
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Escolha se deseja permitir cookies para análise e funcionamento opcional. Consulte nossa Política de Cookies.

A senadora paraguaia Celeste Amarilla voltou a atacar verbalmente o jogador francês Kylian Mbappé durante uma sessão do Senado, levando o governo do Paraguai a pedir desculpas formais à França. O episódio começou após a eliminação do Paraguai pela França nas oitavas de final da Copa do Mundo, e culminou na abertura de uma investigação judicial francesa por incitação ao ódio.
Uma crise diplomática entre Paraguai e França ganhou força depois que a senadora paraguaia Celeste Amarilla voltou a atacar o atacante francês Kylian Mbappé durante uma sessão do Senado do país, na quarta-feira, dia 8. Mbappé foi alvo de insultos com conotação racista, incluindo termos que faziam referência à sua origem étnica e à sua ascensão social, mesmo ele tendo nascido em Paris. As autoridades diplomáticas paraguaias reagiram no mesmo dia, enviando uma carta de desculpas formais ao governo francês e se distanciando publicamente da fala da parlamentar.
A cobertura de centro relatou que o episódio tem origem na eliminação do Paraguai pela França nas oitavas de final da Copa do Mundo, no dia 4 de julho, partida marcada por provocações em campo, incluindo a recusa de Mbappé em cumprimentar o goleiro paraguaio. Torcedores paraguaios chegaram a queimar um boneco do jogador francês nas ruas de Assunção, em meio à tradicional festa católica de San Juan Ara. A ministra do Esporte da França, Marina Ferrari, confirmou publicamente ter recebido o pedido de desculpas do governo paraguaio, mas fez questão de avisar que a recepção à senadora, caso ela viaje à França, não será calorosa.
Veículos de esquerda destacaram o caráter discriminatório e colonial dos ataques de Amarilla, que chamou Mbappé de termos pejorativos ligados à origem étnica e à ascensão social do jogador, enquadrando o episódio como parte de uma normalização perigosa do discurso de ódio que exige resposta institucional enérgica, tanto da França quanto de organismos internacionais. A cobertura também registrou que as Nações Unidas expressaram apoio ao capitão da seleção francesa e condenaram os ataques racistas, e que a Federação de Futebol da França apresentou denúncia que levou à abertura de uma investigação judicial por injúria pública e incitação ao ódio e à violência.
Ainda que nenhum veículo de direita tenha coberto o episódio diretamente até o fechamento desta reportagem, a leitura provável desse espectro tende a enfatizar a responsabilidade pessoal da senadora pelo episódio, sem estender a culpa ao Estado paraguaio, que já se distanciou publicamente da parlamentar e formalizou desculpas. Esse prisma tende também a valorizar a resposta institucional francesa, como a abertura de investigação judicial pelas autoridades competentes, como sinal de funcionamento do Estado de Direito diante de discurso de ódio, em vez de pedir sanções coletivas contra o Paraguai.
Um ponto de convergência entre as coberturas é o reconhecimento de que a classe política francesa reagiu de forma unânime na condenação das falas da senadora, segundo a ministra Eleonore Caroit, responsável por parcerias internacionais da França. Ela classificou o episódio como comportamento e agressão verbal totalmente intoleráveis e defendeu que a condenação política se traduza em ações concretas.
A senadora Celeste Amarilla, por sua vez, recusa-se a se desculpar. Seu advogado, Guillermo Duarte Cacavelo, chegou a alegar que Mbappé poderia ser extraditado ao Paraguai por difamação, alegação que carece de qualquer fundamento jurídico segundo a reportagem.
O que ainda não se sabe é se a investigação aberta pela Justiça francesa resultará em punição efetiva, se a senadora sofrerá alguma sanção institucional dentro do próprio Senado paraguaio por sua conduta, e como se dará, na prática, a recepção pouco calorosa prometida pela ministra francesa caso Amarilla viaje à França.
Ambas as coberturas concordam que a senadora Celeste Amarilla fez ataques discriminatórios contra Mbappé, que o governo paraguaio pediu desculpas formais à França e que a classe política francesa condenou o episódio de forma unânime.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do publisher ter perfil de esquerda, o artigo se limita a relatar fatos com citações diretas de autoridades francesas e paraguaias, sem acrescentar interpretação ideológica própria; a linguagem crítica ('ataques discriminatórios') reflete o consenso das próprias fontes citadas (governo francês, ONU), não um enquadramento editorial específico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual e neutro, atribuindo todas as declarações às fontes (ministra francesa, autoridades francesas, advogado da senadora), sem juízo de valor autoral, consistente com o padrão editorial de agência da RFI.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Ministra do Esporte da França confirmou ter recebido retratação do governo paraguaio; Celeste Amarilla voltou a ofender jogador francês

Os ataques discriminatórios feitos pela senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o jogador francês Kylian Mbappé intensificaram-se nos últimos dias, transformando-se em uma questão política. Nesta…
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.



