STF adia decisão sobre investigar Alexandre de Moraes no caso Banco Master
4 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
4 veículos de centro · 1 veículo de direita

5 fontes políticas
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisou em 15 de setembro a Petição 16.662, que trata de mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A discussão ficou na questão preliminar sobre separar os fatos de Moraes dos que envolvem o ministro André Mendonça: o placar parcial foi de 4 a 3 pela separação, até o ministro Flávio Dino pedir vista. O mérito não foi julgado, e a crise alimentou propostas de reforma da Corte.
Pelo prisma do controle institucional e da responsabilização, a crise do caso Banco Master mostra um Supremo Tribunal Federal que se colocou acima da lei e um Senado omisso no dever de julgar ministros por crime de responsabilidade.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de direita.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O Supremo Tribunal Federal encerrou a sessão de 15 de setembro sem decidir se investiga Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O placar parcial ficou em 4 a 3 pela análise separada dos casos de Moraes e André Mendonça até o pedido de vista de Flávio Dino.
O plenário do Supremo Tribunal Federal, o STF, encerrou a sessão de 15 de setembro sem decidir se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O caso gira em torno de mensagens atribuídas a Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, reunidas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
Os ministros discutiram apenas uma questão preliminar, registrada na Petição 16.662: se os fatos ligados a Moraes deveriam ser analisados separadamente dos que envolvem o ministro André Mendonça. O placar parcial ficou em quatro votos a três pela separação. O ministro Flávio Dino, que defendia reunir os casos, pediu vista e interrompeu o julgamento. O mérito não foi enfrentado.
Há pontos em que a cobertura converge. O primeiro relator do caso, Dias Toffoli, deixou a relatoria após ser citado na investigação e declarou suspeição na sessão. Kassio Nunes Marques se disse impedido. Mendonça também perdeu a relatoria, e o presidente da Corte, Edson Fachin, levou as denúncias ao plenário em sessões abertas. A sessão foi marcada por bate-bocas e críticas à condução. Pesquisa Quaest divulgada na véspera indicou que a desconfiança nos ministros chegou a 56%, alta de dez pontos em um mês.
A cobertura de centro relatou os fatos com cautela. Uma análise lembrou que mensagens citam Kevin Marques, filho de Kassio Nunes Marques, e Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, e registrou que ambos negam ter prestado serviços ao Banco Master. O texto sustentou que proximidade não equivale a ilícito e propôs reformas pensadas para além do caso: mandato único de oito anos, regras objetivas de impedimento e rito próprio para investigar ministros. Um editorial cobrou transparência e uma resposta que não seja corporativa. Um programa de debate ouviu um empresário que considera a investigação inevitável e um comentarista que rejeita prejulgamentos.
Veículos de direita enfatizaram a responsabilização. Numa entrevista, o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, prometeu trabalhar pelo afastamento de ministros envolvidos, chamou Moraes de mentiroso e falou em uma farra dos intocáveis que alcançaria também o Senado, a Câmara e a Procuradoria-Geral da República. Em artigo, o ex-senador Pedro Simon afirmou que o Senado se omite ao não julgar pedidos de impeachment de ministros, pediu o fim do inquérito das fake news e defendeu mandatos fixos e um código de ética.
Entre os veículos de esquerda, não houve cobertura própria do caso no conjunto analisado. O ângulo de cautela contra prejulgamentos e contra reformas dirigidas a pessoas específicas apareceu, até aqui, nas análises de centro.
Ainda não se sabe quando Flávio Dino devolverá o processo, nem se o plenário manterá a análise separada dos casos de Moraes e Mendonça. Também não está claro se os pagamentos e contatos citados nas mensagens tiveram qualquer efeito sobre decisões judiciais, nem se o Senado dará andamento a algum pedido de impeachment.
Pela posição central que ocupa no sistema democrático brasileiro, o Supremo precisa, urgentemente, retomar o caminho da estabilidade e da legitimidade

Em sabatina com jornalistas do Correio, presidenciável afirma que trabalhará por investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal, promete reduzir ministérios, propõe equiparar facções a grupos terroristas e detalha medidas para segurança e economia

Sessão na Corte termina sem decisão sobre investigação contra Moraes após pedido de vista de Flávio Dino; debate divide opiniões

Por Marcelo Aith. Episódio mostra a necessidade de critérios objetivos para julgar casos que alcançam integrantes do próprio Tribunal.

É hora de reformas no Supremo, com mandatos fixos, aperfeiçoamento da indicação e de um Código de Ética. Leia na Gazeta do Povo.
