O Irã afirmou nesta terça-feira ter atacado instalações da empresa de tecnologia Amazon no Bahrein, em uma nova etapa da escalada militar com os Estados Unidos. Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, a ação foi retaliação a bombardeios americanos contra um canteiro de obras da usina nuclear de Darkhovin, no sul do território iraniano. Até o momento, apenas um veículo cobriu o episódio no material reunido, e essa cobertura de fonte única registra que a agência internacional que divulgou a informação não conseguiu confirmar as alegações de forma independente. Não houve manifestação da empresa, do governo do Bahrein nem das Forças Armadas americanas.
Pelo relato disponível, o suposto ataque não se limitou à infraestrutura corporativa. A mídia estatal iraniana informou que instalações usadas por militares americanos na Base Aérea de Sheikh Isa, também no Bahrein, foram atingidas. O Exército iraniano afirmou ter lançado drones contra três bases americanas no Kuwait, e a Guarda Revolucionária disse ter alvejado uma instalação militar dos Estados Unidos na Jordânia. O governo jordaniano declarou ter interceptado e destruído cinco drones iranianos, único ponto do episódio confirmado por uma autoridade estatal fora do Irã.
Horas antes, forças americanas realizaram nova rodada de bombardeios contra alvos militares no sul do Irã. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, foram atingidos centros de comando, instalações marítimas, lançadores de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea. Explosões foram registradas nas proximidades de Shiraz, Konarak e Chabahar, segundo a imprensa estatal iraniana. Autoridades americanas contabilizam 17 militares dos Estados Unidos mortos desde o fim de semana. O presidente americano afirmou que o Irã pagará muitas vezes por cada soldado morto e disse ter transmitido a ordem de intensificar as operações ao secretário de Defesa e aos principais comandantes.
O conflito já transbordou para o comércio marítimo. Um dia antes, os houthis, grupo do Iêmen apoiado por Teerã, anunciaram bloqueio naval contra a Arábia Saudita, ampliando o risco de interrupção nas principais rotas globais de energia. Nesta terça, um petroleiro foi atingido por projétil não identificado no Estreito de Ormuz, segundo uma autoridade britânica de segurança marítima, e a tripulação precisou abandonar a embarcação. A Guarda Revolucionária também informou que dois navios-tanque pegaram fogo ao cruzar a região. Companhias aéreas mantêm cancelamentos e suspensões de voos para o Oriente Médio, com prazos de normalização que se estendem até outubro.
Apesar da intensificação dos confrontos, seguem esforços diplomáticos. Um alto funcionário iraniano disse que Teerã recebeu uma proposta de trégua de dez dias, enquanto o ministro do Interior do Irã viajou ao Paquistão para discutir uma possível mediação. Como o caso foi coberto por um único veículo, não há, neste conjunto, contraponto editorial de outros lados sobre a legitimidade dos ataques ou sobre a proporcionalidade da resposta americana, e a leitura dos fatos depende de fontes oficiais das partes envolvidas.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há confirmação independente de que instalações da empresa de tecnologia tenham sido efetivamente atingidas, nem avaliação de danos no Bahrein, no Kuwait ou na Jordânia. Não foi divulgado balanço de vítimas do lado iraniano, tampouco o estágio real das obras da usina de Darkhovin no momento do bombardeio. Também permanece em aberto se a proposta de trégua de dez dias avançará, quem a apresentou e se o Paquistão assumirá formalmente algum papel de mediação.