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O influenciador de direita Paulo Figueiredo afirmou publicamente que 'mulheres votam mal', o que gerou reação no meio político em plena pré-campanha presidencial de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, repudiou a fala durante encontro com lideranças femininas do PL e afirmou que Figueiredo não integra sua campanha. Figueiredo respondeu que Flávio 'está certo' em repudiá-lo publicamente e disse que segue apoiando o senador como eleitor. A primeira-dama Janja Lula da Silva também criticou a declaração. O episódio ocorre em meio ao desgaste do bolsonarismo junto ao eleitorado feminino, segmento no qual pesquisas apontam desvantagem de Flávio para Lula.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, viu-se no centro de uma crise envolvendo o eleitorado feminino após o influenciador de direita Paulo Figueiredo afirmar publicamente que "mulheres votam mal, principalmente solteiras". A declaração, feita em uma live no YouTube, respingou diretamente na pré-campanha do senador, num momento em que pesquisas apontam desvantagem de Flávio diante do presidente Lula justamente entre as mulheres.
Durante um encontro fechado com lideranças femininas do PL de 20 estados, nesta quarta-feira, Flávio repudiou a fala. "Quero repudiar veementemente a fala do Paulo Figueiredo sobre as mulheres. Foi completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha", afirmou, segundo nota da assessoria. O senador também reafirmou respeito à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem vive um atrito público, e disse acreditar na superação da crise.
A cobertura de centro, como a do Poder360 e do InfoMoney, relatou os fatos de forma sóbria: registrou o repúdio de Flávio, a apresentação de uma agenda de campanha voltada às mulheres com pilares em segurança, oportunidades financeiras e saúde, e a crítica feita pela primeira-dama Janja Lula da Silva, que durante conferência oficial em Brasília lamentou que alguém dissesse que as mulheres "não sabem votar".
Veículos de direita e a cobertura mais factual enfatizaram que a fala partiu de um comentarista independente, e não de um porta-voz oficial. O próprio Figueiredo reconheceu que Flávio agiu corretamente ao se distanciar: "Meu amigo Flávio Bolsonaro fez muito bem em repudiar a minha fala publicamente", escreveu, acrescentando que segue apoiando o senador "como eleitor", sem integrar a campanha.
Já os veículos de esquerda, como a Revista Fórum, deram ao episódio um enquadramento muito mais duro. Reproduziram na íntegra as falas misóginas de Figueiredo, que chegou a atacar feministas com linguagem chula, e detalharam que o ex-assessor de Flávio, Felipe Pedri, fez coro ao ataque, classificando o feminismo como "câncer contra a masculinidade". Para esse campo, o caso revela a misoginia estrutural do bolsonarismo e a existência de uma "milícia digital" que circula entre cargos do Estado e o gabinete do senador. A esquerda também destacou que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) acionou a Procuradoria-Geral da República por violência política de gênero.
O ponto mais controverso da cobertura de esquerda é a alegação, atribuída ao próprio Figueiredo em um corte de vídeo, de que o repúdio público de Flávio teria sido combinado entre os dois, como estratégia para reduzir a rejeição do senador entre as eleitoras. Segundo essa versão, Figueiredo teria sugerido a Flávio: "me desautorize publicamente". A tese alimenta ainda uma teoria de que Eduardo Bolsonaro e Figueiredo estariam, na verdade, trabalhando para enfraquecer a candidatura de Flávio.
O que ainda não se sabe é se a suposta combinação entre Figueiredo e Flávio de fato existiu, já que não há confirmação oficial das partes e a alegação circula apenas em vídeos nas redes sociais. Também permanece em aberto o desfecho do pedido de Soraya Thronicke à PGR e o real impacto do episódio sobre a intenção de voto feminino, que só pesquisas futuras poderão medir.
Todos os lados reconhecem que Paulo Figueiredo afirmou que 'mulheres votam mal' e que Flávio Bolsonaro repudiou publicamente a declaração, dizendo que o influenciador não integra sua campanha.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Fórum enquadra o episódio como prova da 'crise no bolsonarismo' e reproduz na íntegra as falas misóginas de Figueiredo para expor o campo bolsonarista; vocabulário valorativo ('misoginia', 'esgoto', 'extrema direita') e foco na vulnerabilidade das mulheres marcam viés à esquerda, ainda que as citações sejam verificáveis.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Cobre a fala de repúdio de Flávio de forma majoritariamente factual, mas o subtítulo editorializa ('tentativa desesperada', 'rifa o neto de ditador'), sinalizando enquadramento crítico à direita típico da linha do veículo; fatos são atribuídos e verificáveis.
Perspectivas omitidas
Peça claramente à esquerda: enquadra a rede bolsonarista como 'milícia digital' e 'machocracia', reproduz linguagem chula dos investigados para expô-los e detalha a 'porta-giratória' entre Estado e gabinete como denúncia; vocabulário fortemente valorativo e foco em violência política de gênero.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Poder360 relata de forma factual e datada o repúdio de Janja à fala de Figueiredo, com transcrição do discurso, contexto do evento oficial e box explicativo sobre quem é Figueiredo; tom neutro e múltiplas atribuições caracterizam cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
InfoMoney relata o repúdio de Flávio de forma sóbria e factual, com citação da assessoria e contexto de campanha (3 pilares, encontro com lideranças femininas), sem vocabulário valorativo; cobertura de centro apesar do publisher tender à direita.

Corre uma teoria pelas redes sociais de que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo trabalham, na verdade, para implodir a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à

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