Flávio Dino derruba ordem de André Mendonça sobre posts contra Flávio Bolsonaro
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- Poder360Flávio critica ligação de Lula para Dino em evento do governoCandidato questionou relação entre presidente e ministro do STF após telefonema transmitido ao vivo antes de sanção de projeto. Leia no Poder360.(abre em nova aba)
Análise não disponível para esta matéria.
- Folha de S.PauloO que a Folha pensa: Flávio Dino abusa da toga para reeleger LulaMinistro indicado pelo petista intervém individualmente no TSE e revoga veto a notícia falsa contra Flávio(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- Pleno NewsEstadão: “Dino atua para reeleger Lula”?Editorial escreveu com todas as letras o que a grande imprensa não teve coragem de dizer(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- O Estado de S.PauloDino atua para reeleger LulaCom sua decisão política de confrontar o TSE e restabelecer fake news contra Flávio Bolsonaro, o ministro deixa claro que não há limites para ajudar a campanha do chefão petista(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Briefing
O que importa para você
- Publicações falsas sobre um candidato à Presidência voltaram às redes por decisão de um ministro do STF, a poucos dias do primeiro turno de 4 de outubro.
- Luiz Fux restabeleceu a remoção com prazo de 24 horas, o que deixa decisões conflitantes dentro do mesmo tribunal.
Onde os lados divergem
- Direita acusa Dino de agir como militante da reeleição de Lula; o centro fala em abuso de competência e cobra reação institucional de Edson Fachin.
- O centro critica também a própria censura eleitoral e lembra decisões de 2022 contra falsidades sobre Lula; a direita foca na incoerência de quem antes combatia a desinformação.
Onde os lados concordam
- A informação de que Flávio Bolsonaro queria tirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida é falsa.
- A competência para decidir sobre propaganda eleitoral é do Tribunal Superior Eleitoral.
- A decisão individual de Flávio Dino desgasta a imagem de imparcialidade do Supremo.
O que ainda está incerto
- Se o plenário do STF ou Edson Fachin vão arbitrar o conflito antes do primeiro turno.
- Quais foram os fundamentos completos da decisão de Dino, ausentes das fontes.
Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou a ordem de André Mendonça, no TSE, que retirava das redes publicações falsas sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. A cobertura de centro e a de direita leram a decisão como abuso de competência, e o conflito dentro do Supremo segue em aberto.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou no domingo, 27 de setembro, uma ordem do ministro André Mendonça, que atuava como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mendonça havia mandado retirar das redes sociais publicações segundo as quais o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, trabalharia para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Para Mendonça, a informação era objetivamente falsa e capaz de interferir na formação da vontade do eleitor. Dino entendeu o contrário: a remoção representaria grave restrição à liberdade de expressão em período eleitoral. A decisão foi individual, sem passar pelo plenário, e ocorreu na reta final da disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
A cobertura converge em alguns pontos. Todos os textos tratam a informação sobre a padroeira como falsa. Todos afirmam que a competência para decidir sobre propaganda eleitoral é da Justiça Eleitoral. E todos lembram que Dino foi indicado ao Supremo por Lula, de quem foi ministro da Justiça. Os textos que compõem a story são editoriais e colunas de opinião, não reportagens.
A cobertura de centro classificou a intervenção como aberrante e afirmou que ela mina a autoridade do TSE e acelera a corrosão do STF. O editorial de centro lembrou que, em 2022, o TSE, então presidido por Alexandre de Moraes, vetou associações falsas de Lula ao crime organizado e ao aborto, e que nenhum ministro do Supremo interveio individualmente para favorecer o então presidente Jair Bolsonaro. O mesmo texto criticou a tutela da Justiça sobre o eleitor, mas defendeu que a regra vigente seja aplicada por quem tem competência. E cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, uma ação para conter decisões individuais contraditórias.
Veículos de direita foram além e acusaram Dino de atuar como militante da campanha à reeleição de Lula. Um editorial informou que Mendonça havia mandado retirar 1.125 publicações e atribuiu a criação da informação falsa a perfis de esquerda. Os textos de direita chamaram de cínica a defesa da liberdade de expressão feita por Dino, lembrando o silêncio do ministro diante de decisões de Alexandre de Moraes contra bolsonaristas. Uma coluna apontou incoerência de quem antes tratava a desinformação como ameaça à democracia e alertou para o precedente de um único ministro do Supremo anular decisões da Justiça Eleitoral.
Nenhum veículo de esquerda publicou análise sobre o caso entre as fontes reunidas. O argumento que sustenta a decisão de Dino, a proteção da liberdade de expressão durante a campanha, aparece nos textos apenas pela voz de seus críticos.
A cobertura de centro registrou ainda, em nota relacionada, que o ministro Luiz Fux contrariou Dino e mandou suspender novamente as publicações sobre a padroeira, restabelecendo a ordem de Mendonça com prazo de 24 horas para cumprimento.
Ainda não se sabe como o plenário do STF vai tratar o conflito de decisões individuais, nem se Edson Fachin vai intervir antes do primeiro turno. Também não está claro qual será o efeito do episódio sobre a divisão de competências entre o Supremo e o TSE nas próximas disputas.
Fontes

Candidato questionou relação entre presidente e ministro do STF após telefonema transmitido ao vivo antes de sanção de projeto. Leia no Poder360.

Editorial escreveu com todas as letras o que a grande imprensa não teve coragem de dizer

Com sua decisão política de confrontar o TSE e restabelecer fake news contra Flávio Bolsonaro, o ministro deixa claro que não há limites para ajudar a campanha do chefão petista

Ministro indicado pelo petista intervém individualmente no TSE e revoga veto a notícia falsa contra Flávio