OAB-SP propõe limitar ministros do STF a 12 anos após crise de credibilidade
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A Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), concluiu em 17 de agosto de 2026 um relatório de 77 páginas com propostas de reforma do sistema de Justiça, entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira anterior. O documento reúne cinco propostas de emenda à Constituição, projetos de lei, uma proposta de resolução e apoio a matérias já em tramitação. O ponto central é a criação de mandato fixo de doze anos para ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que hoje permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos. O texto também eleva de 35 para 50 anos a idade mínima de ingresso, cria audiência pública antes da sabatina no Senado e propõe mudanças na estrutura do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Supremo informou que criou um grupo de trabalho para analisar as sugestões.
A proposta da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), chega em plena disputa eleitoral e traz um ponto que veículos de esquerda tratam como o mais delicado: a emenda anexada ao relatório aplicaria o mandato de doze anos também aos ministros já em exercício, o que provocaria a saída imediata de Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para o enquadramento de direita, o relatório da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), coloca no papel o que boa parte da sociedade cobra há anos: limites concretos ao poder acumulado por poucos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados registram o mesmo conteúdo do relatório de 77 páginas: mandato fixo de 12 anos no STF e no STJ, idade mínima de 50 anos, audiência pública antes da sabatina no Senado, código de conduta para tribunais superiores e separação entre as presidências do STF e do CNJ. Também há convergência no diagnóstico de que o sistema de Justiça enfrenta crise de credibilidade e que a autoria é técnica, com ex-ministros do STF e da Justiça na comissão.
A OAB-SP concluiu o relatório da sua Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário e o entregou ao Supremo Tribunal Federal. São 77 páginas com cinco propostas de emenda à Constituição, entre elas o mandato fixo de 12 anos para ministros, a idade mínima de 50 anos, mudanças no Conselho Nacional de Justiça e cotas de gênero e raça nas listas para tribunais. Cada lado da cobertura leu o pacote de um jeito.
A Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), concluiu na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, um relatório de 77 páginas com propostas de reforma do sistema de Justiça brasileiro. O documento foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira anterior, dia 15, e será encaminhado ainda nesta semana ao Congresso Nacional, ao Conselho Federal da OAB e a candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo. O ponto central é a criação de um mandato fixo de doze anos para ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que hoje permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos.
A comissão foi instituída em junho de 2025 e reúne os presidentes honorários Patrícia Vanzolini e Cezar Britto, os ministros aposentados do STF Ellen Gracie Northfleet e Antonio Cezar Peluso, os ex-ministros da Justiça José Eduardo Cardozo e Miguel Reale Júnior, a cientista política Maria Tereza Sadek e os professores da FGV Direito SP Oscar Vilhena Vieira e Alessandra Benedito. O relatório reúne cinco propostas de emenda à Constituição, projetos de lei, uma proposta de resolução e apoio a matérias já em tramitação no Congresso.
Toda a cobertura converge no conteúdo do pacote. Além do mandato fixo, o texto eleva de 35 para 50 anos a idade mínima de ingresso nas cortes superiores e cria uma audiência pública prévia à sabatina no Senado, com participação da OAB, de faculdades de direito e da sociedade civil. Consolida o Código de Conduta para Tribunais Superiores e o Código de Ética Digital, com regras sobre transparência de agenda, participação em eventos, uso de jatinhos particulares e julgamento de processos envolvendo parentes de ministros. Propõe critérios restritos para decisões monocráticas. Para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sugere separar sua presidência da presidência do Supremo, limitar o poder normativo do órgão, ampliar de quinze para dezessete o número de integrantes e elevar de dois para quatro os cidadãos de notável saber jurídico. Há ainda a transferência, aos Tribunais Regionais Federais, do julgamento criminal originário de parlamentares e governadores, com exceção dos presidentes da Câmara e do Senado, e metas de 50% de mulheres e 20% de pessoas negras nas listas sêxtuplas. O diagnóstico que abre o documento é o mesmo em todas as versões: uma percepção pública de déficit de integridade e transparência alimentada pela ausência de parâmetros de conduta, pela proliferação de decisões monocráticas, por controvérsias remuneratórias e por conflitos de interesse não regulados.
A divergência está no que cada lado escolheu iluminar. Veículos de direita puxaram o foco para o efeito da regra de transição: como a emenda anexada prevê aplicação imediata, o mandato de doze anos levaria à aposentadoria compulsória de Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luiz Fux, e o mesmo enquadramento deu peso ao corporativismo do CNJ, onde nove dos quinze assentos são de magistrados, e às 680 resoluções editadas pelo conselho desde 2005, apontadas no relatório como usurpação de competências do Legislativo. Nessa cobertura, as metas de gênero e raça praticamente desaparecem. A cobertura de centro relatou o pacote como agenda institucional em disputa, explicou a regra vigente antes de descrever a mudança, registrou a declaração do presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, de que a reforma não pode mais ser adiada e de que a entrega foi calculada para o período eleitoral, e foi a única a trazer resposta do lado alvo: o Supremo informou ter criado um grupo de trabalho para analisar as sugestões. Veículos de esquerda concordaram com o conteúdo factual, mas trataram a aplicação retroativa como o ponto mais impactante e afirmaram que mudar a regra para quem já ocupa o cargo levanta questões sobre a independência judicial, ao mesmo tempo em que deram destaque próprio às cotas de mulheres e pessoas negras nas listas sêxtuplas.
O que ainda não se sabe é o essencial: nenhuma das propostas foi protocolada em caráter definitivo, e a PEC que torna obrigatório o código de ética, idealizada pela deputada federal Adriana Ventura, ainda coleta assinaturas. Não há posicionamento individual dos ministros citados, nem manifestação de associações de magistrados sobre as críticas de corporativismo.
Documento enviado ao Supremo prevê ainda limitação de poderes para o Conselho Nacional de Justiça

Documento também será enviado ao Congresso e aos candidatos ao Senado pelo Estado de São Paulo

Relatório entregue ao STF e ao Congresso prevê, ainda, elevação da idade mínima para indicação de 35 para 50 anos e criação de código de conduta para tribunais superiores

Entre as medidas, está a adoção de um código de conduta pelo STF 'que contenha parâmetros e o procedimento de denúncia e apuração de eventuais desvios'

Relatório reúne PECs, projetos de lei e propostas de resolução para o Judiciário

Proposta de reforma no Judiciário pede, ainda, idade mínima de 50 anos, mas nenhum ministro se enquadra. Leia na Gazeta do Povo.

Documento sugere código de conduta para ministros e mudanças no CNJ

Em documento, a Ordem paulista propõe medidas para combater a "percepção pública de déficit de integridade e transparência" na Suprema Corte

Relatório enviado à Suprema Corte prevê revisão da compentência criminal do Poder e maior diversidade feminina e racial

Nesta matéria: viés de centro.
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