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Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em 20 de julho de 2026 aponta a senadora Leila do Vôlei (PDT) na frente em todos os cenários estimulados para as duas vagas do Distrito Federal no Senado, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em segundo e a deputada federal Erika Kokay (PT) em terceiro. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores presencialmente entre 17 e 19 de julho, tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo DF-01326/2026.
Uma pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada em 20 de julho de 2026 mostrou a senadora Leila do Vôlei (PDT) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na frente da disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado, com a deputada federal Erika Kokay (PT) logo atrás. O levantamento ouviu 1.500 eleitores presencialmente entre os dias 17 e 19 de julho, tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo DF-01326/2026.
Os números são os mesmos em toda a cobertura. No primeiro cenário estimulado, a senadora do PDT marca 39,2% das intenções de voto, seguida pela ex-primeira-dama, com 36%, e pela deputada do PT, com 28,4%. Completam a lista Bia Kicis (PL), com 18,3%, Rafael Prudente (MDB), com 15,6%, e o ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo), com 9,8%. Num segundo cenário, sem o nome de Bia Kicis, a senadora vai a 40,5%, a ex-primeira-dama a 37,7% e a deputada petista a 29,8%. No terceiro recorte, sem a ex-primeira-dama e com a inclusão do senador Izalci Lucas (PL), a liderança se amplia para 41,6% e a deputada do PT assume a segunda posição, com 30,4%. O instituto mediu ainda a pesquisa espontânea, em que o entrevistado responde sem receber lista de nomes: nela a ex-primeira-dama aparece em primeiro, com 4,9%, à frente da deputada, com 3%, e da senadora, com 2,7%. No quesito rejeição, a ex-primeira-dama lidera, com 23,9% de eleitores que afirmam não votar nela em nenhuma hipótese, seguida pela deputada petista, com 18,2%.
O que muda de um lado para o outro é a hierarquia dada a cada indicador. Veículos de esquerda destacaram o teto eleitoral da pré-candidata ligada ao bolsonarismo, tratando a rejeição recorde como o dado central e reforçando o cenário em que ela não disputa e a vaga fica ao alcance da deputada do PT. Um deles registrou também que 80,2% dos eleitores não citaram nenhum nome na pesquisa espontânea, o que relativiza a liderança nesse recorte. A cobertura de centro relatou os três cenários na mesma ordem e com o mesmo peso, marcou explicitamente onde há empate dentro da margem de erro e onde há vantagem estatisticamente significativa, e detalhou a metodologia, a amostra e o número de registro na Justiça Eleitoral. Uma das reportagens de centro ampliou o alcance ao trazer, do mesmo levantamento, a disputa pelo governo local, os índices de rejeição e a avaliação da administração distrital. Veículos de direita enfatizaram que a diferença entre as duas primeiras colocadas cabe na margem de erro, insistiram que a liderança da senadora é apenas numérica e valorizaram o primeiro lugar da ex-primeira-dama na pesquisa espontânea, indicador de lembrança sem indução.
Há um ponto de contexto que atravessa a leitura de todos os lados: a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado não está confirmada. Parte da cobertura relatou que ela sinalizou poder abrir mão da disputa e que a definição depende de conversas com o marido e com o partido, num ambiente marcado por atritos internos. Foi justamente por isso que o instituto testou um cenário sem o nome dela, no qual a segunda vaga passa a ser disputada pela deputada do PT. Dois dias depois, o mesmo instituto divulgou levantamento sobre a corrida ao Senado no Rio Grande do Sul, com disputa embolada entre cinco nomes separados por 10,4 pontos percentuais.
O que ainda não se sabe é o essencial: quem de fato será candidato. As convenções partidárias ainda não ocorreram, a pré-candidatura conservadora ao Senado segue indefinida e nenhuma das reportagens apresenta contraditório de outros institutos que confirme ou conteste os percentuais. Também não há dados sobre a evolução dessas intenções de voto ao longo do tempo, o que impede afirmar se a diferença entre as duas primeiras colocadas está crescendo, estável ou diminuindo.
Todos os lados reproduzem os mesmos percentuais e reconhecem que a senadora do PDT lidera numericamente os três cenários estimulados, que a ex-primeira-dama do PL aparece em segundo nos dois cenários em que é testada e que a deputada do PT é a terceira força, assumindo a vice-liderança quando a ex-primeira-dama sai. Há convergência também sobre a metodologia: 1.500 entrevistas presenciais entre 17 e 19 de julho, margem de 2,6 pontos e registro no TSE.
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo reproduz os percentuais corretamente, mas o título usa carga valorativa explícita ao dizer que a ex-primeira-dama amarga a maior rejeição, e o texto reforça o cenário sem ela, no qual a deputada petista sobe para a segunda posição. Também é o único a destacar que 80,2% dos eleitores estão indecisos na espontânea, recorte que enfraquece a liderança da adversária nesse quesito.
Perspectivas omitidas
Os números são reproduzidos com fidelidade, mas o recorte editorial privilegia o cenário em que a pré-candidata do campo bolsonarista desiste e a vaga fica com a deputada petista, além de dedicar parágrafo próprio à maior rejeição dela. A omissão do cenário espontâneo, favorável à ex-primeira-dama, reforça o enquadramento à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Descrição neutra de disputa embolada em outro estado, com identificação explícita dos empates técnicos e da margem de erro. Não editorializa nem hierarquiza os pré-candidatos por preferência ideológica, listando também os índices de rejeição dos três primeiros.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A cobertura é numericamente completa, mas o enquadramento suaviza a desvantagem da pré-candidata do campo conservador: repete a expressão empate técnico a cada cenário, insiste que a liderança da senadora é apenas numérica e valoriza a primeira colocação na pesquisa espontânea sem contextualizar o percentual baixo. O bloco de rejeição aparece só no fim.
Perspectivas omitidas

