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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, a segunda fase da Operação Anáfora, que investiga lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos da saúde no Rio de Janeiro. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Rio, Niterói e Duque de Caxias, dez expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e quatro pelo TRF2, em razão do foro privilegiado de alguns investigados. A apuração mira contratos que superam R$ 563,5 milhões firmados com uma cooperativa de trabalho pela prefeitura de Caxias.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 30 de junho de 2026, a segunda fase da Operação Anáfora, voltada a investigar a lavagem de dinheiro decorrente do desvio de recursos públicos destinados à saúde no Rio de Janeiro. Ao todo, agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.
Dos 14 mandados, dez foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o TRF2. A divisão se deve ao fato de alguns dos investigados terem foro por prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado. Segundo a cobertura de centro, esse desenho decorre do atual entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a manutenção do foro mesmo após o fim do mandato.
A cobertura de centro, baseada em comunicados da Polícia Federal e da Agência Brasil, relatou que a apuração aprofundou-se após a primeira fase da operação, realizada em setembro de 2022. De acordo com a PF, os investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com a condição financeira declarada e participam de negociações vinculadas a imóveis para dissimular a origem dos recursos. Os alvos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
O ponto factual em que todos os lados convergem é a escala financeira do caso. A apuração tem como centro contratos firmados com a Renascer Cooperativa de Trabalho pela prefeitura de Duque de Caxias que, somados o contrato original e seus aditivos, ultrapassam R$ 563,5 milhões em pouco mais de dois anos. A primeira fase, em 2022, mirou o então prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, do MDB, à época candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro, do PL. Pouco depois daquela ação, Reis renunciou à candidatura.
Veículos de esquerda enfatizaram o caráter sistêmico do esquema. Citando a própria PF e a Controladoria-Geral da União, destacaram que a cooperativa contratada integra uma organização criminosa estruturada que vem operando no Estado do Rio em um contexto de corrupção sistêmica há décadas, com desvio de recursos especialmente na área da saúde. Nessa leitura, o caso ganha contorno de captura do Estado e de prejuízo a um serviço público essencial à população.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram o ângulo do controle do gasto público e da accountability, descrevendo a ocultação de patrimônio e as despesas incompatíveis com a renda como o coração da fraude à licitação. Parte dessa cobertura também deu destaque à defesa: em nota da primeira fase, Washington Reis afirmou que a polícia fez o seu trabalho sem nenhuma interrupção e que nada ilegal foi encontrado em sua casa nem na Fazenda Paraíso, centro de tratamento de dependentes químicos do município. O então governador Cláudio Castro disse respeitar o trabalho da PF e da CGU e aguardar os desdobramentos.
Há divergência relevante de cobertura sobre um ponto factual: um veículo de direita afirmou que Washington Reis teria sido preso na primeira fase da operação, enquanto a cobertura de centro e os demais relatos mencionam apenas o cumprimento de mandados de busca e apreensão, sem prisão. Essa discrepância merece cautela do leitor.
O que ainda não se sabe é quem são os demais investigados com foro privilegiado alcançados nesta segunda fase, qual o desfecho jurídico das diligências e se haverá novas acusações além das já listadas. Nenhuma fonte detalhou, até o momento, a relação completa dos alvos nem a manifestação atual dos investigados sobre as buscas desta terça-feira.
Esquerda, centro e direita reconhecem que a PF cumpre 14 mandados na segunda fase da Operação Anáfora, que a apuração mira lavagem de dinheiro com desvio de verbas da saúde no RJ e que os contratos investigados superam R$ 563,5 milhões.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O corpo da notícia é texto da Agência Brasil, factual e neutro. O publisher LEFT acrescenta apêndices editoriais ('jornalismo crítico comprometido com a democracia', 'ameaça bolsonarista') ao redor, mas o conteúdo noticioso em si é CENTER.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto de agência pública, factual, sóbrio e atribuído à PF. Sem vocabulário valorativo. CENTER claro, apesar do publisher de perfil LEFT.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual de redação, cita CGU e PF, contextualiza com Mário Peixoto e Wilson Witzel. Vocabulário sobrio ('corrupção sistêmica' é citação direta da PF, não editorialização do veículo). CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de publicado por veículo de perfil RIGHT, o texto é majoritariamente factual: descreve os mandados, cita a nota de defesa de Washington Reis na íntegra e atribui as informações à PF. Equilíbrio entre acusação e defesa puxa para CENTER.

Mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, já que alguns dos investigados têm foro privilegiado

Ação de policiais federais aprofunda buscas sobre contratos que superam R$ 563,5 milhões

Agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio, em Niterói e em Duque de Caxias

Nova fase da Operação Anáfora cumpre 14 mandados relacionados à apuração sobre suposto desvio de verbas públicas

Policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão
Primeira fase da Operação Anáfora foi realizada em 2022 e apurou favorecimento em contratos na área de saúde com uma cooperativa de trabalho pelo município de Duque de Caxias.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do publisher RIGHT, a matéria é factual e completa: explica o entendimento do STF sobre foro, reproduz a defesa de Reis e a fala de Cláudio Castro. Equilíbrio acusação-defesa puxa para CENTER.
Veículo de perfil RIGHT com enquadramento que afirma prisão do ex-prefeito ('Prefeito foi preso na 1ª fase'), divergindo dos demais artigos do cluster que mencionam só busca e apreensão. O título promete o que o corpo não sustenta com clareza, e há ênfase acusatória sem contraponto.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



