Reeleição de Lula abre disputa sobre ajuste fiscal após queda do Ibovespa
1 veículo de esquerda · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de direita

Veículos de esquerda publicaram o manifesto “As urnas decidiram”, de economistas e pesquisadores, que rejeita o que chama de terceiro turno do mercado, critica concessões do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e afirma que o problema fiscal brasileiro é o custo dos juros, não a dívida.
Com base em Portal Vermelho
Veículos de direita publicaram tradução de análise estrangeira segundo a qual os mercados temem, com razão, a estagnação e os gastos excessivos, e que cobra de Lula corte de gastos, teto de despesas e um ministro da Fazenda em quem os investidores confiem.
Com base em O Estado de S.Paulo
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
2 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de outubro foi seguida de quedas fortes da bolsa e do real. Um manifesto de economistas publicado por veículo de esquerda pede juros menores, meta de inflação de 4,5% e nova regra fiscal; uma análise traduzida publicada por veículo de direita cobra corte de gastos e teto de despesas.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no segundo turno de 25 de outubro abriu uma disputa pública sobre o rumo da política fiscal do quarto mandato. No dia seguinte à votação, a bolsa e o real tiveram quedas fortes. Os textos analisados partem dessa reação do mercado e chegam a conclusões opostas sobre o que o governo deve fazer.
O conjunto reúne um veículo de esquerda e um de direita. Nenhum veículo de centro cobriu este debate no conjunto analisado. O texto de esquerda reproduz o manifesto “As urnas decidiram”, assinado por economistas e pesquisadores ligados a universidades, sindicatos e instituições de pesquisa. O texto de direita é uma tradução, creditada pelo próprio veículo, de uma análise de publicação estrangeira.
Os dois textos registram a queda do mercado, mas com números diferentes. O manifesto afirma que o Ibovespa caiu 13,9% e que o dólar subiu 8,2%. A análise traduzida diz que o real caiu 8% em relação ao dólar, na pior queda diária em mais de 25 anos, e que o Ibovespa fechou em queda de 14%. Nenhum dos textos detalha o recorte de cada medida. Ambos também apontam o peso dos juros sobre as contas públicas e defendem rever isenções fiscais.
Veículos de esquerda destacaram a tese de que o Brasil não tem crise de dívida, e sim crise do custo da dívida. Segundo o manifesto, os juros custaram R$ 1,18 trilhão nos doze meses até agosto, o equivalente a 8,9% do Produto Interno Bruto. O documento rejeita o que chama de terceiro turno do mercado e critica concessões do ministro da Fazenda, Dario Durigan, cujas falas cita. Ele lista quatro reivindicações: nenhuma alta da taxa básica de juros, a Selic, em 4 de novembro; a volta do centro da meta de inflação a 4,5%; uma nova regra fiscal até 22 de dezembro; e a tributação das rendas mais altas, incluindo dividendos.
Veículos de direita enfatizaram o caminho oposto. A análise traduzida afirma que os mercados temem, com razão, a estagnação e os gastos excessivos, e que cortar gastos do governo é fundamental. O texto cobra de Lula a nomeação de um ministro da Fazenda em quem os investidores confiem, um plano crível de reforma fiscal e um teto para os gastos. Cita a previsão do Fundo Monetário Internacional de dívida pública em 97% do PIB neste ano, contra 84% em 2022.
A divergência é de diagnóstico. Para o manifesto, o problema central é o custo dos juros e a meta de inflação de 3%. Para a análise traduzida, foram os gastos públicos que forçaram o Banco Central a elevar os juros reais, que o texto situa em 9%. O manifesto cita falas de Durigan para criticá-las; a análise traduzida não traz a voz do governo nem de defensores de outra política.
Os dois textos mencionam ainda Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno, que, segundo eles, foi para os Estados Unidos. A análise traduzida afirma que ele alega, sem provas, ser o verdadeiro vencedor.
Até a manhã de 2 de novembro, quando saiu o texto mais recente do conjunto, nenhum dos textos registrava resposta do Ministério da Fazenda ao manifesto, nem a decisão sobre a Selic. O texto de esquerda chegou truncado, e a lista completa de signatários não pôde ser lida.
Manifesto “As urnas decidiram” denuncia pressão por austeridade após reeleição de Lula e defende nova regra fiscal, redução dos juros e justiça tributária.

Investidores reagem negativamente à reeleição de Lula, com queda acentuada do real e do Ibovespa, refletindo temores sobre estagnação econômica e gastos excessivos
