Flávio Bolsonaro amplia apelo por voto útil contra Lula antes de 4 de outubro
19 veículos de centro · 5 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
24 fontes políticas
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A uma semana do primeiro turno de 4 de outubro, a campanha do senador Flávio Bolsonaro tornou o pedido de voto útil o eixo da reta final, mirando eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu com agenda de rua, medidas de apelo popular e a estratégia de comparar os dois nomes em lugar de pedir aprovação ao governo. As pesquisas mostram diferença de três a quatro pontos no primeiro turno e empate técnico no segundo, e especialistas lembram que a migração de votos entre adversários do líder não altera, por si, a chance de haver segundo turno.
Para o campo conservador, o voto útil em Flávio Bolsonaro é o caminho para encerrar a disputa em 4 de outubro e interromper o que descreve como perda de poder de compra das famílias sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Toda a cobertura registra que a disputa presidencial está concentrada em Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com diferença de três a quatro pontos no primeiro turno e empate técnico no segundo, e que as duas campanhas passaram a pedir voto útil, cada uma com o seu argumento.
Na reta final antes do primeiro turno, a campanha de Flávio Bolsonaro fez do voto útil seu eixo central, enquanto a de Lula respondeu com rua e comparação entre os dois nomes. Aqui você compara como a cobertura de centro e a de direita enxergam o movimento, o que dizem as pesquisas e o que os especialistas afirmam sobre a aritmética do voto útil.
A uma semana do primeiro turno de 4 de outubro, a campanha do senador Flávio Bolsonaro transformou o pedido de voto útil no eixo central da reta final. O candidato do PL passou a pedir nominalmente o voto de eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, sob o argumento de que a disputa já está concentrada entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca o quarto mandato. Do outro lado, a campanha petista adotou o mesmo vocabulário por caminho diferente: pediu ao eleitor que compare os dois nomes em vez de aprovar o governo em bloco, e levou o presidente à rua em São Paulo, no Recife e em Minas Gerais para transformar intenção declarada em comparecimento às urnas.
A cobertura de centro relatou os números que sustentam a estratégia. Pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro apontou 37% para Lula e 33% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com empate técnico de 42% a 41% no segundo. O Datafolha de 24 de setembro mostrou 40% para o presidente e 36% para o senador, e 47% a 45% num eventual segundo turno, com margem de erro de dois pontos. O Real Time Big Data do mesmo dia registrou 41% a 37%. Os demais candidatos somavam entre 14% e 15%, a reserva de votos que o PL quer capturar. Governadores e aliados entraram na operação: Tarcísio de Freitas pediu pragmatismo numa transmissão ao lado do senador e defendeu o voto casado em São Paulo, o jurista Ives Gandra Martins anunciou voto útil em vídeo nas redes sociais, e um candidato ao governo de Santa Catarina ligado ao partido de Ronaldo Caiado sinalizou apoio a Flávio em eventual segundo turno, mesmo integrando o palanque do presidenciável da própria sigla.
Veículos de direita enfatizaram o combustível do movimento: a insatisfação das famílias com o custo de vida, a leitura de que a rejeição ao presidente hoje se aproxima da que Jair Bolsonaro enfrentou em 2022 e o desgaste do Supremo Tribunal Federal na crise em torno do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nesse enquadramento, o voto útil seria a forma de encerrar rápido o ciclo e evitar o que o coordenador da campanha do PL, senador Rogério Marinho, chamou de esgarçamento do processo. A mesma cobertura registrou o risco embutido na estratégia: o inquérito sobre o patrocínio de 134 milhões de reais do Banco Master ao filme Dark Horse, em que o senador é investigado por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, corre em duas frentes no Supremo.
A cobertura de esquerda ficou ausente deste episódio, e a leitura desse campo aparece nas falas petistas reproduzidas pela cobertura de centro: o apelo ao voto útil serviria para abreviar o escrutínio sobre a relação do candidato com o Banco Master, e o terreno do presidente seria o eleitor de baixa renda, com o aumento do Bolsa Família, que custará 22,7 bilhões de reais em 2027, e a medida provisória que proibiu as bets, assinada em 25 de setembro.
Há divergência de substância sobre a aritmética do voto útil. Especialistas ouvidos pela cobertura de centro e pela de direita lembram que a migração entre adversários do líder não reduz a vantagem dele nos votos válidos: pode mudar quem chega ao segundo turno, não se haverá segundo turno. Um diretor de inteligência de instituto de pesquisa acrescenta um componente psicológico, o de que o eleitor antecipa a escolha da segunda etapa para dar mais peso ao próprio voto. A série histórica também joga contra a tese: nas duas eleições presidenciais decididas em uma só rodada, em 1994 e 1998, o vencedor liderou com folga desde o início, e nenhum candidato em segundo lugar venceu no primeiro turno depois de arrancada de reta final.
O que ainda não se sabe é se a migração vai ocorrer na escala pretendida, qual será o efeito eleitoral do fim das bets e do reajuste do Bolsa Família, e se o inquérito sobre o financiamento do filme terá movimentação antes da votação. Também não está definido se o debate marcado para 1º de outubro reunirá os dois principais candidatos, já que o senador condicionou a própria presença à do presidente.
Estratégia de Flávio Bolsonaro, por sua vez, é pela conquista do voto útil

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