Polícia Federal indicia Daniel Vorcaro e 14 por prejuízo de R$ 2,7 bi ao BRB
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de centro relatou que a Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito do caso Banco Master e indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas por fraudes na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), com prejuízo estimado em R$ 2,7 bilhões. Os textos acompanharam ainda o depoimento do ex-sócio Augusto Lima, que atribui a Vorcaro o comando das operações, e a contestação da defesa às provas extraídas do celular do ex-banqueiro.
O único veículo de esquerda do conjunto republicou texto de agência sobre o depoimento de Augusto Lima à Polícia Federal, com manchete que afirma, sem atribuir ao depoente, que Vorcaro tinha pleno conhecimento e comandava as operações de consignado no Banco Master. O corpo atribui as acusações a Lima, registra a versão contrária de Vorcaro e a negativa da defesa do ex-sócio.
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Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Veículos de esquerda e de centro relatam os mesmos fatos: a Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas, incluindo Augusto Lima e Paulo Henrique Costa, e Lima disse em depoimento que Vorcaro conhecia e comandava as operações de consignado do Banco Master.
A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito do caso Banco Master e indiciou Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas por fraudes na venda de carteiras de crédito ao BRB. O prejuízo apurado é de cerca de R$ 2,7 bilhões. Depois, o ex-sócio Augusto Lima acusou Vorcaro em depoimento, e a defesa dele contestou as provas do celular.
A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito do caso Banco Master e indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas por fraudes na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília, o BRB, banco público do Distrito Federal. O relatório, com cerca de 700 páginas, foi enviado em 28 de outubro à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal. Entre os indiciados estão Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
A cobertura de centro relatou que a Polícia Federal atribuiu a Vorcaro, que está preso na Papudinha, em Brasília, os crimes de gestão fraudulenta, induzimento a erro, fraude em fiscalização e lavagem de dinheiro, além de descrevê-lo como líder de uma organização criminosa. Segundo o relatório, ele ocupava o centro decisório das operações e era o principal beneficiário econômico. O prejuízo já apurado é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, parte dele ligado a carteiras de crédito inexistentes em nome da Tirreno, empresa apontada como de fachada. A corporação pediu ao Supremo mais 60 dias para concluir perícias pendentes. As defesas de Vorcaro e de Paulo Henrique Costa foram procuradas e não haviam se manifestado.
Nos dias seguintes, dois desdobramentos ganharam espaço. O primeiro foi o depoimento de Augusto Lima à Polícia Federal, prestado em 16 de outubro. Ele disse que Vorcaro centralizava as decisões do banco, deu contraordem para processar contratos barrados por uma equipe interna e orientou funcionários a dar respostas evasivas a auditores do BRB e do Banco Central. Lima afirmou que deixou a sociedade em 28 de maio de 2024 e que a primeira operação com o BRB, de R$ 750 milhões, tinha base em créditos regulares. Vorcaro, em depoimento anterior, disse que não entrava nos detalhes do crédito consignado. A defesa de Lima nega participação nas fraudes.
O segundo desdobramento foi a análise técnica que a defesa de Vorcaro apresentou ao Supremo em 29 de outubro. Um perito contratado por ela apontou centenas de arquivos do celular apreendido com registros de modificação quando o aparelho já estava sob custódia da Polícia Federal. O advogado Sergio Leonardo disse que pedirá a anulação das provas se o comprometimento for demonstrado. O próprio perito, porém, reconheceu que os registros não permitem concluir que houve adulteração deliberada, e a cobertura de centro lembrou que não existe anulação automática.
O único veículo de esquerda do conjunto publicou o mesmo texto de agência sobre o depoimento de Lima, com manchete que afirma como fato que Vorcaro tinha pleno conhecimento e comandava as operações de consignado. No corpo, a acusação aparece atribuída ao ex-sócio, também indiciado. A cobertura de centro deu a mesma informação com a atribuição já na manchete. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não se sabia se a Procuradoria-Geral da República apresentaria denúncia, se o Supremo concederia os 60 dias pedidos pela Polícia Federal nem se a defesa teria acesso aos dados brutos da extração do celular. A defesa de Vorcaro também não havia respondido às declarações de Augusto Lima.
Indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de crimes financeiros no Banco Master, Augusto Ferreira Lima, dono do Master, Vorcaro



Em depoimento, o empresário Augusto Lima atribuiu sua saída da sociedade à falta de informações sobre os negócios do Banco Master e a divergências sobre o modelo de gestão

Ex-banqueiro é acusado de gestão fraudulenta, induzimento a erro, fraude em fiscalização, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

