TSE mantém veto a posts falsos sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
- Revista OesteOs bastidores da articulação no TSE para manter retirada de fake news sobre FlávioAté chegar ao resultado anunciado na quarta-feira 30, o julgamento sobre as fake news que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Nossa Senhora Aparecida percorreu um dia de conversas entre ministros e de negociações nos gabinetes. O caminho para o desfecho começou a ser aberto dois dias antes. No começo da semana, os presidentes Edson Fachin e Nunes Marques se reuniram, reservadamente, para comentar o impasse, sobretudo depois de críticas de integrantes do TSE à liminar de Flávio Dino. Fa(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Revista OesteTSE confirma derrubada de fake news sobre Flávio e Nossa SenhoraCorte, no entanto, liberou post feito pelo humorista Antonio Tabet em alusão à controvérsia sobre a Padroeira(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Publicações que afirmem como fato que Flávio propôs retirar o título da santa seguem proibidas, inclusive republicações de narrativa equivalente.
- Plataformas que descumprirem a ordem estão sujeitas a multa de R$ 50 mil, e a republicação a multa diária de R$ 30 mil.
- Críticas, opiniões e manifestações de fé sobre o tema não foram alvo da decisão.
Onde os lados divergem
- A cobertura de centro dá peso às críticas de censura prévia feitas por Flávio Dino e pelos ministros divergentes; a de direita destaca o reconhecimento da notícia falsa e a reação do TSE à liminar de Dino.
- O placar é descrito como 6 a 1 por uma cobertura e como manifestação dos sete ministros pela remoção por outra.
Onde os lados concordam
- As coberturas concordam que o Tribunal Superior Eleitoral considerou falsa a afirmação de que Flávio Bolsonaro propôs tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira.
- Também convergem que André Mendonça ajustou o voto para liberar apenas a postagem do humorista Antonio Tabet.
O que ainda está incerto
- Não há números sobre quantos links as plataformas já removeram.
- O mérito da disputa no Supremo Tribunal Federal entre as decisões de Dino e Fux segue sem desfecho.
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu manter fora do ar as publicações que afirmam que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, quis tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O relator André Mendonça liberou apenas o post do humorista Antonio Tabet, depois de um embate com ministros do Supremo Tribunal Federal.
O Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, decidiu em 30 de setembro manter fora do ar as publicações que afirmam, como fato, que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, propôs, apoiou ou articulou retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Na mesma sessão, a Corte liberou uma postagem do humorista Antonio Tabet sobre a controvérsia.
O julgamento, no plenário virtual, durou cerca de 14 horas. O relator, ministro André Mendonça, abriu a sessão defendendo a liminar que havia concedido em 25 de setembro. Essa decisão mandou derrubar mais de mil links, com multa de R$ 50 mil para as plataformas que descumprissem, e proibiu a republicação de narrativa equivalente sob multa diária de R$ 30 mil. Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, e Dias Toffoli acompanharam o relator. Ricardo Villas Bôas Cueva abriu divergência parcial: concordou que a acusação contra Flávio é falsa, mas propôs restringir a remoção a afirmações factuais e liberar o post de Tabet. Floriano de Azevedo Marques também divergiu. Mendonça então ajustou o voto, liberou a postagem do humorista por considerá-la ambígua e manteve o restante. Sebastião Reis Júnior e Estela Aranha fecharam o placar.
O caso começou em 23 de setembro, quando circulou nas redes a afirmação de que Flávio, se eleito, tiraria o título da santa. O boato usava uma fala de agosto, em que o candidato disse que decretaria que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo. Depois da liminar de Mendonça, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido de Tabet e suspendeu a ordem, por ver risco de censura prévia. Em 28 de setembro, o ministro Luiz Fux derrubou a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral.
A cobertura de centro relatou a sessão em detalhe, com os argumentos de cada ministro, as críticas de Dino sobre liberdade de expressão e a resposta de Mendonça, que chamou de irresponsável associar a ordem a qualquer restrição à fé. Veículos de direita enfatizaram que o tribunal reconheceu como notícia falsa a acusação contra Flávio, citando um ministro sob anonimato, e trouxeram os bastidores: uma reunião reservada entre Edson Fachin, presidente do Supremo, e Nunes Marques para tratar do impasse, em meio a críticas de integrantes do TSE à liminar de Dino. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o julgamento, de modo que o debate sobre o alcance da remoção em massa aparece apenas pela voz dos ministros divergentes e de Dino.
Há ainda uma diferença de registro sobre o placar. Uma cobertura descreve resultado de 6 votos a 1, com Floriano Marques vencido. Outra afirma que os sete ministros se manifestaram pela remoção das afirmações apresentadas como fato, divergindo apenas sobre o alcance.
Não se sabe ainda quantos links já foram efetivamente retirados pelas plataformas nem se a disputa entre o TSE e o Supremo terá novo capítulo, já que a decisão de Fux suspendeu a de Dino sem encerrar o mérito no Supremo.
Fontes

Até chegar ao resultado anunciado na quarta-feira 30, o julgamento sobre as fake news que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Nossa Senhora Aparecida percorreu um dia de conversas entre ministros e de negociações nos gabinetes. O caminho para o desfecho começou a ser aberto dois dias antes. No começo da semana, os presidentes Edson Fachin e Nunes Marques se reuniram, reservadamente, para comentar o impasse, sobretudo depois de críticas de integrantes do TSE à liminar de Flávio Dino. Fa

Corte, no entanto, liberou post feito pelo humorista Antonio Tabet em alusão à controvérsia sobre a Padroeira

Sessão foi marcada por divergência sobre alcance da decisão; Mendonça ajustou voto para liberar publicação de humorista e evitar revés