Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social propõe idade mínima de 67 anos
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Economistas do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) apresentaram a candidatos à Presidência um estudo que propõe unificar a idade mínima de aposentadoria em 67 anos para homens e mulheres, com 20 anos de contribuição para todos, incluindo trabalhadores rurais. A transição seria de seis meses por ano, mulheres teriam crédito de um ano e meio de contribuição por filho, a idade mínima passaria a acompanhar automaticamente a expectativa de vida e parte das contribuições dos mais jovens iria para contas individuais, num modelo híbrido entre repartição e capitalização. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não discute uma nova reforma neste momento, embora não descarte discutir sustentabilidade e aprimoramentos do sistema.
Os números do Tesouro sustentam que o sistema atual é insustentável: em 2025, foram R$ 320 bilhões para cobrir o INSS, mais R$ 62 bilhões na previdência dos servidores e R$ 53 bilhões nas pensões dos militares, com despesa do INSS equivalente a 8% do PIB e trajetória de alta com o envelhecimento da população.
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: viés de direita.
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Veículos com viés à direita
Toda a cobertura parte dos mesmos números: o Tesouro Nacional desembolsou R$ 320 bilhões em 2025 para cobrir o INSS, a despesa equivale a cerca de 8% do PIB e o envelhecimento da população pressiona as contas. Há convergência também sobre o fato de a proposta do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social ter sido levada diretamente a candidatos à Presidência e de o governo não a ter incorporado à agenda atual.
Um estudo apresentado a candidatos à Presidência propõe unificar a aposentadoria em 67 anos para homens e mulheres, exigir 20 anos de contribuição de todos, inclusive no meio rural, e destinar parte da contribuição dos mais jovens a contas individuais. O Ministério da Fazenda afirma que uma nova reforma não está em discussão neste momento.
Um estudo de economistas do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), apresentado a candidatos à Presidência da República, propõe uma nova reforma da Previdência com idade mínima única de 67 anos para homens e mulheres e carência de 20 anos de contribuição para todos, sem a distinção que hoje beneficia trabalhadores rurais e outras carreiras. Para evitar mudança abrupta, a idade mínima subiria seis meses a cada ano. Mulheres receberiam crédito equivalente a um ano e meio de contribuição por filho, como compensação pelo tempo dedicado ao cuidado dos filhos pequenos. Duas peças do desenho são estruturais: a idade mínima passaria a se ajustar automaticamente ao aumento da expectativa de vida, mecanismo já usado em países como Portugal, Finlândia e Holanda, e parte da contribuição dos trabalhadores mais jovens migraria para contas individuais, num modelo híbrido entre repartição e capitalização.
No mesmo intervalo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista que o governo não discute uma nova reforma da Previdência neste momento. Ele disse que o tema exige espaço para sentar com empregadores e empregados e discutir com calma, e não descartou tratar mais adiante da sustentabilidade e do aprimoramento do sistema. Na mesma entrevista, o ministro rejeitou a ideia de que governos de direita tenham maior responsabilidade fiscal.
Os números que sustentam o debate aparecem de forma parecida em toda a cobertura. Em 2025, o Tesouro Nacional desembolsou R$ 320 bilhões para cobrir o Regime Geral da Previdência Social, além de R$ 62 bilhões na previdência dos servidores públicos e R$ 53 bilhões nas pensões dos militares. A despesa do INSS equivale a cerca de 8% do Produto Interno Bruto e tende a crescer com o envelhecimento da população: a expectativa de vida passou de 71 anos em 2000 para mais de 76 hoje, e o tempo médio de pagamento do benefício subiu de 16 para 18 anos. A última reforma foi aprovada em 2019 e fixou 65 anos para homens, com 20 de contribuição, e 62 anos para mulheres, com 15.
A cobertura de centro tratou o assunto pelo ângulo da agenda de governo, registrando as declarações do ministro sem adjetivá-las e sem antecipar juízo sobre o mérito da proposta. Veículos de direita foram os que mais desenvolveram o tema e divergiram entre si em um ponto relevante: parte dessa cobertura tratou a proposta como oportuna justamente por uniformizar regras, fechar exceções e criar ajuste automático que evitaria refazer a reforma a cada dez anos, enquanto uma análise assinada no mesmo campo sustentou que o desequilíbrio se concentra em benefícios concedidos sem contribuição integral, com destaque para o segmento rural, e que exigir mais tempo de quem já contribui por décadas atinge o alvo errado. Nessa leitura, o problema não é a idade mínima, e sim um fundo previdenciário que gasta no mesmo ano tudo o que arrecada. Veículos de esquerda não registraram cobertura própria desta proposta no conjunto analisado, o que deixa fora do noticiário o contraponto costumeiro desse campo: o efeito do aumento da idade mínima sobre trabalhadores braçais e informais, o papel da aposentadoria rural na renda de municípios pequenos e o risco de mercado que a capitalização transfere para o segurado individual.
O que ainda não se sabe é decisivo. Nenhuma das análises informa o custo de transição do regime de repartição para o modelo híbrido, isto é, quem paga os benefícios em curso enquanto parte da contribuição dos jovens vai para contas individuais. Também não há indicação de que algum candidato tenha aderido formalmente ao pacote, nem cronograma para apresentação de proposta ao Congresso. Não se sabe se o governo pautará o tema depois da eleição, apesar da declaração do ministro de que não o descarta, e não há estimativa pública de quantos trabalhadores rurais seriam afetados pela unificação das regras.
Ministro contudo, não descartou a necessidade de discutir a sustentabilidade e o aprimoramento do sistema previdenciário brasileiro

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