Diferença entre os cinco primeiro colocados no levantamento estimulado é de apenas 10,4 pontos percentuais

Michelle Bolsonaro aparece em segundo nas intenções de voto da Paraná Pesquisas, atrás de Leila do Vôlei (PDT)

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra disputa acirrada pelas duas vagas do Distrito Federal em 2026; confira os números

A esposa de Jair Bolsonaro, porém, indicou que pode abrir mão da disputa

Pesquisa entrevistou 1.500 pessoas, entre os dias 17 e 19 de julho; margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos

Levantamento mostra vantagem da senadora pedetista nos cenários estimulados; ex-primeira-dama aparece à frente na pesquisa espontânea

No DF, Leila do Vôlei e Michelle Bolsonaro lideram as intenções de voto para o Senado no cenário estimulado da Paraná Pesquisas

Erika Kokay aparece na terceira posição com 28,4% em cenário onde eleitor pode escolher até dois candidatos para a vaga no Senado

No DF, Leila do Vôlei e Michelle Bolsonaro lideram as intenções de voto para o Senado no cenário estimulado da Paraná Pesquisas
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
O recorte da coluna é o índice de rejeição, o que naturalmente concentra a atenção sobre a pré-candidata mais rejeitada, mas o texto lista todos os nomes testados com seus respectivos percentuais e informa que parte relevante do eleitorado aceitaria qualquer candidato. Sem adjetivação valorativa no corpo.
Perspectivas omitidas
Texto descritivo, sem vocabulário valorativo, que enumera os três cenários na mesma ordem e com o mesmo peso. Contextualiza a indefinição da pré-candidatura da ex-primeira-dama citando o atrito com o partido e com o enteado, sem juízo de valor. Metodologia explicitada com amostra, técnica presencial, margem e intervalo de confiança.
Perspectivas omitidas
Descrição neutra e ordenada dos cenários, com marcação explícita de empate dentro da margem de erro quando ele existe e de liderança apenas numérica quando é o caso. Vocabulário técnico, sem adjetivação. O título lista uma ordem de nomes diferente da do corpo, mas os dados apresentados são consistentes.
Perspectivas omitidas
É a cobertura mais abrangente do conjunto: além dos três cenários ao Senado, traz a corrida ao governo local, os índices de rejeição e a avaliação da administração distrital. Linguagem técnica, com distinção explícita entre empate técnico e vantagem fora da margem de erro, sem carga valorativa sobre nenhum lado.
Perspectivas omitidas
Texto idêntico ao da versão anterior publicada no mesmo veículo, com descrição neutra dos três cenários estimulados e da pesquisa espontânea. Mantém a marcação de empate dentro da margem de erro e não adiciona interpretação editorial.
Perspectivas omitidas


