Adail Filho é alvo da PF na Operação Dinastia do Lago sobre fraudes em Coari
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A operação da Polícia Federal contra o deputado Adail Filho (MDB-AM) expõe o controle de uma mesma família sobre a Prefeitura de Coari por anos. A investigação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, apura se recursos públicos que deveriam servir à população do município foram desviados por meio de licitações direcionadas e pagamento de vantagens indevidas.
A Polícia Federal deflagrou em 16 de setembro a Operação Dinastia do Lago, que tem como um dos principais alvos o deputado federal Adail Filho (MDB-AM). A investigação apura fraudes em licitações, desvio de recursos, corrupção e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Coari, no Amazonas.
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As coberturas convergem nos fatos centrais: a Polícia Federal mira o deputado Adail Filho e o pai, prefeito afastado de Coari, por suspeita de fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro, com autorização do ministro Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Dinastia do Lago contra o deputado federal Adail Filho (MDB-AM). Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a ação cumpriu 29 mandados em Manaus e Coari e afastou por 90 dias o prefeito Adail Pinheiro, pai do parlamentar, por suspeita de fraudes em licitações.
A Polícia Federal deflagrou na manhã de quarta-feira, 16 de setembro, a Operação Dinastia do Lago, que tem entre os principais alvos o deputado federal Adail Filho, do MDB do Amazonas. A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro ligados à Prefeitura de Coari, município do interior amazonense.
As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e em Coari, inclusive na residência do deputado na capital. A decisão também afastou do cargo, por 90 dias, o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, do Republicanos, que é pai do parlamentar.
A investigação começou em maio de 2025, quando cerca de R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo foi apreendido com três empresários que viajavam de Manaus para Brasília. A partir daí, os investigadores passaram a analisar relações entre empresários, agentes públicos, movimentações financeiras e contratos com a prefeitura. Segundo a Polícia Federal, os fatos podem configurar organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. O balanço preliminar aponta cerca de R$ 990 mil em espécie, 10 mil dólares, 1.255 euros e 21 veículos sequestrados.
A cobertura de centro concentrou-se nos dados da operação: número de mandados, valores apreendidos, a origem da investigação e a ressalva de que os números ainda podem mudar. Veículos de esquerda destacaram o perfil do deputado e a trajetória política da família. Adail Filho tem 34 anos, foi prefeito de Coari e cumpre o primeiro mandato na Câmara dos Deputados desde 2023. Esses veículos lembraram que ele foi preso temporariamente em 2019 na Operação Patrinus, que também investigava fraudes em licitações no município, e que o pai foi condenado em 2014 a 11 anos e 10 meses de prisão por crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes. Também registraram que, em discurso na Câmara, o deputado afirmou ter dado continuidade ao trabalho do pai na prefeitura.
Até o momento, veículos de direita não haviam publicado cobertura própria sobre a operação, o que deixa esse lado sem enquadramento registrado no caso.
Ainda não se sabe qual foi a participação atribuída individualmente a cada investigado, nem quais contratos da prefeitura estão sob suspeita. Nenhuma das reportagens trouxe a versão da defesa do deputado ou do prefeito afastado. O balanço final das apreensões também não foi divulgado.
Adail Pinheiro, pai do deputado, foi afastado da administração pública.

Nesta quarta-feira (16), Adail Filho tornou-se um dos principais alvos da Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas
