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Uma leva de pesquisas divulgadas no início de julho de 2026 detalhou o quadro eleitoral em disputas estaduais e na corrida presidencial. Na Bahia, o Paraná Pesquisas mostrou Rui Costa (PT) na frente para o Senado com 50,6%, seguido de Jaques Wagner (PT) com 36,7%, no primeiro levantamento após a operação da Polícia Federal contra Wagner. Para o governo baiano, ACM Neto (União Brasil) aparece à frente de Jerônimo Rodrigues (PT). No plano nacional, AtlasIntel e Nexus mantêm Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na dianteira, com a chamada terceira via distante.
Uma sequência de pesquisas eleitorais divulgadas no início de julho de 2026 desenhou um retrato mais nítido das disputas de 2026, tanto nos estados quanto na corrida presidencial. O levantamento que deu o tom foi o do instituto Paraná Pesquisas na Bahia, contratado pelo portal Bahia Notícias e registrado no Tribunal Superior Eleitoral. Ele mostrou o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, do PT, na liderança para o Senado, com 50,6% das intenções de voto, seguido pelo senador Jaques Wagner, também do PT, com 36,7%. Como neste ano são renovadas duas das três vagas por estado, cada eleitor pode citar dois nomes, o que explica a soma dos percentuais acima de cem.
A cobertura de centro, feita por veículos como a CNN Brasil, tratou os números de forma estritamente factual: reportou os percentuais, a rejeição de cada candidato, a metodologia (1.500 eleitores em 64 municípios, entre 27 e 30 de junho, margem de erro de 2,6 pontos) e o registro no TSE. Esses mesmos veículos destacaram que a pesquisa foi a primeira realizada depois da operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, no dia 18 de junho, no âmbito do chamado caso Master, em que o então líder do governo no Senado é investigado. Jaques também apareceu como o nome mais rejeitado da disputa baiana, com 30,7%.
No mesmo pacote de dados, o Paraná Pesquisas mediu a disputa pelo governo da Bahia e apontou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, do União Brasil, à frente do governador Jerônimo Rodrigues, do PT, por 49,2% a 37,5%. Veículos de direita enfatizaram esse resultado como sinal de desgaste da máquina governista estadual e de possibilidade real de alternância, além de lerem a operação da PF contra Wagner pela chave da responsabilização e do combate à corrupção. Para essa cobertura, a estratégia bolsonarista de priorizar a disputa pelo Senado tende a construir uma bancada forte de oposição.
Já veículos de esquerda, como a CartaCapital, leram o mesmo conjunto de pesquisas por outro ângulo. Reconheceram a liderança de Rui Costa e a força do campo governista na Bahia, mas trataram a operação policial contra Jaques Wagner como pressão sobre uma liderança histórica do PT. No plano nacional, esses veículos enquadraram os números como confirmação do favoritismo de Lula, que aparece com 46,3% na AtlasIntel e 42% na Nexus/BTG, à frente de Flávio Bolsonaro, com 36,6% e 34% respectivamente. A esquerda destacou sobretudo o que chamou de 'calvário da terceira via': nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos não passam de percentuais de um dígito nas duas sondagens.
Uma análise mais técnica, publicada pelo Valor e ancorada no cientista político Carlos Melo, do Insper, ajudou a explicar a mecânica por trás dos números do Senado. Segundo ele, a chamada lógica do 'segundo voto' pode prejudicar aliados de Lula em estados polarizados como São Paulo e Rio Grande do Sul, onde candidaturas respeitáveis da esquerda, como as de Simone Tebet, Marina Silva e Manuela D'Ávila, teriam dificuldade de ultrapassar o perímetro do próprio campo. Do lado da direita, nomes como Guilherme Derrite e André do Prado sairiam fortes pela combinação de discurso de segurança pública e articulação com prefeitos.
O que ainda não se sabe é como esses cenários se moverão até a votação. As pesquisas retratam um momento e não capturam definições de chapas ainda em aberto, como a possível candidatura de Ricardo Salles pelo Novo em São Paulo, que poderia dividir a direita, ou o desenrolar das investigações que atingem Jaques Wagner. Também permanece incerto se a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro e o restante do pelotão se manterá à medida que a campanha oficial avança.
Esquerda, centro e direita reconhecem os mesmos números: Rui Costa lidera para o Senado na Bahia, ACM Neto está à frente para o governo baiano, e Lula segue na dianteira presidencial sobre Flávio Bolsonaro, com a terceira via distante.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Reporta números reais de AtlasIntel e Nexus, mas com enquadramento editorial de esquerda: fala em 'calvário da terceira via', trata a 'ameaça bolsonarista' e o 'futuro democrático em jogo' em box de assinatura, e assume tom crítico às candidaturas de centro-direita. O rodapé promocional é abertamente ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto puramente factual: reporta percentuais de intenção de voto e rejeição, metodologia (1.500 eleitores, margem de 2,6 p.p.), datas de campo e protocolo TSE, sem vocabulário valorativo. Cita a operação da PF contra Jaques Wagner como contexto neutro.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Levantamento foi o primeiro feito após a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, no último dia 18; margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos

Foram ouvidos 1.500 eleitores em 64 municípios baianos entre os dias 27 e 30 de junho; a margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos

AtlasIntel e Nexus expõem as dificuldades de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e companhia

Segundo Carlos Melo, esquerda se fragiliza por não ter ampliado alianças nos Estados
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Cobertura neutra da disputa ACM Neto x Jerônimo Rodrigues, listando percentuais, índices de aprovação da gestão e metodologia completa. Sem enquadramento ideológico; apenas reporta o levantamento.
Análise atribuída ao cientista político Carlos Melo, do Insper, sobre a dinâmica do segundo voto no Senado. Trata direita e esquerda com equilíbrio analítico, explicando forças e fragilidades de cada palanque estadual sem tomar partido. O texto é jornalístico e ponderado, mas depende de uma só fonte especialista.
Perspectivas omitidas



