14 países do Escudo das Américas listam PCC e Comando Vermelho como terroristas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os lados registram os mesmos fatos: a declaração foi assinada por Estados Unidos e 14 países em 22 de setembro, lista 24 organizações como narcoterroristas com PCC e Comando Vermelho entre elas, prevê congelamento de ativos, restrição de vistos e punição de quem der apoio material, e inclui pedido à Organização dos Estados Americanos de reunião sobre o Tratado do Rio. Também há convergência de que o Brasil não integra a coalizão.
A declaração assinada em 22 de setembro de 2026, em Nova York, colocou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho numa lista de 24 organizações narcoterroristas, com previsão de congelamento de bens, restrição de vistos e punição de apoiadores. O Brasil ficou fora da coalizão, mantém a recusa ao rótulo e é signatário do tratado que os países querem acionar na Organização dos Estados Americanos.
Os Estados Unidos e 14 países da América Latina e do Caribe assinaram, em 22 de setembro de 2026, à margem da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, uma declaração conjunta que classifica 24 organizações criminosas como narcoterroristas. Entre elas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que aparecem nas posições 16 e 17 da lista, ao lado de grupos como Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación, Trem de Aragua, MS-13, ELN e Sendero Luminoso. O documento é a primeira ação conjunta do Escudo das Américas, coalizão de segurança lançada pelo governo de Donald Trump em março de 2026, e foi assinado por Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Brasil e México não integram a coalizão e não reconhecem as facções brasileiras como organizações terroristas. O Brasil, no entanto, é signatário do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, o Tratado do Rio, de 1947, que os signatários pretendem acionar: o grupo anunciou a intenção de pedir ao presidente do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) uma reunião de consulta para criar um Órgão de Consulta e discutir resolução de ação coletiva contra as organizações listadas.
Toda a cobertura converge nos efeitos anunciados. Cada país declarou a intenção de aplicar, conforme sua própria legislação, congelamento de ativos, restrições de imigração e de visto para integrantes, associados e apoiadores, e responsabilização penal de quem, conscientemente, forneça apoio material, inclusive logístico. A declaração organiza os compromissos em três pilares: segurança, com coordenação de sanções e designações; economia, com salvaguardas para cadeias de fornecimento de minerais críticos e regras para fornecedores considerados confiáveis em infraestrutura digital; e coordenação multilateral, com posições comuns em fóruns regionais.
A cobertura de centro relatou o conteúdo do documento com citação literal, nomeou os signatários e registrou que o governo brasileiro não reconhece o rótulo. Nessa parte da cobertura apareceu também a leitura interna do Palácio do Planalto: diplomatas brasileiros classificaram a declaração como muito grave, e interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliaram que o acordo poderia ser porta de entrada para ingerência estrangeira em áreas estratégicas, como infraestrutura e minerais críticos, e até para operações unilaterais na região. A estratégia relatada é acompanhar a tramitação na OEA, onde o Brasil é membro fundador e tem direito a voto, apostar em agendas bilaterais e destacar as próprias medidas contra o crime organizado transnacional. Auxiliares do presidente negaram ter sido pegos de surpresa pelo anúncio.
Veículos de esquerda destacaram o eixo da soberania. Nessa leitura, governos de direita alinhados a Washington abriram o continente à intervenção norte-americana ao aceitar tratar facção criminosa como terrorismo, e o combate ao crime organizado funciona como pretexto para tutelar a segurança da região. A crítica recai sobre o uso do Tratado do Rio, concebido para agressão armada entre Estados, para transformar polícia doméstica em hipótese de segurança coletiva. Essa cobertura recuperou o alerta do chanceler Mauro Vieira, em ofício à Câmara dos Deputados, sobre risco de ações extraterritoriais e de uso da força militar dos Estados Unidos contra o território nacional, e a fala de Lula na abertura da Assembleia-Geral, de que o Brasil não cabe no quintal de ninguém e não precisa de porta-aviões vigiando suas águas.
Veículos de direita enfatizaram a cooperação. O acordo foi apresentado como nova etapa de troca de inteligência, treinamento e operações conjuntas contra organizações que já atuam em vários países, com a entrada recente de Peru e Colômbia como sinal de tração da coalizão. Nessa moldura, a lista dá instrumento jurídico para atingir patrimônio, mobilidade e financiadores das facções, e o próprio texto da declaração afirma respeitar soberania e autodeterminação dos participantes. A recusa brasileira não aparece nessa parte da cobertura.
O que ainda não se sabe é se a OEA vai convocar o Órgão de Consulta, em que prazo, e como o Brasil votará nesse pedido.
Afirmação foi feita pelo candidato à Presidência Augusto Cury

Os Estados Unidos e países da América Latina e do Caribe anunciaram uma nova etapa de cooperação para combater organizações

Diplomatas brasileiros classificam declaração do grupo contra facções criminosas, incluindo PCC e CV, como "muito grave"; documento foi assinado pelos EUA e outros 14 países latino-americanos que têm algum alinhamento com o governo Trump

Entre os que assinaram a declaração, que classifica as organizações criminosas como terroristas, estão Argentina, Chile, Colômbia e Peru; ao todo 14 países que integram o "Escudo das Américas" assinaram o documento

14 governos aderem à lista dos EUA, incluem PCC e CV e transformam o combate ao crime em pretexto para ingerência

Em 22 de setembro de 2026, à margem da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, os Estados Unidos e 14 países da América Latina e do Caribe assinaram declaração conjunta que classifica 24 organizações criminosas como narcoterroristas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Os signatários anunciaram a intenção de aplicar, conforme a legislação de cada país, congelamento de ativos, restrições de imigração e de visto e responsabilização penal de quem preste apoio material aos grupos, além de pedir à Organização dos Estados Americanos (OEA) reunião de consulta sobre o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, o Tratado do Rio. O Brasil é signatário do tratado, mas não integra a coalizão Escudo das Américas e não reconhece as facções como organizações terroristas.
Veículos deste lado: CNN Brasil e Valor Econômico
Veículos de esquerda leram a declaração como abertura formal do continente à ingerência dos Estados Unidos. Ao aceitar o rótulo de narcoterrorismo para o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, governos alinhados a Donald Trump teriam transformado problema de polícia doméstica em hipótese de segurança coletiva sob comando de Washington, com o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca reciclado para um uso que não era o original, de defesa contra agressão militar.
Veículos deste lado: Portal Vermelho
Veículos de direita apresentaram a declaração como avanço concreto de cooperação regional contra o crime organizado transnacional. O Escudo das Américas, lançado em março de 2026, passou a reunir 14 governos latino-americanos e caribenhos em torno de troca de inteligência, treinamento e operações conjuntas, e a lista de 24 organizações narcoterroristas dá instrumento jurídico para congelar bens, barrar vistos e responsabilizar quem financia as facções.
Veículos deste lado: Pleno News e Terra Brasil Notícias