Likud de Netanyahu acusa partidos árabes de fraude na eleição de Israel
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

3 fontes políticas
O Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou nesta quarta-feira os partidos árabes de terem roubado a eleição legislativa de terça-feira, citando corrupção, ameaças, violência e uso de softwares proibidos. Com mais de 85% dos votos apurados, nenhum bloco chega às 61 cadeiras necessárias, e os partidos árabes podem ser decisivos. A Comissão Central Eleitoral analisa as alegações; a polícia prendeu três pessoas por suspeita de compra de votos para o Raam.
Sem apresentar provas públicas, o partido de Benjamin Netanyahu acusou as legendas árabes de roubar a eleição israelense justamente quando a minoria árabe ganhou, pela primeira vez, peso decisivo na formação do governo.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 15/100.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Os veículos que cobriram o caso concordam que o Likud acusou os partidos árabes de roubar a eleição logo depois de resultados parciais mostrarem que eles podem decidir a formação do governo, e que as provas citadas não foram tornadas públicas.
O Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusou a Lista Conjunta e o Raam de roubarem a eleição legislativa de Israel. A acusação veio quando a apuração indicou que os partidos árabes, com projeção de 19 cadeiras, podem decidir quem governa. A polícia prendeu três suspeitos de compra de votos.
O Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou na quarta-feira, 28 de outubro, os partidos árabes israelenses de terem roubado a eleição legislativa realizada na véspera. Em comunicado, a legenda afirmou que a votação foi roubada por partidos que, segundo ela, apoiam o terrorismo, e citou corrupção, ameaças, violência, mentiras e uso de softwares proibidos para incentivar o comparecimento às urnas.
A acusação veio depois de resultados parciais indicarem que a minoria árabe pode ter, pela primeira vez, papel decisivo na formação do governo. Com mais de 85% dos votos apurados, o bloco de direita de Netanyahu tinha projeção de 53 cadeiras no Knesset, o Parlamento de 120 membros. O bloco do principal rival, o ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, aparecia com 48. Como formar maioria exige 61 cadeiras, os dois partidos árabes, a Lista Conjunta e o Raam, com projeção somada de 19 cadeiras, ficaram em posição potencialmente decisiva.
Os veículos que cobriram o caso convergem em pontos centrais. O Likud diz estar entregando depoimentos e provas às autoridades, mas não tornou públicas evidências que permitam verificar as alegações. A Comissão Central Eleitoral informou que analisa as denúncias de irregularidades apresentadas por todos os partidos. Na terça-feira, a polícia prendeu três pessoas sob suspeita de comprar votos para o Raam e apreendeu envelopes com mais de 24 mil shekels, cerca de 42 mil reais. O diretor-geral interino da comissão, Dean Livne, classificou o episódio como incomum.
Os acusados reagiram. O líder do Raam, Mansour Abbas, disse que o primeiro-ministro mente e incita o ódio contra o partido para mobilizar eleitores de direita. A legenda de Eisenkot afirmou que Netanyahu prepara o terreno para contestar o resultado.
A cobertura de centro foi a mais extensa. Parte dela detalhou as prisões, os números da apuração e as respostas dos acusados. Outra parte insistiu que as acusações não podem ser tratadas como fatos comprovados e explicou que, em Israel, o governo depende da construção de maioria parlamentar. Veículos de esquerda destacaram já no título que a acusação foi feita sem provas e reproduziram o trecho do comunicado que associa os partidos árabes ao terrorismo, sem mencionar as prisões por compra de votos. Até o momento, nenhum veículo de direita do corpus cobriu o caso, de modo que não há enquadramento desse lado a registrar.
Ainda não se sabe quais provas o Likud entregou às autoridades nem se a Comissão Central Eleitoral vai reconhecer alguma irregularidade. Também falta o resultado final da apuração, que definirá a distribuição exata das cadeiras e se algum bloco conseguirá formar governo sem os partidos árabes.
Likud, partido de Netanyahu, acusa legendas árabes de fraude nas eleições de Israel sem apresentar provas. Resultado parcial dificulta formação de governo.

O partido Likud, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, acusou, nesta quarta-feira (28), os partidos árabes de terem roubado a eleição legislativa no país, após resultados parciais indicarem…

Resultados parciais mostraram que árabes podem desempenhar um papel decisivo na formação de um novo governo
