Papa Leão 14 é o primeiro pontífice a votar em eleição dos Estados Unidos
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- As eleições de 3 de novembro definem o controle do Congresso dos Estados Unidos.
- A lei americana permite que cidadãos que vivem no exterior votem pelo correio, e o papa usou esse direito como eleitor registrado em Illinois.
Onde os lados concordam
Centro e esquerda concordam que o papa Leão 14 votou pelo correio nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro, que a informação veio da Santa Sé, que o voto não foi revelado e que o pontífice acumula divergências públicas com Donald Trump sobre guerra e imigração.
O que ainda está incerto
- Até a manhã de 31 de outubro, o Vaticano não havia informado em quais candidatos o papa votou.
- Também não havia informado como a cédula foi devolvida às autoridades eleitorais de Illinois.
O papa Leão 14 é o primeiro pontífice a votar em uma eleição geral dos Estados Unidos. Segundo a Santa Sé, ele enviou pelo correio a cédula ao estado de Illinois para as eleições de meio de mandato de 3 de novembro, num momento de divergências públicas com o presidente Donald Trump.
O papa Leão 14, também chamado de Leão XIV, tornou-se o primeiro pontífice a votar em uma eleição geral dos Estados Unidos. Segundo o escritório de imprensa da Santa Sé, ele enviou pelo correio sua cédula para as eleições de meio de mandato de 3 de novembro. O anúncio foi feito pelo Vaticano na sexta-feira, 30 de outubro.
Nascido em Chicago como Robert Francis Prevost, o papa de 71 anos tem cidadania americana e peruana e é o primeiro americano a comandar a Igreja Católica. De acordo com o comunicado, ele exerceu o direito de votar como cidadão dos Estados Unidos e considera que os cidadãos têm o direito e o dever de participar dos processos democráticos.
A cobertura de centro e os veículos de esquerda convergem nos fatos centrais. O voto foi enviado pelo correio, a informação veio da Santa Sé e o Vaticano não divulgou em quais candidatos o papa votou. Os dois textos também registram as divergências públicas entre o pontífice e o presidente Donald Trump, sobretudo em relação à guerra envolvendo o Irã e à política migratória americana, e lembram que Trump já classificou o papa como fraco.
A cobertura de centro trouxe mais detalhes sobre o processo. Segundo o cartório eleitoral do condado de Will, em Illinois, a cédula foi solicitada em 3 de outubro, dez dias antes de uma cirurgia para retirada de um tumor no pulmão direito. Registros do Conselho Eleitoral de Illinois mostram que Prevost votou em primárias do Partido Democrata e do Partido Republicano e em eleições gerais desde 2000, com exceção de 2020 e 2022. O texto explicou ainda que a lei americana permite o voto pelo correio de quem vive no exterior e que o Departamento de Estado considera que a cidadania de um americano que se torna chefe de Estado estrangeiro pode ser analisada, sem perda automática. Por fim, registrou que as tensões entre a Santa Sé e Washington diminuíram nos últimos meses.
Os veículos de esquerda deram outro peso ao contexto. O texto situou o voto num momento de tensão política e destacou que os republicanos tentam preservar a maioria no Congresso em meio à queda de popularidade de Trump, à insatisfação com o custo de vida e às consequências da guerra contra o Irã. Apresentou o gesto como episódio inédito para um papado associado à neutralidade institucional e escreveu que, ao votar, Leão XIV reforça sua defesa pública da democracia. Esse texto não registrou a redução recente das tensões nem trouxe manifestação do governo americano.
Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a manhã de 31 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, o Vaticano não havia informado em quais candidatos o papa votou nem como a cédula foi devolvida às autoridades eleitorais. Também não havia, nos textos, reação da Casa Branca ao voto do pontífice.
Fontes
Nascido em Chicago, o primeiro papa americano da história enviou sua cédula a Illinois. Vaticano diz que ele considera o voto um dever cívico.

