Câmara dos Deputados terá 438 dos 513 parlamentares na disputa por reeleição
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Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), com base nos registros de candidatura protocolados no Tribunal Superior Eleitoral, aponta que 438 dos 513 deputados federais eleitos em 2022 pediram registro para disputar a reeleição em outubro de 2026, o equivalente a 85,38% da Câmara dos Deputados. O Partido Liberal lidera com 77 candidatos à reeleição, seguido por PT, União Brasil e PSD. Outros 44 deputados disputam vagas no Senado Federal, seis concorrem a governos estaduais e um integra chapa presidencial como vice. Pelos cálculos do DIAP, a renovação da Casa, que ficou em média em 46% nas últimas eleições, pode variar entre 14% e 44% neste ciclo.
Pela leitura do campo à direita, o dado expõe a profissionalização da política: 438 dos 513 deputados federais querem continuar porque o cargo ficou financeiramente e politicamente mais valioso, sobretudo depois que as emendas parlamentares chegaram a cerca de R$ 50 bilhões, com R$ 26 bilhões de execução impositiva.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
As duas coberturas usam a mesma base e não divergem nos números: o levantamento do DIAP, extraído dos registros de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral, aponta 438 dos 513 deputados federais eleitos em 2022 na disputa pela reeleição, ou 85,38% da Câmara dos Deputados, além de mais de 40 parlamentares tentando vaga no Senado Federal.
Dos 513 deputados federais eleitos em 2022, 438 registraram candidatura à reeleição para outubro de 2026, segundo levantamento do DIAP feito a partir dos registros no Tribunal Superior Eleitoral. O Partido Liberal lidera com 77 nomes, e a renovação da Câmara dos Deputados, que ficou em média em 46% nas últimas eleições, pode variar de 14% a 44% neste ciclo.
A Câmara dos Deputados chega às eleições de outubro de 2026 com quase toda a sua composição atual em busca de um novo mandato. Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o DIAP, feito a partir dos registros de candidatura protocolados no Tribunal Superior Eleitoral, aponta que 438 dos 513 deputados federais eleitos em 2022 pediram registro para disputar a reeleição. O percentual é de 85,38% da Casa.
O Partido Liberal concentra o maior número de postulantes à reeleição, com 77 nomes. Na sequência aparecem PT, com 57, União Brasil, com 49, e PSD, com 42. Progressistas, com 40, Republicanos, com 38, MDB, com 28, e Podemos, com 26, completam o grupo de maiores bancadas na disputa. Na divisão por unidade da federação, São Paulo lidera, com 64 deputados inscritos, seguido por Minas Gerais, com 47, Rio de Janeiro, com 40, e Bahia, com 37.
Nem todos tentam permanecer na mesma cadeira. Segundo o mesmo levantamento, 44 deputados disputarão vagas no Senado Federal e seis concorrem a governos estaduais, entre eles Helder Salomão, do PT, no Espírito Santo, Patrus Ananias, do PT, em Minas Gerais, Zucco, do PL, no Rio Grande do Sul, Vicentinho Júnior, do PSDB, no Tocantins, e Sandro Alex, do PSD, no Paraná. Carlos Chiodini, do MDB, disputa a vaga de vice-governador em Santa Catarina. Oito parlamentares tentam cadeiras em assembleias legislativas estaduais e quatro estão inscritos como suplentes. Um único deputado federal aparece na corrida presidencial: Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, do PL.
Os dois lados que cobriram o assunto convergem no dado central e na fonte. Veículos de direita enfatizaram o retrato numérico da disputa, com o ranking por partido e por estado, a contagem dos que migram para o Senado Federal e a lista dos que trocam a Câmara por palanques estaduais, sem atribuir causa ao fenômeno. A cobertura de centro acrescentou a hipótese explicativa: a permanência no Congresso teria ganhado atratividade com o aumento do poder dos parlamentares sobre o orçamento, especialmente por meio das emendas. Segundo essa leitura, a fatia destinada a indicações parlamentares passou de menos de R$ 10 bilhões no início dos anos 2000 para cerca de R$ 50 bilhões atualmente, incluindo R$ 26 bilhões em emendas individuais impositivas. Nesse enquadramento, o DIAP calcula que a renovação média das últimas eleições foi de 46% e projeta que, neste ciclo, o índice pode variar de 14% a 44%.
Veículos de esquerda não registraram o levantamento até o momento no material analisado. A leitura que esse campo costuma sustentar, sobre desigualdade de condições entre quem já ocupa a cadeira e quem tenta entrar, não apareceu de forma articulada em nenhuma das matérias do conjunto, e por isso não há contraponto publicado à hipótese das emendas nem defesa explícita das regras atuais de financiamento e propaganda.
O que ainda não se sabe é quanto desse retrato vai sobreviver ao calendário eleitoral. Registro protocolado não é candidatura deferida: parte dos pedidos pode ser impugnada, indeferida ou retirada antes da votação, e nenhuma das coberturas informa quantos registros já foram julgados pela Justiça Eleitoral. Também não está detalhada a metodologia que sustenta a faixa projetada de renovação entre 14% e 44%, um intervalo largo o bastante para comportar tanto a Câmara mais estável das últimas décadas quanto um resultado próximo da média histórica. Não há, no material, resposta dos partidos com mais candidatos à reeleição, nem avaliação independente sobre o peso efetivo das emendas na decisão de cada parlamentar de tentar mais um mandato.
O prazo para envio dos registros de candidaturas terminou às 19h de 15 de agosto; dados ainda estão sendo computados no TSE

Dos 513 parlamentares eleitos em 2022, 438 tentarão manter suas cadeiras nas eleições de outubro

Com 438 deputados na disputa por novo mandato, renovação da Câmara pode ficar abaixo da média das últimas eleições, segundo dados do DIAP
