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Dois levantamentos divulgados em 11 e 12 de agosto compõem o retrato do eleitorado às vésperas do início oficial da campanha. Uma pesquisa nacional mediu o momento em que o eleitor fecha a decisão de voto: 20% dizem escolher o presidente na semana da eleição, metade desse grupo no próprio dia, enquanto 58% decidem vários meses antes. Para governador e senador, a decisão tardia é mais frequente. Um segundo levantamento, no Mato Grosso, mostrou Wellington Fagundes com 34% e Otaviano Pivetta com 26% no cenário estimulado para o governo, e Mauro Mendes e Janaína Riva à frente na disputa pelas duas vagas ao Senado. No cenário espontâneo, metade dos entrevistados ainda não tinha voto definido.
Dois levantamentos divulgados às vésperas do início da campanha mostram um eleitorado que decide tarde: parte escolhe o voto para presidente na semana da eleição, e a indefinição é ainda maior para governador e senador. No Mato Grosso, o cenário estimulado já tem líder, mas metade dos entrevistados não cita nome algum quando a pergunta é aberta.
Dois levantamentos divulgados em dias seguidos ajudam a montar o retrato do eleitorado brasileiro às vésperas do início oficial da campanha de 2026. O primeiro, de alcance nacional, mediu em que momento o eleitor fecha a decisão de voto. O segundo, estadual, mapeou a disputa pelo governo do Mato Grosso e pelas duas vagas ao Senado em jogo no estado. Somados, apontam para um eleitorado que decide tarde e para corridas ainda sem definição consolidada.
No levantamento nacional, 20% dos entrevistados afirmam decidir o voto para presidente na semana da eleição, e metade desse grupo diz escolher no próprio dia da votação. Outros 58% dizem definir vários meses antes e 20% se decidem um mês ou algumas semanas antes. A antecipação é maior entre quem tem identidade política declarada: 69% dos que se dizem lulistas e 69% dos que se dizem bolsonaristas resolvem meses antes. Entre os classificados como independentes, que correspondem a um terço do total, 41% decidem com antecedência e 14% deixam para o dia da eleição. Para governador, a decisão é tomada meses antes por 44%, enquanto 14% escolhem na semana ou véspera e 11% no dia. Para senador, o cargo em que a definição fica mais para o fim, 34% decidem meses antes, 18% na semana ou véspera e 14% no dia.
O segundo levantamento, feito no Mato Grosso com 1.600 entrevistados entre 7 e 11 de agosto, margem de erro de 2 pontos percentuais e registro na Justiça Eleitoral, mostra Wellington Fagundes com 34% e Otaviano Pivetta com 26% no cenário estimulado para o governo estadual, seguidos por Natasha Slhessarenko com 13%. No cenário espontâneo, quando nenhum nome é apresentado, metade dos entrevistados afirma não ter voto definido. Em três simulações de segundo turno, Fagundes vence Pivetta por 45% a 32% e Slhessarenko por 52% a 26%; Pivetta supera Slhessarenko por 42% a 30%. Na disputa pelas duas cadeiras no Senado, Mauro Mendes soma 27% e Janaína Riva, 25%, à frente de Carlos Fávaro, José Medeiros e Pedro Taques. A gestão estadual em curso é avaliada como ótima ou boa por 34%, regular por 40% e ruim ou péssima por 22%.
A cobertura de centro tratou os dois conjuntos de dados de forma descritiva, com ênfase na ficha técnica e no calendário eleitoral que se aproxima. Veículos de esquerda destacaram o peso da reta final para o eleitor que ainda não escolheu, apresentando o horário eleitoral gratuito e a campanha de rua como instrumentos que reduzem a assimetria entre candidaturas com estruturas desiguais, e chamaram atenção para o fato de que a maioria dos deputados busca a reeleição, o que pode manter a orientação do Parlamento mesmo com troca de nomes. Veículos de direita enfatizaram o desempenho da centro-direita na disputa estadual, a liderança confortável do candidato do PL em todos os cenários testados e a necessidade de transparência metodológica na divulgação de pesquisas, lembrando as discrepâncias observadas entre pesquisas e urnas em 2022.
A divergência de enquadramento é clara. Para a esquerda, o eleitor indeciso é um argumento a favor dos mecanismos públicos de campanha e um alerta contra a continuidade da composição do Congresso. Para a direita, o mesmo dado indica um eleitorado pragmático, que julga gestão e rejeição em vez de seguir bloco partidário, e que por isso está disponível para alternância. As datas do calendário são o único ponto em que os dois lados operam com a mesma régua: 15 de agosto é o prazo final para registro de candidaturas, 16 de agosto marca o início da propaganda eleitoral nas ruas e na internet, o horário gratuito no rádio e na televisão vai de 28 de agosto a 1º de outubro, o primeiro turno ocorre em 4 de outubro e o eventual segundo turno em 25 de outubro.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das coberturas informa a ficha técnica do levantamento nacional, o que impede avaliar amostra, período de campo e margem de erro do dado sobre o momento da decisão. Também não há série histórica que permita dizer se a decisão tardia cresceu ou diminuiu em relação a pleitos anteriores. Na disputa estadual, não se sabe quais dos nomes testados terão candidatura efetivamente registrada até o prazo legal, nem como as alianças em formação alteram os cenários medidos. Nenhuma das duas coberturas ouviu os candidatos citados.
Os dois lados aceitam os mesmos números: 20% do eleitorado decide o voto presidencial na semana da eleição, a indefinição é maior para governador e senador, e no Mato Grosso o candidato do PL lidera o cenário estimulado com 34% contra 26% do segundo colocado. Ambos tratam o calendário eleitoral oficial como dado, não como interpretação.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O corpo é majoritariamente descritivo: reporta percentuais por cargo (presidente, governador e senador) e encadeia o calendário eleitoral oficial sem adjetivação valorativa. Há um leve viés no fecho, ao emendar a leitura de que a alta taxa de reeleição no Congresso pode manter a orientação política e econômica do Parlamento e ao destacar em chamada o menor índice de rejeição de um dos pré-candidatos, mas isso não contamina o núcleo factual do texto.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto de dados: apresenta cenário espontâneo, cenário estimulado, três simulações de segundo turno e a disputa pelas duas vagas ao Senado, com percentuais atribuídos a cada nome e legenda partidária. Divulga metodologia, período de campo, margem de erro e registro na Justiça Eleitoral, e ainda inclui nota editorial explicando os limites das pesquisas. O enquadramento é factual, sem vocabulário valorativo sobre os concorrentes.

Para Presidente da República, 20% dizem deixar para a última semana; no caso dos senadores, percentual chega a 34%, segundo a Quaest

Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data mostra cenário eleitoral para governador e Senado no Mato Grosso. Leia na Gazeta do Povo.
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Perspectivas omitidas


