Flávio Dino derruba ordem de André Mendonça sobre posts contra Flávio Bolsonaro
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou no domingo uma ordem do ministro André Mendonça, que atuava pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para retirar das redes publicações segundo as quais o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, trabalharia para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Mendonça havia considerado a informação objetivamente falsa. Dino entendeu que a remoção restringia a liberdade de expressão em período eleitoral. A cobertura de centro criticou a intervenção monocrática por esvaziar a autoridade da Justiça Eleitoral e cobrou ação do presidente do STF, Edson Fachin.
Veículos de direita trataram a decisão de Flávio Dino como ato político em favor da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Lembram que Dino foi ministro da Justiça de Lula e indicado ao STF pelo presidente, e acusam o ministro de atropelar a competência do TSE para devolver às redes uma informação falsa que prejudica Flávio Bolsonaro.
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4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou a ordem de André Mendonça, no TSE, que retirava das redes publicações falsas sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. A cobertura de centro e a de direita leram a decisão como abuso de competência, e o conflito dentro do Supremo segue em aberto.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou no domingo, 27 de setembro, uma ordem do ministro André Mendonça, que atuava como vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mendonça havia mandado retirar das redes sociais publicações segundo as quais o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, trabalharia para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Para Mendonça, a informação era objetivamente falsa e capaz de interferir na formação da vontade do eleitor. Dino entendeu o contrário: a remoção representaria grave restrição à liberdade de expressão em período eleitoral. A decisão foi individual, sem passar pelo plenário, e ocorreu na reta final da disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
A cobertura converge em alguns pontos. Todos os textos tratam a informação sobre a padroeira como falsa. Todos afirmam que a competência para decidir sobre propaganda eleitoral é da Justiça Eleitoral. E todos lembram que Dino foi indicado ao Supremo por Lula, de quem foi ministro da Justiça. Os textos que compõem a story são editoriais e colunas de opinião, não reportagens.
A cobertura de centro classificou a intervenção como aberrante e afirmou que ela mina a autoridade do TSE e acelera a corrosão do STF. O editorial de centro lembrou que, em 2022, o TSE, então presidido por Alexandre de Moraes, vetou associações falsas de Lula ao crime organizado e ao aborto, e que nenhum ministro do Supremo interveio individualmente para favorecer o então presidente Jair Bolsonaro. O mesmo texto criticou a tutela da Justiça sobre o eleitor, mas defendeu que a regra vigente seja aplicada por quem tem competência. E cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, uma ação para conter decisões individuais contraditórias.
Veículos de direita foram além e acusaram Dino de atuar como militante da campanha à reeleição de Lula. Um editorial informou que Mendonça havia mandado retirar 1.125 publicações e atribuiu a criação da informação falsa a perfis de esquerda. Os textos de direita chamaram de cínica a defesa da liberdade de expressão feita por Dino, lembrando o silêncio do ministro diante de decisões de Alexandre de Moraes contra bolsonaristas. Uma coluna apontou incoerência de quem antes tratava a desinformação como ameaça à democracia e alertou para o precedente de um único ministro do Supremo anular decisões da Justiça Eleitoral.
Nenhum veículo de esquerda publicou análise sobre o caso entre as fontes reunidas. O argumento que sustenta a decisão de Dino, a proteção da liberdade de expressão durante a campanha, aparece nos textos apenas pela voz de seus críticos.
A cobertura de centro registrou ainda, em nota relacionada, que o ministro Luiz Fux contrariou Dino e mandou suspender novamente as publicações sobre a padroeira, restabelecendo a ordem de Mendonça com prazo de 24 horas para cumprimento.
Ainda não se sabe como o plenário do STF vai tratar o conflito de decisões individuais, nem se Edson Fachin vai intervir antes do primeiro turno. Também não está claro qual será o efeito do episódio sobre a divisão de competências entre o Supremo e o TSE nas próximas disputas.
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