Casa Branca acusa Brasil de falhar contra PCC e Comando Vermelho em relatório
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O governo de Donald Trump afirmou, em documento anual enviado ao Congresso dos Estados Unidos e divulgado em 16 de setembro, que o Brasil falhou em enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), facções que Washington classifica como terroristas. O Brasil, porém, não entrou na lista de 23 grandes produtores ou rotas de drogas nem na de países que descumpriram compromissos antidrogas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública refutou as acusações e citou a Lei Antifacção e operações federais.
A crítica do governo Trump ao combate brasileiro contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho aparece como mais um capítulo da pressão de Washington sobre o governo Lula, que se opôs à classificação das facções como terroristas por temer riscos à soberania nacional.
O presidente Donald Trump acusou o governo brasileiro de não enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, facções que transformaram o Brasil em centro do tráfico global de cocaína, e cobrou medidas firmes e urgentes.
5 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Documento anual da Casa Branca enviado ao Congresso americano acusa o governo brasileiro de não enfrentar o PCC e o Comando Vermelho, embora o Brasil tenha ficado fora das listas formais de rotas de drogas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública rebateu as críticas e citou a Lei Antifacção e operações federais.
O governo dos Estados Unidos acusou o Brasil de falhar no combate ao Primeiro Comando da Capital, o PCC, e ao Comando Vermelho, o CV. As duas facções são classificadas por Washington como organizações terroristas. A crítica está em um documento anual assinado pelo presidente Donald Trump, enviado ao Congresso americano em 15 de setembro e divulgado pelo Departamento de Estado no dia seguinte.
Segundo o texto, enquanto outros governos do hemisfério tomam medidas para reduzir o fluxo de drogas, o governo brasileiro não enfrentou as facções, que teriam transformado o país em um centro do fluxo global de cocaína. O documento pede que o Brasil adote, com urgência, medidas firmes para derrotá-las antes que se expandam.
Toda a cobertura converge em um ponto: apesar da crítica, o Brasil não foi incluído na lista de 23 países considerados grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas. Também não está entre os quatro países apontados como tendo falhado nos compromissos antidrogas: Afeganistão, Bolívia, Colômbia e Mianmar. A Venezuela, sob o governo interino de Delcy Rodríguez, saiu desse grupo. Esta é a primeira vez que o Brasil é citado nominalmente dessa forma no relatório.
Na noite de quarta-feira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota em que refuta quaisquer alegações de falhas ou omissões. A pasta citou a Lei Antifacção, sancionada em março, dezenas de milhares de operações federais e o programa Brasil contra o Crime Organizado. Para o ministério, a menção é uma manifestação circunstancial, sem respaldo na parte formal do documento. O governo também disse aguardar resposta a uma proposta de cooperação contra lavagem de dinheiro e tráfico de armas entregue pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Washington, em 7 de maio.
A cobertura de centro relatou a acusação e a resposta oficial lado a lado, detalhando a diferença entre a parte narrativa do texto e as classificações com efeito legal. Parte dela lembrou que PCC e Comando Vermelho foram designados terroristas no início de junho, contra a vontade do governo Lula, que via risco à soberania nacional, e com apoio do senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula na corrida presidencial.
Veículos de esquerda destacaram que o Brasil não recebeu nenhuma classificação formal e que o próprio governo americano admite que as listas não medem os esforços de cada país. Esses veículos enquadraram a crítica como parte da pressão de Washington e lembraram a defesa brasileira de uma atuação conjunta em inteligência.
Veículos de direita enfatizaram a acusação feita por Trump e a urgência das medidas cobradas, apresentando o documento como um novo capítulo da pressão sobre Brasília. Ressaltaram ainda que a manifestação chega durante o período eleitoral, quando segurança pública e crime organizado estão no centro do debate.
Ainda não se sabe se a crítica terá consequências práticas, como sanções ou mudança na cooperação entre os dois países. Também não há resposta pública de Washington à proposta brasileira de maio, nem avaliação independente sobre os resultados das medidas citadas pelo governo.

Documento enviado ao Congresso dos EUA afirma que facções transformaram o Brasil em centro do fluxo global de cocaína

Relatório aponta ainda que o Brasil não enfrentou as duas "organizações terroristas estrangeiras", que "transformaram o país em um centro de distribuição global de cocaína"

Em documento anual enviado ao Congresso, Casa Branca elogia o governo interino de Delcy Rodríguez na Venezuela pelo combate ao narcotráfico.

O governo dos Estados Unidos acusou o Brasil de não enfrentar de forma suficiente o Primeiro Comando da Capital (PCC)
