema, ex-governador mineiro que deixou o cargo para disputar o Planalto e não passa de 1,9% no próprio estado, segundo o AtlasIntel.
As ênfases mudam conforme o lado. Veículos de esquerda destacaram a liderança de Lula em Minas Gerais, estado tratado como termômetro histórico da eleição nacional, a vantagem de 30 pontos em Pernambuco e a fragilidade do ex-governador mineiro. Ao noticiar o Distrito Federal, onde Flávio Bolsonaro aparece à frente, esses mesmos veículos publicaram os percentuais sem contestação, registrando que o senador está numericamente na frente. A cobertura de centro apresentou as séries estaduais lado a lado, com amostra, período de campo, margem de erro e número de registro na Justiça Eleitoral, sem interpretar as variações. Veículos de direita anteciparam outro movimento: o registro de uma nova pesquisa do Real Time Big Data em São Paulo, com 2.000 entrevistas previstas entre 9 e 12 de setembro, lista estimulada de 13 nomes, medição de rejeição, avaliação do governo federal em escala de ótimo a péssimo e um único cenário de segundo turno, justamente entre Lula e Flávio Bolsonaro, com divulgação marcada para 14 de setembro.
O que ainda não se sabe pesa sobre a leitura desses números. As diferenças de um a três pontos em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal cabem dentro da margem de erro, e nenhuma das matérias declara vencedor nesses recortes. Não há explicação apresentada para o salto de Augusto Cury em três estados ao mesmo tempo, nem simulação de segundo turno em todos os recortes da Quaest. Os resultados da pesquisa paulista do Real Time Big Data ainda não existiam quando as reportagens foram publicadas. E não há levantamento estadual comparável para a maior parte do país, o que impede transformar cinco recortes regionais em projeção nacional.
Os três lados publicam os mesmos percentuais e descrevem o mesmo quadro: disputa dividida por região entre Lula e Flávio Bolsonaro, com diferenças curtas em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, vantagem do presidente em Minas Gerais e em Pernambuco, crescimento do escritor Augusto Cury para 8% em três recortes e desempenho fraco de Romeu Zema no próprio estado.

Levantamento em São Paulo testa intenção de voto para a Presidência, cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro e avaliação do governo

Os levantamentos atualizam os números das disputas pelos governos locais, pelas vagas no Senado e pela Presidência da República

Historicamente, Minas é uma espécie de 'termômetro' da eleição nacional

Foram ouvidos 1.104 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais
Falácias identificadas
Perspectivas omitidas
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