Paulo Figueiredo expõe Flávio Bolsonaro e diz que combinaram fala sobre voto das mulheres
3 veículos de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

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O episódio expõe a misoginia estrutural do bolsonarismo. Paulo Figueiredo atacou todas as mulheres ao dizer que 'votam mal', em coro com ex-assessores do clã Bolsonaro, revelando uma 'milícia digital' que transita entre cargos públicos e a campanha. O repúdio de Flávio Bolsonaro seria jogo de cena para conter o desgaste eleitoral entre mulheres, segundo o próprio Figueiredo, que afirma ter combinado a fala. A cena se encaixa num movimento internacional de extrema direita contra direitos conquistados pelas mulheres, como o próprio voto.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência em 2026, repudiou publicamente a fala do influenciador Paulo Figueiredo de que 'mulheres votam mal'. A declaração ocorreu em reunião com lideranças femininas do PL de 20 estados, em meio a desgaste do bolsonarismo com o eleitorado feminino.
Flávio Bolsonaro repudiou de forma firme e imediata a fala de Paulo Figueiredo sobre as mulheres, deixando claro que o influenciador não faz parte de sua campanha e que a responsabilidade pelo desempenho eleitoral é do próprio candidato.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados concordam que Flávio Bolsonaro repudiou publicamente a fala de Figueiredo, que o influenciador não integra oficialmente a campanha e que o bolsonarismo enfrenta desgaste real com o eleitorado feminino.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência da República em 2026, repudiou publicamente a declaração do influenciador Paulo Figueiredo de que 'as mulheres votam mal'. A manifestação ocorreu na quarta-feira, 1º de julho de 2026, durante uma reunião com lideranças femininas do PL de vinte estados, num momento em que o bolsonarismo enfrenta desgaste com o eleitorado feminino, considerado estratégico para a corrida presidencial.
Em todas as coberturas, o fato central é o mesmo. Flávio classificou a fala de Figueiredo como 'completamente equivocada' e afirmou que o influenciador não integra sua campanha. O senador disse ter se sentido pessoalmente atingido e reconheceu que, se as pesquisas mostram poucas mulheres votando nele, a responsabilidade é de sua própria competência, e não das eleitoras. Reafirmou ainda respeito à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem teve um conflito público exposto por ela em vídeo nos dias anteriores. Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar e uma das principais pontes entre a família Bolsonaro e o entorno de Donald Trump nos Estados Unidos, respondeu que Flávio agiu corretamente ao repudiá-lo e reiterou que apoia a candidatura apenas como eleitor e comentarista, não como membro da campanha.
A cobertura de centro, de veículos como o InfoMoney e o Poder360, relatou o episódio de forma factual: o repúdio, o contexto da reunião fechada, os três pilares que a pré-campanha promete apresentar às mulheres, em segurança, oportunidades financeiras e saúde, e a reação da primeira-dama Janja Lula da Silva, que criticou a fala durante uma conferência oficial em Brasília sem citar o nome do influenciador. Veículos de direita, na mesma linha factual, enfatizaram a responsabilidade individual assumida por Flávio e a separação entre as opiniões pessoais de um comentarista e o projeto político do candidato.
Veículos de esquerda, sobretudo a Revista Fórum, foram além do fato e enquadraram o episódio como expressão de uma misoginia estrutural do bolsonarismo. Essa cobertura destacou que o próprio Figueiredo afirmou, em corte que circula nas redes, ter combinado com Flávio o repúdio público, o que transformaria a condenação em 'jogo de cena' para reduzir a rejeição entre as mulheres. Também relatou que um ex-assessor do senador, o publicitário Felipe Pedri, fez coro com o ataque, o que serviu de gancho para uma reportagem sobre a circulação de quadros do clã entre cargos públicos e a campanha. A reportagem de contexto da Folha de S.Paulo, por sua vez, ancorou o caso em literatura de ciência política, no chamado 'gender gap', e em investidas de setores do trumpismo e de grupos como o partido Missão, do MBL, contra o voto universal e o voto feminino.
Os lados convergem no fato principal e na constatação de que Flávio busca conter um desgaste real entre eleitoras. Divergem no significado: para a esquerda, trata-se de uma manobra cínica que revela a misoginia do grupo; para a direita e para a cobertura de centro, trata-se de um candidato assumindo responsabilidade e afastando um aliado inconveniente. O que ainda não se sabe é se a alegação de Figueiredo de que o repúdio foi combinado é verdadeira, já que não houve confirmação oficial de Flávio, nem está claro qual será o efeito concreto do episódio nas pesquisas com o eleitorado feminino.
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