Pesquisa mostra tendência de recuperação de Flávio Bolsonaro, diz Schüler
3 veículos de esquerda · 6 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Quatro levantamentos divulgados entre 3 e 5 de agosto de 2026 mostram o presidente Lula à frente do senador Flávio Bolsonaro em todos os cenários testados de segundo turno, mas com vantagem menor do que em julho. A pesquisa BTG/Nexus apontou empate técnico, de 46% a 45%; a Genial/Quaest registrou 44% a 39%, com a diferença caindo de 8 para 5 pontos; a Meio/Ideia indicou 48,5% a 43%. Uma pesquisa estadual em Sergipe mediu 55% de rejeição ao senador. Todas as oscilações ficaram dentro ou no limite das margens de erro declaradas.
Mesmo com a oscilação favorável ao adversário, o presidente Lula segue na liderança de todos os cenários de primeiro e de segundo turno, e as variações registradas ficam dentro da margem de erro. O senador Flávio Bolsonaro continua sendo o pré-candidato mais rejeitado do país, com índices que chegam a 55% em levantamento estadual, e sua recuperação é atribuída pelos institutos à reacomodação do próprio campo conservador e à reação a decisões judiciais, não a uma conquista de novos eleitores.
As pesquisas mostram uma virada de tendência: o senador Flávio Bolsonaro encurtou a distância para o presidente Lula em todos os institutos e chegou ao empate técnico em um deles, com 46% a 45%. A vantagem do presidente no segundo turno caiu de 8 para 5 pontos em uma semana, e a rejeição do senador recuou três pontos.
11 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Uma sequência de pesquisas eleitorais divulgadas entre 3 e 5 de agosto de 2026 desenhou o mesmo quadro para a disputa presidencial brasileira: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua à frente do senador Flávio Bolsonaro em todos os cenários testados, mas a distância entre os dois encolheu na comparação com julho.
O levantamento BTG/Nexus divulgado em 3 de agosto apontou 46% das intenções de voto para o presidente e 45% para o senador em simulação de segundo turno, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. Na rodada anterior, de 27 de julho, os números eram 47% e 43%. Dois dias depois, a Genial/Quaest mostrou 39% a 30% no primeiro turno e 44% a 39% no segundo, com a vantagem do presidente caindo de oito para cinco pontos percentuais. Na mesma quarta-feira, a pesquisa Meio/Ideia registrou 48,5% a 43% no segundo turno e 43% a 35% no primeiro. Uma quarta sondagem, restrita a Sergipe, mediu 55% de rejeição ao senador no Estado, contra 32% do presidente.
Há convergência entre todas as coberturas em alguns pontos. O presidente lidera todos os cenários simulados, inclusive contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. As variações registradas ficaram dentro ou no limite das margens de erro declaradas, que vão de dois a dois pontos e meio. Os dois principais nomes concentram os maiores índices de rejeição do pleito, acima de 47% cada um nos levantamentos nacionais. E todos os estudos citados estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, com nível de confiança de 95%.
A divergência aparece no que cada lado escolheu destacar. Veículos de direita ficaram no relato numérico do empate técnico, enumerando cenário por cenário sem interpretar o movimento. A cobertura de centro foi a mais abrangente: apresentou primeiro turno, segundo turno, rejeição, aprovação do governo, percepção sobre as tarifas norte-americanas e confiança nas urnas eletrônicas, e registrou que o tribunal eleitoral já havia desmentido alegações de fraude levantadas na campanha. Colunas de análise de centro atribuíram parte da recuperação do senador à reconciliação pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, avaliada como positiva por 59% do eleitorado, e ponderaram que a pesquisa ainda não capturou o efeito dos inquéritos abertos pela Polícia Federal contra o filho do presidente. Veículos de esquerda organizaram a narrativa pela liderança do presidente, trataram a aproximação como oscilação dentro da margem de erro e sublinharam que o adversário segue como o pré-candidato mais rejeitado do país. Um texto de análise com enquadramento à direita foi além dos números e falou em virada, descrevendo as investigações contra o senador como um período de intensa pressão política já superado.
Os próprios institutos ofereceram uma explicação para o movimento. Segundo a leitura publicada por um deles, a recuperação decorre da recombinação de fatores internos do campo oposicionista e da reação a decisões do Judiciário: o apoio ao senador subiu de 74% para 81% entre eleitores de direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre bolsonaristas, e 52% dos entrevistados consideraram errada a proibição, imposta pelo Supremo Tribunal Federal, de visitas do senador ao pai. Do outro lado, o mesmo instituto identificou estabilização dos indicadores econômicos do governo: 46% dos entrevistados afirmaram não ter sentido a isenção do imposto de renda, e a avaliação da resposta federal ao tarifaço passou a ser negativa, com 43% considerando a reação ruim contra 38% que a consideram boa.
O que ainda não se sabe é se a aproximação configura tendência consolidada ou retrato momentâneo. Como as oscilações ficaram dentro das margens de erro, nenhum dos levantamentos permite afirmar mudança estatística de posição. Também não há medição do efeito eleitoral dos inquéritos recém-abertos, nem dados sobre como o eleitorado independente reagirá às próximas movimentações das duas campanhas. As rodadas seguintes das mesmas pesquisas devem indicar qual das leituras se sustenta.
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