Organização Mundial da Saúde cobra transparência da Rússia sobre suspeita de peste
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Sob o prisma da proteção coletiva, o caso expõe o custo da opacidade de um Estado em um tema de saúde pública: a Organização Mundial da Saúde, os Estados Unidos e a União Europeia cobram transparência, enquanto Moscou minimiza o risco e chama os relatos de falsos.
A Organização Mundial da Saúde afirmou que não tem um quadro completo da morte de uma técnica de laboratório na Rússia, atribuída por relatos à peste pneumônica, e que não consegue fazer uma avaliação integral de risco. O governo russo diz que não há risco epidêmico.
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A Organização Mundial da Saúde afirmou que não consegue avaliar o risco da suspeita de peste pneumônica na Rússia por falta de informações. Moscou nega risco epidêmico, os Estados Unidos pedem dados e a Mongólia reforça a vigilância na fronteira.
A Organização Mundial da Saúde afirmou nesta quarta-feira, 7 de outubro, que ainda não tem um quadro completo da morte de uma técnica de laboratório na Rússia, atribuída em relatos da imprensa russa à peste pneumônica, e que por isso não consegue fazer uma avaliação integral de risco. A declaração foi do diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva.
Segundo a cobertura, a vítima tinha 28 anos e trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, na região de Irkutsk. Ela morreu na semana passada em um hospital de Shelekhov, que foi colocado em quarentena. As pessoas que tiveram contato com ela passaram a ser monitoradas. Uma tese citada é que a infecção teria ocorrido após o rompimento de um tubo de ensaio. A peste pneumônica é uma infecção bacteriana altamente contagiosa, que atinge os pulmões, pode passar de pessoa para pessoa pelo ar e é tratável com antibióticos quando diagnosticada cedo.
A cobertura de centro relatou que, na terça-feira, a organização havia estimado o risco como baixo para a Rússia e muito baixo para a Europa. Tedros também pediu esclarecimentos sobre informações da imprensa a respeito de uma segunda funcionária com pneumonia de origem indeterminada. O governo russo nega que outra pessoa tenha adoecido.
As autoridades russas insistem que a população não corre risco. A agência de saúde do país afirmou que não há risco epidêmico, que mais de 90% dos contatos concluíram o período de observação médica e que quase 5 mil testes laboratoriais não revelaram microrganismos patogênicos perigosos. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou os relatos como informações falsas e disse que só os comunicados oficiais são confiáveis.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não acredita que o caso envolva arma biológica e que a Rússia relatou ter a situação sob controle. Ele anunciou um telefonema planejado com o presidente russo, Vladimir Putin, mas Peskov afirmou que não havia acordo para a chamada. Os Estados Unidos também fizeram um pedido formal de informações a Moscou. A Mongólia anunciou medidas de vigilância e monitoramento sanitário na fronteira com a Rússia.
Há diferenças de ênfase. Veículos de esquerda destacaram o contraste entre a cobrança de transparência feita pela organização, pelos Estados Unidos e pela União Europeia e a postura do Kremlin, que minimiza o risco, incluindo o desmentido de um segundo caso. A cobertura de centro deu mais peso à avaliação de risco da organização e às medidas da Mongólia. Não houve cobertura de veículos de direita no material analisado, de modo que não é possível descrever o enquadramento desse campo.
O que ainda não se sabe: a causa confirmada da morte, se houve de fato um segundo adoecimento, como a infecção teria ocorrido e se o telefonema entre Trump e Putin vai acontecer.
Organização Mundial da Saúde cobra mais transparência em relação à suspeita de peste pneumônica após relatos de segundo caso. Rússia minimiza preocupações e diz não haver riscos

Atualização da agência foi feita durante coletiva
