Desenrola 3.0: governo Lula comprará R$ 150 bilhões em dívidas com deságio de 90%
4 veículos de esquerda · 6 veículos de centro · 2 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
4 veículos de esquerda · 6 veículos de centro · 2 veículos de direita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em 25 de setembro, por medida provisória, o Desenrola 3.0, em que a União passa a comprar em leilão carteiras de dívidas em atraso de dois a quatro anos e meio, com deságio mínimo de 90%, e repassa o desconto aos devedores. O governo estima um universo elegível de R$ 300 bilhões e pretende alcançar metade, R$ 150 bilhões, gastando até R$ 15 bilhões. O primeiro leilão está previsto para novembro, depois da eleição.
A cobertura de esquerda apresenta o Desenrola 3.0 como uma virada no enfrentamento do superendividamento: em vez de deixar cada família negociar sozinha com o banco, o Estado usa seu poder de compra para adquirir as dívidas com desconto de 90% e repassar integralmente o alívio.
Pelo prisma da responsabilidade fiscal e do controle institucional, o Desenrola 3.0 é um compromisso de até R$ 15 bilhões de recursos públicos, com impacto primário nas contas, lançado nove dias antes do primeiro turno e com leilões marcados só para depois da eleição.
12 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
O governo Lula lançou por medida provisória o Desenrola 3.0, em que a União compra em leilão dívidas atrasadas de dois a quatro anos e meio com desconto mínimo de 90%. A meta é alcançar R$ 150 bilhões em débitos, com custo de até R$ 15 bilhões e primeiro leilão previsto para novembro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na sexta-feira, 25 de setembro, em São Paulo, a terceira fase do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 3.0, instituída por medida provisória. A novidade é o mecanismo: em vez de cada devedor negociar com o banco, a União vai comprar em leilão carteiras de dívidas em atraso e repassar o desconto obtido às famílias.
O governo estima que existam cerca de R$ 300 bilhões em dívidas que se encaixam nas regras e pretende alcançar metade, R$ 150 bilhões. A lei prevê deságio mínimo de 90%, o que limita o gasto da União a R$ 15 bilhões. Entram débitos de até R$ 10 mil em cartão de crédito, rotativo ou parcelado, e em crédito pessoal sem desconto em folha, com atraso entre dois e quatro anos e meio. A expectativa oficial é beneficiar até 15 milhões de pessoas.
Toda a cobertura converge nos detalhes operacionais. O primeiro leilão está previsto para novembro, conduzido pelo Tesouro Nacional ou por uma instituição financeira federal, e a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil poderão atuar por meio de fundos de investimento em direitos creditórios. O devedor poderá quitar o saldo à vista com o mesmo desconto ou parcelar, com juros a serem definidos pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o repasse inicial será de R$ 5 bilhões, liberado por remanejamento no projeto de Lei Orçamentária de 2027, sem crédito extraordinário. Dados do Banco Central citados no anúncio mostram que cerca de 29% da renda das famílias vai para o pagamento de dívidas, o maior patamar da série.
A cobertura de centro destacou o contexto: o anúncio foi feito junto com a medida provisória que proíbe as apostas online, nove dias antes do primeiro turno, e parte dessa cobertura registrou que analistas veem o pacote como esforço para atrair votos. Também apontou que os leilões só acontecem depois da eleição, que o processo deve terminar em fevereiro e que a medida terá impacto primário nas contas públicas.
Veículos de esquerda enfatizaram o alívio às famílias e o papel do Estado. Destacaram os 83,9 milhões de brasileiros negativados, a fala de Lula de que agora é o governo que vai acertar a vida das pessoas e as críticas do presidente ao sistema financeiro, que oferece vários cartões à mesma pessoa, e às bets. Essa cobertura noticiou ainda que a mesma medida prorrogou até 26 de outubro o Desenrola Adimplentes, voltado a trabalhadores informais, e registrou que parte dos acordos da fase anterior voltou à inadimplência.
Veículos de direita, por sua vez, publicaram textos essencialmente informativos, centrados nos números oficiais, na comparação com as edições anteriores e na declaração presidencial, sem acrescentar críticas próprias ao programa.
Ainda não se sabe quais critérios de renda serão usados para priorizar devedores, que taxa de juros valerá no parcelamento nem se os bancos vão aderir aos leilões com desconto igual ou maior que 90%. O governo também não detalhou o que acontece com quem não quitar o saldo restante.
Pacote amplia caminhos para regularização de dívidas federais, com descontos de até 70% e condições especiais para MEIs, produtores rurais e pesquisadores

Serão elegíveis ao programa dívidas de até R$ 10 mil, em atraso entre dois e quatro anos e meio

O governo federal ampliou por mais 30 dias o prazo para participação no Desenrola Adimplentes, modalidade criada para atender brasileiros que mantêm

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (25) uma nova etapa do programa Desenrola Brasil. Batizado de Desenrola 3.0, o programa

Nova versão do programa de negociação de dívidas prevê que a União dívidas inadimplentes com desconto de 90% e repasse integralmente a vantagem aos devedores

Medida foi anunciada com a proibição das plataformas de apostas online, em mais uma iniciativa dentro do esforço do petista para atrair votos

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o volume total das dívidas em atraso no Brasil é de R$ 300 bilhões

O governo federal lançou nesta sexta-feira (25) uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 3.0, com a previsão de alcançar até R$ 150

Novo programa prevê a aquisição e a reestruturação de dívidas com atraso entre dois e quatro anos e meio

Repasse inicial será de R$ 5 bi, diz ministro; valores extras serão liberados conforme ritmo dos leilões

Medida foi anunciada com a proibição das plataformas de apostas online, em mais uma iniciativa dentro do esforço do petista para atrair votos

Programa prevê que União compre com 90% de desconto dívidas bancárias de até R$ 10 mil e quite R$ 150 bilhões em débitos

Nesta matéria: perspectiva omitida.