Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta, fica em terceiro e perde Senado na Paraíba
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A eleição na Paraíba foi lida como derrota da articulação de Hugo Motta, que trabalhou para levar o pai, Nabor Wanderley, ao Senado e buscou o apoio do presidente Lula. O petista, porém, declarou apoio público à reeleição de Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que se elegeu ao lado do ex-governador João Azevêdo (PSB). O ex-ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, Marcelo Queiroga (PL), ficou em quarto.
Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), terminou em terceiro lugar na disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado, na eleição de domingo, 4 de outubro. Foram eleitos o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Nabor vinha de três vitórias seguidas: deputado estadual em 2018 e prefeito de Patos em 2020 e 2024.
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Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, terminou em terceiro na disputa pelo Senado na Paraíba em 4 de outubro. As duas vagas ficaram com João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), ambos do campo do presidente Lula.
Nabor Wanderley, do Republicanos, pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, não conseguiu se eleger senador pela Paraíba. Na votação de domingo, 4 de outubro, ele terminou em terceiro lugar na disputa pelas duas vagas do estado no Senado Federal.
As cadeiras ficaram com o ex-governador João Azevêdo, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), e com o senador Veneziano Vital do Rêgo, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que buscava a reeleição. Pelos números finais, Azevêdo teve 1.391.994 votos, Veneziano somou 974.550 e Nabor chegou a 895.398. Com mais de 98% das urnas apuradas, Azevêdo tinha 32,57% dos votos válidos, Veneziano 22,66% e Nabor 20,86%.
As duas coberturas concordam no essencial. Nabor vinha de três vitórias seguidas: foi eleito deputado estadual em 2018, conquistou a prefeitura de Patos em 2020 e foi reeleito em 2024. Os dois vencedores pertencem ao campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A cobertura de centro relatou o resultado de forma direta, com os votos dos três primeiros colocados e o histórico eleitoral de Nabor. Esse relato afirma que Nabor contava com o apoio de Lula na disputa.
Veículos de esquerda destacaram a eleição como uma derrota para a articulação de Hugo Motta, que trabalhou para viabilizar a candidatura do pai. Segundo essa cobertura, o presidente da Câmara buscou o apoio de Lula a Nabor, mas o petista declarou apoio público à reeleição de Veneziano. Esses veículos também registraram que o ex-ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro, Marcelo Queiroga, do Partido Liberal (PL), ficou em quarto lugar.
A cobertura de esquerda trouxe ainda o perfil dos eleitos. Azevêdo tem 72 anos, é engenheiro civil e professor aposentado. Governou a Paraíba a partir de 2019, foi reeleito em 2022 e renunciou em abril para disputar o Senado, deixando o vice Lucas Ribeiro, do Progressistas, no comando do estado. Veneziano tem 55 anos, é advogado, foi prefeito de Campina Grande e deputado federal, e chegou ao Senado em 2018.
Até o momento, não houve cobertura de veículos de direita sobre o resultado, o que torna este um ponto cego desse lado do espectro.
Fica em aberto a versão sobre o papel de Lula na disputa. Um relato diz que Nabor tinha o apoio do presidente; o outro afirma que Lula apoiou publicamente Veneziano. Também não há, nas matérias, declaração de Hugo Motta ou de Nabor Wanderley sobre a derrota, nem avaliação do impacto do resultado sobre a posição de Motta na presidência da Câmara.
Candidato Nabor Wanderley (Republicanos), apoiado pelo presidente Lula, foi derrotado por João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)

O presidente da Câmara dos Deputados trabalhou para viabilizar a candidatura do pai à Casa Alta
