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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) abriu uma crise pública com a direção do próprio partido ao acusá-la, em 23 de junho de 2026, de descumprir um acordo sobre a divisão do Fundo Eleitoral, que somará R$ 131 milhões para a sigla em 2026. Ela diz ter sido informada de que receberia o mesmo valor de outros candidatos, apesar de ser puxadora de votos. Dirigentes negam e afirmam que ela receberá mais que os demais. A parlamentar afirma ter permanecido no PSOL, em vez de migrar para o PT, para ajudar a legenda a superar a cláusula de barreira.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) abriu, em 23 de junho de 2026, uma crise pública com a direção do próprio partido. Em publicação na rede social X, a parlamentar acusou o comando da legenda de descumprir um acordo firmado no início do ano sobre a distribuição do Fundo Eleitoral, que neste ano somará R$ 131 milhões para o PSOL financiar campanhas em todo o país. Segundo ela, fora combinado que, como puxadora de votos, receberia mais recursos; agora teria sido informada de que ficaria com os mesmos valores de outros candidatos.
A cobertura de centro relatou que a deputada disse só estar no partido porque a direção implorou para que ela ficasse e ajudasse a legenda a cumprir a cláusula de barreira, regra do Tribunal Superior Eleitoral que limita o acesso de partidos a recursos e tempo de propaganda conforme o desempenho nas urnas. "Me senti completamente desrespeitada e agredida. Eu recusei propostas para garantir a cláusula de barreira", afirmou. Os dirigentes do PSOL negam o descumprimento e dizem que ela receberá mais que outros nomes da sigla, embora a planilha com os valores não tenha sido divulgada.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão de representatividade do episódio. Erika Hilton, que se apresenta como mulher negra e travesti, cobrou equidade na distribuição dos recursos e argumentou que precisa de uma logística ampla e de um esquema de segurança reforçado para percorrer São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Para esse enquadramento, a disputa revela a necessidade de o partido reconhecer os custos adicionais que uma candidatura como a dela enfrenta e o sacrifício de ter permanecido na legenda em vez de migrar para o PT.
Veículos de direita enfatizaram que se trata de uma briga por dinheiro público dentro da esquerda. Essa cobertura ressaltou que a deputada acusou a direção de privilegiar a ex-deputada Manuela D'Ávila, pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, que teria previsão de receber mais que o dobro do valor destinado a ela, além de mencionar Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede. O mesmo recorte destacou que Erika classificou a situação como reflexo de "privilégio branco e cis" e que dirigentes apontam que ela usaria o tema como justificativa para deixar o partido após as eleições.
O pano de fundo é a corrente Revolução Solidária, à qual Erika pertence ao lado de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. No início do ano, esse grupo chegou a defender uma federação com o PT, proposta rejeitada pela maioria do partido; já naquele momento, outras correntes acusavam os dois de buscar um motivo para deixar a legenda.
O que ainda não se sabe é central para a disputa: a planilha com os valores efetivamente destinados a cada candidatura não foi tornada pública, de modo que não há como verificar de forma independente quem está correto sobre a divisão dos R$ 131 milhões. Também permanece em aberto se Erika Hilton manterá a candidatura à reeleição pelo PSOL ou se, de fato, deixará o partido após o pleito.
Os dois lados concordam que há uma crise interna no PSOL deflagrada por Erika Hilton em 23 de junho de 2026, em torno da divisão dos R$ 131 milhões do Fundo Eleitoral, e que a planilha de valores não foi divulgada.
Como cada lado cobriu
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto factual de bastidor: apresenta a versão de Erika Hilton e a contraversão dos dirigentes do PSOL com paridade, sem vocabulário valorativo. Cita falas diretas e contextualiza a tentativa de federação com o PT.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Reportagem detalhada, mas com seleção de ângulo: destaca as expressões 'privilégio branco e cis' e a autoidentificação 'negra e travesti' de Erika Hilton, enquadrando a crise como disputa identitária dentro da esquerda. Ausência da contraversão do partido reforça o viés crítico ao PSOL, típico de veículo de direita.
Perspectivas omitidas

Dirigentes do partido dizem que deputada usa tema como justificativa para deixar a legenda após eleições

Erika Hilton critica Psol e diz estar 'chocada e decepcionada' com divisão do Fundo Eleitoral de R$ 131 milhões entre pré-candidatos.
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