Duas pesquisas apontam cinco candidatos empatados no Senado do Rio Grande do Sul
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Dois institutos divulgaram, em 24 e 25 de agosto de 2026, pesquisas sobre a disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado e encontraram cinco candidatos dentro da margem de erro: Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Paulo Pimenta (PT), Ubiratan Sanderson (PL) e Germano Rigotto (MDB). A Quaest, que ouviu 900 eleitores entre 20 e 23 de agosto com margem de três pontos, registrou 12%, 9%, 9%, 8% e 8% na soma das duas vagas; o Real Time Big Data, com 1.600 entrevistas entre 20 e 24 de agosto e margem de dois pontos, apontou 20% para Van Hattem, 19% para Manuela, 17% para Sanderson e 15% para Pimenta e Rigotto. Na pergunta espontânea, 83% dos eleitores não souberam citar nenhum nome. No mesmo período, outra pesquisa nacional mediu a corrida presidencial e uma terceira, a disputa pelo governo de Mato Grosso.
Os números confirmam que o campo progressista segue plenamente competitivo no Rio Grande do Sul, estado onde a direita se consolidou nas últimas disputas. Manuela d'Ávila (PSOL) lidera a intenção de voto estimulada em um dos institutos e aparece em segundo no outro, e Paulo Pimenta (PT) está na faixa de empate nos dois.
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5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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As coberturas de esquerda e de centro apresentam os mesmos números e chegam à mesma conclusão factual: cinco candidatos disputam as duas vagas gaúchas dentro da margem de erro, sem favorito definido, e o eleitorado ainda está em grande parte indeciso a pouco mais de um mês do primeiro turno.
Duas pesquisas divulgadas em 24 e 25 de agosto de 2026 colocam Manuela d'Ávila, Marcel Van Hattem, Paulo Pimenta, Ubiratan Sanderson e Germano Rigotto dentro da margem de erro na corrida pelas duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado. Os números de rejeição, notoriedade e indecisão explicam por que a disputa segue aberta a pouco mais de um mês do primeiro turno.
A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado chegou ao fim de agosto de 2026 sem favorito definido. Dois levantamentos divulgados em 24 e 25 de agosto colocaram cinco pré-candidatos dentro da margem de erro: Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Paulo Pimenta (PT), Ubiratan Sanderson (PL) e Germano Rigotto (MDB). Nenhum deles abriu vantagem estatística sobre os demais.
Na pesquisa do instituto Quaest, que ouviu 900 eleitores gaúchos de 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e registro RS-06875/2026 na Justiça Eleitoral, a soma das intenções para as duas vagas deu 12% a Manuela d'Ávila, 9% a Paulo Pimenta, 9% a Marcel Van Hattem, 8% a Ubiratan Sanderson e 8% a Germano Rigotto. Já o Real Time Big Data, que entrevistou 1.600 eleitores entre 20 e 24 de agosto, com margem de dois pontos e registro RS-09640/2026, apontou Van Hattem com 20%, Manuela d'Ávila com 19%, Sanderson com 17%, Pimenta com 15% e Rigotto com 15%.
Os dois institutos convergem no essencial: a disputa está aberta e o eleitorado ainda está pouco mobilizado. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados ao entrevistado, 83% não souberam citar nenhum candidato. Entre os que já escolheram, 58% dizem que a decisão é definitiva e 42% admitem mudar até 4 de outubro. Como cada eleitor vota em dois nomes diferentes para o Senado, o desenho final depende também das combinações de segunda vaga, escolha em que Ubiratan Sanderson aparece à frente, com 9%.
A cobertura de centro detalhou os índices de conhecimento e rejeição, que ajudam a explicar o embaralhamento. Manuela d'Ávila é a mais conhecida e também a mais rejeitada, com 40% de eleitores que dizem conhecê-la e não votariam nela, seguida por Paulo Pimenta, com 39%, e Germano Rigotto, com 38%. Do outro lado, Ubiratan Sanderson é desconhecido por 74% dos entrevistados e Marcel Van Hattem por 65%, o que significa margem de crescimento, mas também exposição pública ainda por construir.
Os levantamentos gaúchos saíram na mesma janela em que outras pesquisas mediram disputas em curso no país. Na corrida presidencial, o instituto BTG/Nexus, com 2.006 entrevistas por telefone entre 21 e 23 de agosto e margem de dois pontos, mostrou Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno, seguidos por Ronaldo Caiado, com 5%, e por Renan Santos e Romeu Zema, com 3% cada. Em Mato Grosso, o Paraná Pesquisas ouviu 1.504 eleitores e apontou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) com 39%, tecnicamente empatado com o senador Wellington Fagundes (PL), com 35%; na simulação de segundo turno, a diferença foi de 44,3% a 40,8%.
Veículos de esquerda deram destaque à abertura das disputas estaduais e ao mapa nacional das candidaturas, tratando o empate gaúcho como sinal de que o campo progressista segue competitivo em um estado onde a direita venceu as últimas eleições majoritárias. A cobertura de centro concentrou-se na metodologia e nos números duros, incluindo indecisos, rejeição e o funcionamento do voto em dois nomes, e acrescentou uma análise a partir dos registros do Tribunal Superior Eleitoral segundo a qual 104 dos 315 candidatos ao Senado em 2026, ou 33%, nasceram fora da unidade da Federação pela qual concorrem. Veículos de direita não publicaram cobertura própria desses levantamentos dentro do conjunto analisado; a leitura provável desse campo destacaria a liderança numérica de Marcel Van Hattem em um dos institutos, sua rejeição de apenas 13% e a soma das intenções de voto de Novo e PL como indicação de vantagem conservadora no estado.
O que ainda não se sabe é por que os dois institutos produzem ordens diferentes entre os primeiros colocados, já que trabalham com amostras, períodos e formas de pergunta distintas, e nenhuma das matérias informa quem encomendou o segundo levantamento. Também não há série histórica publicada que permita medir tendência de crescimento ou queda de cada nome, nem dado sobre como os eleitores combinam os dois votos entre campos políticos diferentes. Com 83% de indecisos na pergunta espontânea e mais de quatro em cada dez eleitores admitindo mudar de opinião, a disputa gaúcha entra em setembro sem definição.
Cinco candidatos aparecem tecnicamente empatados. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos pré-candidatos não são mostrados aos eleitores, 83% estão indecisos.

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Marcel Van Hattem, Manuela d'Ávila, Sanderson, Paulo Pimenta e Germano Rigotto disputam as duas vagas, segundo o Real Time Big Data

Nesta matéria: perspectiva omitida.