Banco Central registra queda de 10% no Pix nos três dias após a MP das bets
3 veículos de esquerda · 6 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
10 fontes políticas
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Dados do Banco Central mostram que o número de transações por Pix caiu 10% entre sábado e segunda-feira, os três dias seguintes à medida provisória que proibiu as apostas online de quota fixa. Foram 608,6 milhões de operações, contra a média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores, e os valores movimentados recuaram 15,5%. As fontes ressaltam que a coincidência não prova causa. Em paralelo, entidades do setor pediram ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da MP 1.394/2026, um levantamento contou 543 novas casas ilegais e o governo terá de rever o Orçamento de 2027.
Para veículos de esquerda, a queda de cerca de 10% nas transações por Pix logo após a proibição das bets é um primeiro sinal do tamanho do dinheiro que as apostas drenavam das famílias. A cobertura ressalta que o dado ainda não prova causa, mas o coloca ao lado de estudo do Comsefaz com o Centro Internacional Celso Furtado segundo o qual as bets movimentaram R$ 350,97 bilhões via Pix em 2025 e impuseram perdas líquidas de R$ 62,5 bilhões aos lares brasileiros.
Pela ótica de direita, a queda de 10% no Pix após a medida provisória precisa ser lida com cautela: o próprio Banco Central não confirma relação causal, e o Pix serve a pagamentos de todo tipo. O ponto central passa a ser a segurança jurídica: empresas que pagaram outorga e operavam sob regras do próprio governo desde janeiro de 2025 foram banidas por MP, sem demonstração de urgência, o que já gerou pedido de suspensão no STF.
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O Pix registrou 608,6 milhões de transações entre 26 e 28 de setembro, 10% abaixo da média das semanas anteriores, logo depois da medida provisória que proibiu as apostas online. O Banco Central não atribui a queda à proibição, enquanto o setor contesta a medida no Supremo Tribunal Federal.
O número de transações feitas por Pix caiu 10% nos três dias seguintes à medida provisória que proibiu as apostas online de quota fixa, conhecidas como bets. Segundo dados do Banco Central, entre sábado, 26 de setembro, e segunda-feira, 28, foram registradas 608,6 milhões de operações, abaixo da média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores.
A queda apareceu nos três dias. No sábado foram 229,6 milhões de transações, recuo de 11%. No domingo, 165,9 milhões, queda de 12%. Na segunda-feira, 213 milhões, baixa de 7,4%. Os valores movimentados também diminuíram: somaram R$ 183,58 bilhões, 15,5% a menos que nos mesmos dias da semana anterior.
A cobertura de centro relatou os números com uma ressalva que se repetiu em todos os textos: a coincidência entre as datas não permite concluir que a proibição causou a queda. O Pix é usado para transferências entre pessoas, compras no comércio e pagamento de serviços, e outros fatores podem ter influenciado o movimento. O Banco Central não respondeu se a redução decorre da medida.
A medida provisória 1.394, publicada na sexta-feira, 25 de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas online e vetou novos depósitos nas plataformas. Os apostadores podem retirar seus recursos até as 23h59 de 5 de outubro. A partir do dia seguinte, sites e aplicativos devem sair do ar.
A cobertura de centro também registrou os desdobramentos. A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pediram ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da medida, alegando falta de urgência e ruptura de um marco regulatório criado pelo próprio governo. Um levantamento contou 543 novas casas de apostas ilegais surgidas após a proibição. No mercado, ações de varejistas de vestuário subiram de forma contida, porque investidores duvidam que o Congresso aprove a medida. Análises lembraram ainda que a arrecadação com o setor chegou a R$ 9,9 bilhões entre janeiro e agosto, o que obriga o governo a rever o Orçamento de 2027, e mencionaram críticas de que a decisão, tão perto da eleição, pode parecer eleitoreira.
Veículos de esquerda destacaram o peso das apostas no bolso das famílias. Citaram estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados, o Comsefaz, com o Centro Internacional Celso Furtado, segundo o qual as bets movimentaram R$ 350,97 bilhões via Pix em 2025 e causaram perdas líquidas de R$ 62,5 bilhões às famílias. Essa cobertura tratou a medida como proteção social e criticou o candidato do PL por defender a continuidade das apostas.
Veículos de direita reproduziram o texto da agência pública com os números do Banco Central, sem acrescentar interpretação própria sobre a medida.
Ainda não se sabe quanto da queda está de fato ligado ao fim das apostas. Os dados dos próximos dias, depois da retirada das plataformas do ar, devem mostrar se a retração se mantém. Também está em aberto se o Supremo suspenderá a medida e se o Congresso a aprovará.
A lista reúne nomes como Jon Vlogs, Luqueta, Davi Brito e Rico Melquíades, que publicaram vídeos criticando a medida

Publicações pagas em redes sociais tentam responsabilizar o governo Lula pela liberação de cassinos online

A proibição das bets e suas várias consequências

Antes da proibição, as casas de apostas esportivas autorizadas pelo governo constavam em listas oficiais. Agora, elas têm até a próxima segunda-feira (5) para devolver o dinheiro dos apostadores

Investidores ainda têm dúvidas se a medida provisória (MP 1.394/2026) vai virar uma lei de fato, já que existe um forte questionamento e um lobby por parte do setor de bets para que a MP não seja aprovada pelo Congresso

Movimentação de valores recuou 15,5% nos dias seguintes à medida

O número de transações Pix no Brasil registra uma queda de 10% após a entrada em vigor da medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa. Entenda.

Os valores movimentados nos dias seguintes à publicação da medida recuaram em 15,5%


Número de transações caiu 11% no sábado, 12% no domingo e 7,4% na segunda-feira; dados coincidem com a medida

Nesta matéria: perspectiva omitida.