O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 41% das intenções de voto contra 26% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo paulista, segundo pesquisa do instituto Quaest encomendada pela Genial e divulgada na quarta-feira, 29 de julho de 2026. No cenário de segundo turno testado, o governador marca 48% e o ex-ministro, 32%.
A sondagem ouviu 1.650 eleitores em 70 municípios do estado, entre os dias 23 e 27 de julho, com margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código SP-04846/2026. Na primeira rodada, os demais nomes testados, Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), somam 5% das intenções de voto. Indecisos são 13%, e outros 15% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não comparecerão às urnas.
O ponto que organiza a leitura política do levantamento é a estabilidade. Entre a rodada de abril e esta, a lista de concorrentes mudou de forma relevante: dois pré-candidatos de direita deixaram a corrida, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), ambos com planos de disputar cadeiras na Câmara, enquanto três novos nomes de esquerda entraram na sondagem e aparecem empatados em terceiro lugar. Apesar da troca de peças no tabuleiro, os ponteiros quase não se moveram: o governador oscilou 3 pontos percentuais para cima, e o ex-ministro manteve, virtualmente, os mesmos 26% de três meses antes. Os índices de rejeição também variaram pouco. O governador era rejeitado por 38% do eleitorado em abril e passou a 37% agora; o ex-ministro segue sendo opção inviável para 58% dos paulistas.
Até o momento, apenas um veículo publicou esta rodada da pesquisa, e o fez em registro majoritariamente descritivo: reproduziu os percentuais dos dois cenários, a metodologia, o período de campo e o número de registro eleitoral, acrescentando a comparação com o levantamento anterior. Como não há cobertura de outros veículos sobre os mesmos números, não existe contraste de enquadramento a registrar entre lados, e as interpretações possíveis dos dados, favoráveis a um ou a outro campo, permanecem em aberto. O texto disponível descreve o governador como favorito e trata o desempenho do ex-ministro como estagnado, sem trazer manifestação das duas campanhas.
O que ainda não se sabe é considerável. A pesquisa não indica para onde foram os eleitores que apoiavam os dois pré-candidatos de direita que saíram, nem se esse contingente migrou para o governador ou engrossou a faixa de indecisos e de votos brancos e nulos, que juntos representam 28% do eleitorado, parcela superior à diferença entre os dois primeiros colocados. Também não há, no material divulgado, comparação com levantamentos de outros institutos no mesmo período, nem recortes por região, renda ou escolaridade que permitam entender onde cada candidatura cresce ou perde. Por fim, a coleta foi feita antes do início da campanha oficial e da propaganda em rádio e televisão, período em que quadros eleitorais costumam se movimentar. Nenhuma reação das duas campanhas aos números foi divulgada até aqui.