
Pesquisas Ideia e Quaest apontam disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro
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Duas pesquisas divulgadas em 8 e 9 de setembro de 2026 colocam a disputa presidencial no campo do empate técnico. O instituto Ideia mediu 38,4% para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 37,3% para o senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais, e 46% para cada um em eventual segundo turno. A Quaest, em levantamentos estaduais feitos entre 4 e 7 de setembro, apontou o senador à frente em São Paulo e no Distrito Federal, empate técnico em Minas Gerais e ampla vantagem de Lula em Pernambuco. Os números vieram na semana em que o ministro André Mendonça decidiu afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, no agravamento da crise dentro do Supremo Tribunal Federal.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Duas pesquisas divulgadas em 8 e 9 de setembro de 2026 colocam a disputa presidencial no campo do empate técnico. O instituto Ideia mediu 38,4% para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 37,3% para o senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais, e 46% para cada um em eventual segundo turno.
Direita
Pela leitura de direita, os levantamentos registram o desgaste acumulado do governo: Lula perdeu quatro pontos e meio em um mês e viu evaporar a vantagem que tinha no segundo turno, agora empatado em 46% a 46%.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de apuração factual: apresenta o empate dentro da margem de erro, nomeia o instituto e contextualiza com a crise no Supremo Tribunal Federal e o afastamento do diretor da Polícia Federal. A expressão 'impacto dramático na intenção de votos' é uma leitura editorial forte para uma variação de poucos pontos, mas não há enquadramento ideológico a favor de nenhum lado.
Perspectivas omitidas
Cobertura estritamente descritiva: lista percentuais por estado, tamanho do eleitorado, período de campo, margem de erro, nível de confiança e protocolo de registro no Tribunal Superior Eleitoral. Não há vocabulário valorativo nem hierarquia de ênfase que favoreça um dos candidatos.
Perspectivas omitidas
O texto distribui o desgaste entre os dois polos com simetria: registra que a corrupção é motor de rejeição tanto contra Flávio Bolsonaro, pelas mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, quanto contra Lula, pelo caso do INSS e pelas investigações sobre o filho Fábio Luís. Traz série histórica, recortes por classe social e ficha técnica. A atribuição de causalidade entre a crise no Supremo Tribunal Federal e a variação das intenções de voto é apresentada como sinalização do instituto, não como tese do texto.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O título promete a disputa nos cinco estados, mas o corpo só apresenta percentuais de Pernambuco e do Distrito Federal, e o restante do texto é ficha técnica repetida. O conteúdo é factual, sem vocabulário de mercado, de carga tributária ou de crítica ao Estado, então a classificação segue o texto e não o perfil do veículo. A ênfase no 'pior desempenho' de Lula é seleção de ângulo, não enquadramento ideológico.
Duas pesquisas divulgadas em 8 e 9 de setembro de 2026 colocam a disputa presidencial no campo do empate técnico. O instituto Ideia mediu 38,4% para Lula e 37,3% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com os dois em 46% num eventual segundo turno. A Quaest, em cinco estados, mostrou o senador à frente em São Paulo e no Distrito Federal e Lula com ampla vantagem em Pernambuco.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro chegam à reta da eleição de 2026 tecnicamente empatados, de acordo com dois levantamentos divulgados em 8 e 9 de setembro. A pesquisa telefônica do instituto Ideia mediu 38,4% para Lula e 37,3% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, diferença menor que a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Em um eventual segundo turno, os dois aparecem com 46% cada. Um mês antes, o mesmo instituto registrava 43% para o presidente e 35% para o senador, e a vantagem no segundo turno era de 48,5% a 43%.
No mesmo intervalo, a Quaest divulgou pesquisas nos cinco maiores colégios eleitorais. Feitos entre 4 e 7 de setembro e registrados no Tribunal Superior Eleitoral, os levantamentos mostram Flávio Bolsonaro à frente em São Paulo, por 41% a 33%, e no Distrito Federal, por 45% a 38%, os dois fora da margem de erro. No Rio de Janeiro o senador tem 43% contra 37%, no limite da margem, e em Minas Gerais há empate técnico, com 40% a 37%. Em Pernambuco, o quadro se inverte: Lula marca 57% contra 26%.
A cobertura de centro relatou os números com a ficha técnica completa, incluindo tamanho de amostra, período de campo, nível de confiança e protocolo de registro de cada pesquisa, e associou a variação nacional ao agravamento da crise no Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira, 8, o ministro André Mendonça decidiu afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, novo capítulo do caso aberto pela revelação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
O ponto em que os dados são mais duros para os dois candidatos é a rejeição. Acusações de corrupção são o principal motivo para rejeitar um nome, apontado por 48,5% dos entrevistados, e o desgaste atinge os dois polos: entre quem aprova o governo, 53,3% citam corrupção como motivo de rejeição; entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 50,6%. Nas quatro perguntas em que a rejeição foi medida, Lula ficou entre 45% e 48%, e o senador entre 42,7% e 47,7%. A frase de que os dois lados da política brasileira são igualmente corruptos tem concordância de 41,9%. A desconfiança alcança as instituições: 49,7% dizem ter pouca ou nenhuma confiança no Supremo Tribunal Federal, e 48,5% têm visão negativa da Polícia Federal.
As ênfases variam conforme o campo da cobertura. Veículos de direita ficaram no registro factual dos percentuais estaduais e deram relevo ao pior desempenho do presidente, o do Distrito Federal, detalhando a metodologia de cada levantamento. Veículos de esquerda não produziram cobertura própria do caso até o momento; pela leitura provável desse campo, os mesmos dados sustentam o argumento oposto, o de que a percepção de equivalência entre os polos dilui responsabilidades distintas e de que o desgaste do governo tem origem econômica, já que a avaliação da gestão na economia cai a 28,3% de aprovação na classe C, contra 47,5% de reprovação. A cobertura de centro, por sua vez, tratou os dois movimentos, o eleitoral e o institucional, como partes do mesmo quadro, sem atribuir causalidade fechada.
O que ainda não se sabe é se o empate se confirma. O próprio texto que divulgou a pesquisa telefônica registra que o resultado destoa de outros levantamentos, que davam pequena vantagem ao presidente, e nenhuma das reportagens compara o efeito das metodologias, uma por telefone e outra por entrevista presencial em domicílio. Também não há medição posterior ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal capaz de isolar o impacto da crise, nem manifestação das campanhas dos dois candidatos sobre os números. E as pesquisas estaduais divulgadas cobrem apenas o cenário de segundo turno, sem indicar como está o primeiro turno em cada um desses estados.
Toda a cobertura trata a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro como decidida dentro da margem de erro no plano nacional, reconhece que as acusações de corrupção corroem os dois candidatos ao mesmo tempo e registra que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal entrou no cálculo eleitoral.

Levantamento Meio/Ideia indica que economia puxa avaliação do governo para baixo

Pesquisas divulgadas nesta terça-feira (8) foram encomendadas pela Globo. Números mostram a disputa nos maiores colégios eleitorais do país.

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Rodada de pesquisas foi realizada entre os dias 4 e 7 de setembro
Perspectivas omitidas
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