Banco Central registra queda de 10% no Pix nos três dias após a MP das bets
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- CartaCapitalNúmero de transações com Pix cai 10% após proibição de betsMovimentação de valores recuou 15,5% nos dias seguintes à medida(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Portal VermelhoPagamentos com pix recuam 10% nos três dias após proibição das betsNúmero de transações caiu 11% no sábado, 12% no domingo e 7,4% na segunda-feira; dados coincidem com a medida(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
- O GloboA proibição das bets e suas várias consequênciasA proibição das bets e suas várias consequências(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoApós proibição, mais de 500 novas bets ilegais foram criadas, aponta levantamentoAntes da proibição, as casas de apostas esportivas autorizadas pelo governo constavam em listas oficiais. Agora, elas têm até a próxima segunda-feira (5) para devolver o dinheiro dos apostadores(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoAções de varejo avançam após proibição de bets, mas alta é contida devido a incertezas com MPInvestidores ainda têm dúvidas se a medida provisória (MP 1.394/2026) vai virar uma lei de fato, já que existe um forte questionamento e um lobby por parte do setor de bets para que a MP não seja aprovada pelo Congresso(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- Quem tem saldo em plataforma de apostas pode sacar até 23h59 de 5 de outubro.
- A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos devem sair do ar.
- Bancos não podem mais processar Pix ou TED para empresas de apostas.
- O governo terá de rever o Orçamento de 2027 sem a receita do setor.
Onde os lados divergem
- Veículos de esquerda leem a queda como sinal do dinheiro que as apostas drenavam das famílias e tratam a medida como proteção social.
- A cobertura de centro destaca a perda de arrecadação, a contestação do setor no STF, o mercado ilegal e a crítica de timing eleitoral.
Onde os lados concordam
- O Banco Central registrou queda de 10% nas transações por Pix entre 26 e 28 de setembro.
- Todas as fontes afirmam que a coincidência de datas não prova que a proibição das bets causou a queda.
O que ainda está incerto
- Quanto da queda no Pix se deve de fato ao fim das apostas; o Banco Central não respondeu.
- Se o STF suspenderá a medida provisória e se o Congresso a aprovará.
O Pix registrou 608,6 milhões de transações entre 26 e 28 de setembro, 10% abaixo da média das semanas anteriores, logo depois da medida provisória que proibiu as apostas online. O Banco Central não atribui a queda à proibição, enquanto o setor contesta a medida no Supremo Tribunal Federal.
O número de transações feitas por Pix caiu 10% nos três dias seguintes à medida provisória que proibiu as apostas online de quota fixa, conhecidas como bets. Segundo dados do Banco Central, entre sábado, 26 de setembro, e segunda-feira, 28, foram registradas 608,6 milhões de operações, abaixo da média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores.
A queda apareceu nos três dias. No sábado foram 229,6 milhões de transações, recuo de 11%. No domingo, 165,9 milhões, queda de 12%. Na segunda-feira, 213 milhões, baixa de 7,4%. Os valores movimentados também diminuíram: somaram R$ 183,58 bilhões, 15,5% a menos que nos mesmos dias da semana anterior.
A cobertura de centro relatou os números com uma ressalva que se repetiu em todos os textos: a coincidência entre as datas não permite concluir que a proibição causou a queda. O Pix é usado para transferências entre pessoas, compras no comércio e pagamento de serviços, e outros fatores podem ter influenciado o movimento. O Banco Central não respondeu se a redução decorre da medida.
A medida provisória 1.394, publicada na sexta-feira, 25 de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas online e vetou novos depósitos nas plataformas. Os apostadores podem retirar seus recursos até as 23h59 de 5 de outubro. A partir do dia seguinte, sites e aplicativos devem sair do ar.
A cobertura de centro também registrou os desdobramentos. A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pediram ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da medida, alegando falta de urgência e ruptura de um marco regulatório criado pelo próprio governo. Um levantamento contou 543 novas casas de apostas ilegais surgidas após a proibição. No mercado, ações de varejistas de vestuário subiram de forma contida, porque investidores duvidam que o Congresso aprove a medida. Análises lembraram ainda que a arrecadação com o setor chegou a R$ 9,9 bilhões entre janeiro e agosto, o que obriga o governo a rever o Orçamento de 2027, e mencionaram críticas de que a decisão, tão perto da eleição, pode parecer eleitoreira.
Veículos de esquerda destacaram o peso das apostas no bolso das famílias. Citaram estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados, o Comsefaz, com o Centro Internacional Celso Furtado, segundo o qual as bets movimentaram R$ 350,97 bilhões via Pix em 2025 e causaram perdas líquidas de R$ 62,5 bilhões às famílias. Essa cobertura tratou a medida como proteção social e criticou o candidato do PL por defender a continuidade das apostas.
Veículos de direita reproduziram o texto da agência pública com os números do Banco Central, sem acrescentar interpretação própria sobre a medida.
Ainda não se sabe quanto da queda está de fato ligado ao fim das apostas. Os dados dos próximos dias, depois da retirada das plataformas do ar, devem mostrar se a retração se mantém. Também está em aberto se o Supremo suspenderá a medida e se o Congresso a aprovará.
Fontes

A proibição das bets e suas várias consequências

Antes da proibição, as casas de apostas esportivas autorizadas pelo governo constavam em listas oficiais. Agora, elas têm até a próxima segunda-feira (5) para devolver o dinheiro dos apostadores

Investidores ainda têm dúvidas se a medida provisória (MP 1.394/2026) vai virar uma lei de fato, já que existe um forte questionamento e um lobby por parte do setor de bets para que a MP não seja aprovada pelo Congresso

Movimentação de valores recuou 15,5% nos dias seguintes à medida

O número de transações Pix no Brasil registra uma queda de 10% após a entrada em vigor da medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa. Entenda.

Os valores movimentados nos dias seguintes à publicação da medida recuaram em 15,5%


Número de transações caiu 11% no sábado, 12% no domingo e 7,4% na segunda-feira; dados coincidem com a medida