Defesa de Daniel Vorcaro aponta ao STF 657 arquivos alterados em celular apreendido
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Os veículos de esquerda publicaram o mesmo texto de agência pública: a perícia particular concluiu que centenas de arquivos foram criados e modificados após a apreensão, e a defesa usou o laudo para pedir os dados originais e a soltura de Vorcaro. Os textos também trouxeram o indiciamento pela Polícia Federal por gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, e a negativa dos advogados de que as operações com o Banco de Brasília tenham causado prejuízo.
A cobertura de centro relatou que a defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer técnico encomendado pelos advogados, segundo o qual 657 arquivos do celular apreendido pela Polícia Federal foram modificados e 436 criados depois da apreensão, em novembro de 2025.
Os veículos de direita seguiram caminhos distintos. Um deles detalhou o laudo e repetiu que os registros não comprovam adulteração pela Polícia Federal nem permitem saber quem operou o aparelho. Outro destacou que a petição da defesa cometeu um erro ao chamar a prova de incontestável e escreveu que a eventual anulação do conteúdo, que inclui conversas de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, poderia beneficiar o magistrado.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, levou ao Supremo Tribunal Federal uma perícia particular segundo a qual 657 arquivos do celular apreendido pela Polícia Federal foram modificados e 436 criados após a apreensão. Os advogados pedem os dados originais e a soltura do ex-banqueiro, indiciado um dia antes.
A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, entregou na quinta-feira, 29 de outubro, ao Supremo Tribunal Federal uma perícia particular sobre o celular do ex-banqueiro, apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025. Segundo o laudo, 657 arquivos do aparelho foram modificados e 436 foram criados depois da apreensão. O celular é a principal prova da Operação Compliance Zero, que investiga operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília, o BRB.
Com base no documento, os advogados pedem acesso aos dados brutos da extração, aos códigos de verificação conhecidos como hash e à documentação completa da cadeia de custódia. Também voltam a pedir que Vorcaro deixe a prisão preventiva. O pedido chegou um dia depois de a Polícia Federal indiciar o ex-banqueiro e outras 14 pessoas por crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A cobertura de centro detalhou o conteúdo técnico do laudo, assinado pelo perito Marcos Monteiro. Entre a noite de 17 e a madrugada de 18 de novembro de 2025, com o aparelho já sob custódia, o relatório oficial registra 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal e três conexões pela porta USB. Entre os 657 arquivos modificados, 59 são bancos de dados. A defesa também aponta lacres rompidos sem registro e um termo de apreensão sem marca, número de série e IMEI. Procurada, a Polícia Federal não quis se manifestar.
Veículos de esquerda publicaram o texto de uma agência pública, que relatou a perícia, as declarações da defesa sobre a soltura obrigatória de Vorcaro e o indiciamento. Esse texto também registrou a negativa dos advogados de que as operações com o BRB tenham causado prejuízo ao banco público.
Veículos de direita tomaram rumos diferentes entre si. Um deles detalhou o laudo e repetiu que os registros, isoladamente, não comprovam que a Polícia Federal tenha adulterado o aparelho, lembrando que a conexão USB pode ter servido só para carregar o celular. Essa matéria somou 999 arquivos com alterações após a apreensão, incluindo 340 entre 13 e 14 de maio de 2026. Outro veículo de direita destacou que a petição cometeu um erro ao chamar a prova de incontestável e escreveu que a eventual anulação do conteúdo, que inclui mensagens de Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, poderia beneficiar o magistrado. Essa mesma matéria afirmou que Vorcaro ainda não havia sido indiciado, informação que diverge do indiciamento registrado pelas demais coberturas.
Até a noite de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, a Polícia Federal e o Supremo não haviam respondido às alegações da perícia. Também não havia decisão do ministro André Mendonça, relator do caso, sobre o acesso aos dados brutos, sobre a prisão de Vorcaro ou sobre o pedido da Polícia Federal de mais 60 dias para concluir perícias e diligências.
Ex-banqueiro pede perícia particular no aparelho, que é a principal prova das relações de Vorcaro com políticos e das supostas irregularidades financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB).
Ex-banqueiro realizou uma perícia particular no aparelho

Nota apresentada ao STF afirma que centenas de arquivos foram modificados durante a custódia policial e questiona a integridade da prova central da Operação Compliance Zero

Uma perícia contratada pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, identificou registros de criação e modificação de centenas

Advogados do banqueiro, preso por fraude de R$ 12 bilhões, alegam que dados do aparelho foram alterados antes da extração da PF; procurados, PF e STF não se manifestaram

Perícia contratada pela defesa do banqueiro também aponta que arquivos foram criados e modificados do aparelho celular de Daniel Vorcaro após a apreensão, em novembro de 2025.
