
Augusto Cury chega a 10% na Quaest e vira o terceiro nome da corrida de 2026
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O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, chegou a 10% das intenções de voto no primeiro turno na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026, oito pontos percentuais acima do levantamento de 14 de agosto. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera com 37%, e Flávio Bolsonaro, do PL, tem 29%. O avanço aparece também em outros institutos, e no mesmo dia o candidato defendeu, em Belo Horizonte, a revisão dos juros da dívida dos estados e um novo pacto federativo.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, chegou a 10% das intenções de voto no primeiro turno na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026, oito pontos percentuais acima do levantamento de 14 de agosto.
Direita
O salto de Augusto Cury de 2% para 10% em duas semanas é a evidência de que existe eleitorado disponível fora do duopólio entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, sobretudo entre independentes, onde o escritor já lidera com 24%.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
É reportagem de agenda, escrita em terceira pessoa e ancorada em falas verificáveis do candidato durante visita à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais. O texto registra as propostas sobre o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, terras raras e agricultura verticalizada sem endossá-las nem contestá-las, e traz o dado da pesquisa BTG/Nexus com os três primeiros colocados. Falta contraditório, o que derruba a nota de equidade, mas não há vocabulário valorativo que sustente enquadramento de esquerda ou de direita: fica CENTER com confiança moderada.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o título reproduzir a frase de campanha, o corpo faz o contrário do que a manchete sugere: apresenta a metodologia da Quaest, compara quatro institutos e afirma explicitamente que a leitura de país cansado da polarização é interpretação da campanha e não conclusão do instituto. Também relativiza o avanço ao lembrar que Lula e Flávio Bolsonaro somam 66% e que o desconhecimento sobre o candidato ainda é de 54% entre independentes. O vocabulário é factual, sem carga ideológica de esquerda ou de direita, o que puxa a classificação para CENTER mesmo com o veículo perfilado à direita.
Em duas semanas, Augusto Cury passou de 2% para 10% das intenções de voto na pesquisa Genial/Quaest e chegou à terceira posição também em outros institutos. Ao mesmo tempo, mais da metade dos eleitores independentes diz não conhecer o candidato. Esta análise compara o que cada lado do espectro enfatiza no avanço e aponta o que os levantamentos não respondem.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, chegou a 10% das intenções de voto no primeiro turno na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026. É um salto de oito pontos percentuais em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, de 14 de agosto, quando ele registrava 2%. No mesmo cenário, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera com 37%, e Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 29%. A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.
O movimento não é de um instituto só. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 31 de agosto, Cury apareceu com 11% e em terceiro lugar, atrás de Lula, com 39%, e de Flávio Bolsonaro, com 33%. Na Real Time Big Data divulgada em 1º de setembro, marcou os mesmos 11%, também em terceiro. No levantamento AtlasIntel do mesmo período, ficou com 7,8%, tecnicamente empatado com Renan Santos, que teve 7,6%. Os números variam conforme a metodologia e o período de campo, mas todos apontam a mesma direção.
A cobertura de centro relatou os dois lados do dado. De um lado, o desempenho entre eleitores independentes: nesse grupo Cury tem 24%, à frente de Lula, com 21%, e de Flávio Bolsonaro, com 9%. De outro, o tamanho do desafio: o índice de desconhecimento sobre o candidato entre esses eleitores caiu de 74% para 54%, o que significa que mais da metade deles ainda não sabe quem ele é. Somados, Lula e Flávio Bolsonaro concentram 66% das intenções de voto no cenário da Quaest.
No mesmo dia da divulgação, o candidato cumpriu agenda em Belo Horizonte, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais. Ali disse que pretende governar por quatro anos, pacificar o país e ir embora, sem fazer carreira política. Defendeu a revisão dos juros do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, que classificou como cruéis e asfixiantes para os entes federativos, e propôs um novo pacto federativo construído com Executivo, Legislativo e juristas, com benefício aos municípios. Na agenda econômica, citou terras raras, energias renováveis e agricultura verticalizada, com exportação de proteína em vez de grão, além de feiras anuais conduzidas por diplomatas para vender o país no exterior.
Veículos de direita enfatizaram a existência de um eleitorado disponível fora do duopólio, a liderança entre independentes e a promessa de mandato único sem carreira política como sinal de cansaço com máquina pública e com projeto de poder familiar. A crítica aos juros da dívida dos estados foi tratada como pauta com eco direto em governos estaduais endividados, entre eles o de Minas Gerais.
Veículos de esquerda praticamente não registraram o episódio, e o enquadramento que se desenha desse lado é o de mais uma terceira via sem base social organizada, sustentada por exposição midiática. Nessa leitura, a tese de pacificação equipara campos políticos assimétricos e despolitiza a disputa, enquanto a proposta de rever os juros da dívida estadual chega sem indicar quem paga a conta.
Há um ponto em que a própria cobertura marcou distância da campanha: a afirmação de que o eleitorado está cansado da polarização é interpretação divulgada pela coordenação da candidatura, assinada por Luciana Martins, e não conclusão apresentada pelo instituto de pesquisa. Os levantamentos medem intenção de voto, não motivação.
O que ainda não se sabe é o que explica o salto de oito pontos em duas semanas, já que nenhum dos levantamentos citados mede a causa do crescimento. Também não há explicação pública para a distância entre 7,8% e 11% conforme o instituto, nem estimativa do custo fiscal da revisão dos juros da dívida dos estados. Falta ainda saber se a exposição recente vira intenção de voto estável entre os 54% de independentes que dizem não conhecer o candidato.
Os números são os mesmos em toda a cobertura: Augusto Cury saltou de 2% para 10% na Genial/Quaest em duas semanas, aparece com 11% na BTG/Nexus e na Real Time Big Data e com 7,8% na AtlasIntel, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva lidera e Flávio Bolsonaro é o segundo colocado em todos os levantamentos.

Cury cresce nas pesquisas e se distancia de outros candidatos da terceira via. Zema e Renan Santos ficam para trás

Em BH, candidato à Presidência do Brasil defende novo pacto federativo, critica juros do Propag e afirma que não quer carreira política
Perspectivas omitidas
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