Os Estados americanos que tentam barrar tarifas de Trump contra Brasil e outros países
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

A ofensiva tarifária de Trump é lida como um imposto disfarçado que recai sobre famílias trabalhadoras e pequenas empresas, dentro e fora dos Estados Unidos. A coalizão de estados sustenta que o governo federal ultrapassou seus limites legais e converteu um instrumento pensado para casos específicos em taxação global sem precedente. O uso do combate ao trabalho forçado como justificativa é visto como apropriação cínica de uma pauta de direitos humanos e sindical, argumento reforçado pela nota do governo brasileiro. O episódio se soma a derrotas judiciais anteriores e expõe os limites do unilateralismo comercial.
Veículos deste lado: Revista Fórum
Uma coalizão de 25 estados americanos governados por democratas entrou com ação no Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York, na segunda-feira, contra a nova rodada de tarifas do presidente Donald Trump.
Veículos deste lado: BBC Brasil
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
2 veículos
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Uma coalizão de 25 estados americanos governados por democratas entrou com ação judicial contra o governo de Donald Trump nesta segunda-feira, no Tribunal de Comércio Internacional, em Nova York, para derrubar a nova rodada de tarifas que entrou em vigor em julho. As alíquotas, de 10% e 12,5%, atingem produtos de cerca de 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos, entre eles o Brasil, o Reino Unido, a China e a União Europeia, e alcançam 99,4% de tudo o que o país importa, segundo o escritório do representante de comércio americano.
A justificativa oficial de Washington é o combate ao trabalho forçado. O governo americano invocou a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo criado para responder a práticas comerciais desleais de países ou setores específicos, e sustenta que os parceiros afetados não tomaram providências suficientes para impedir a exportação de produtos fabricados nessas condições. No documento apresentado à Justiça, os estados afirmam que a decisão foi arbitrária, impulsiva e contrária à lei, e que o governo federal não pode usar o trabalho forçado como pretexto para dar continuidade ao que chamam de esquema ilegal de tarifas.
Há pontos em que toda a cobertura converge. A ação é assinada por estados como Nova York, Califórnia, Oregon, Illinois, Michigan e Pensilvânia. Os autores argumentam que uma ferramenta desenhada para casos direcionados foi transformada em taxação global sem precedente histórico. O movimento vem depois de sucessivas derrotas judiciais: a Suprema Corte já havia decidido que a lei de poderes econômicos de emergência não autorizava o presidente a impor tarifas unilateralmente, decisão que resultou em reembolsos de dezenas de bilhões de dólares a empresas. As tarifas anuladas foram substituídas por uma taxa temporária de 10% sobre importações, que expirou em julho, e a nova rodada foi construída sobre outra base legal.
A cobertura de centro relatou o caso com os dois lados em paridade. Registrou a fala do porta-voz da Casa Branca, para quem os Estados Unidos estão usando sua autoridade legal e para quem é inaceitável que um país não combata a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Também trouxe avaliação acadêmica segundo a qual faltam evidências confiáveis para sustentar as acusações e a expectativa de que exceções e recuos reduzam gradualmente o impacto das medidas. Nessa leitura, o processo tende a se tornar um desafio relevante à política tarifária.
Veículos de esquerda enfatizaram o desgaste político do presidente americano e o custo social da medida. Destacaram a fala da governadora de Nova York de que as tarifas nada mais são do que um imposto sobre famílias trabalhadoras, e a do procurador-geral do Oregon de que todos pagam o preço por tarifas ilegais, não os governos estrangeiros. Esse enquadramento trata a justificativa do trabalho forçado como pretexto e a coloca ao lado da nota do governo brasileiro, que classificou a ação como arbitrária e injustificada e acusou Washington de manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores para atingir 59 países e a União Europeia. Japão reagiu na mesma linha, e a chancelaria chinesa falou em desculpa para manipulação política.
Veículos de direita não produziram cobertura própria do episódio até o momento no conjunto analisado. O argumento alinhado a esse campo aparece apenas pela via da cobertura de centro, na defesa formal da Casa Branca de que a medida se apoia em autoridade legal existente e responde a uma prática que prejudica empresas americanas.
O que ainda não se sabe é como e quando o tribunal decidirá, se haverá suspensão das tarifas enquanto o processo corre e qual será o efeito prático sobre os exportadores brasileiros já atingidos. Também segue em aberto que critério permitiria a um país demonstrar que enfrentou adequadamente as alegações de trabalho forçado, e qual será o desfecho das investigações que o governo americano conduz sobre outros 16 países por excesso de capacidade produtiva.
Segundo coalizão de Estados governados por Democratas, governo Trump 'não pode usar trabalho forçado como pretexto para dar continuidade ao seu 'esquema ilegal de tarifas' de importação impostas a dezenas de países.

Um grupo de 25 estados americanos governados por democratas entrou na Justiça nesta segunda-feira (3) contra a nova rodada de tarifas do presidente Donald
