Lula lidera segundo turno contra Flávio Bolsonaro enquanto Gerp aponta empate
3 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 6 veículos de direita

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O que os números de agosto mostram é a erosão contínua da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na CNT/MDA, a diferença no segundo turno caiu de doze pontos em junho para nove em agosto. Na Genial/Quaest, o presidente perdeu a dianteira entre os homens, recuou de 40% para 34% entre eleitores com ensino superior e caiu de 40% para 33% entre os independentes, o eleitorado menos cristalizado da disputa. A Gerp inverteu o placar do segundo turno, com 45% para o senador e 43% para o presidente, e registrou 53% de desaprovação do governo contra 42% de aprovação. A Futura apontou 46,5% a 44%. O senador lidera no Sul com 56%, entre evangélicos com 48% e entre eleitores de maior renda e escolaridade.
Os levantamentos de agosto confirmam que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a dianteira na corrida presidencial sustentado justamente pelos segmentos mais afetados por políticas de proteção social.
Entre 9 e 13 de agosto de 2026, cinco institutos divulgaram levantamentos sobre a eleição presidencial e chegaram a resultados diferentes para o mesmo cenário de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
13 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Cinco institutos divulgaram levantamentos sobre a eleição presidencial de 2026 entre 9 e 13 de agosto, e os números não contam a mesma história: Lula aparece nove pontos à frente de Flávio Bolsonaro em um deles e dois pontos atrás em outro. Esta análise reúne o que cada pesquisa mediu, o que os recortes de gênero, renda e região mostram e como as coberturas de esquerda, centro e direita trataram os mesmos dados.
Uma sequência de pesquisas eleitorais divulgadas na primeira quinzena de agosto de 2026 colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na maioria dos cenários de segundo turno, mas com distâncias que vão de nove pontos percentuais a um empate técnico, conforme o instituto. A Genial/Quaest, que ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto com margem de erro de dois pontos, apontou 44% para o presidente e 39% para o senador. A pesquisa CNT/MDA, feita entre 5 e 9 de agosto com 2.002 entrevistas presenciais em municípios sorteados das 27 unidades da federação e margem de 2,2 pontos, registrou 48% a 39,1%. A Futura Inteligência, com 2.000 entrevistas telefônicas entre 3 e 7 de agosto, mediu 46,5% a 44%. Já a Gerp, que entrevistou 2.400 pessoas entre 6 e 10 de agosto, inverteu o placar: 45% para o senador contra 43% do presidente, resultado dentro da margem de dois pontos.
Apesar da divergência nos totais, os levantamentos desenham o mesmo mapa do eleitorado. A vantagem do presidente se concentra no Nordeste, onde a Genial/Quaest registrou 64% a 25%, entre mulheres, entre eleitores de até dois salários mínimos, entre quem tem ensino fundamental, entre católicos e entre pessoas com 60 anos ou mais. O senador é mais forte no Sul, onde chegou a 56%, entre homens, entre evangélicos, entre eleitores com ensino superior e nas faixas de renda acima de cinco salários mínimos. No Sudeste, o quadro é de empate técnico. Os dois levantamentos estaduais divulgados no período confirmam a geografia: na Bahia, o presidente aparece com 59% contra 30% no segundo turno, e um novo estudo em Pernambuco entrou a campo em 12 de agosto, com divulgação prevista para o dia 17.
A cobertura de centro concentrou-se na aritmética e na metodologia, informando margens de erro por estrato, números de registro na Justiça Eleitoral, período de campo e custo dos estudos, e sublinhando quais oscilações ficaram dentro e fora da margem. Foi nessa camada que apareceu a análise mais detalhada do movimento recente: o cientista político responsável pela Genial/Quaest atribuiu a recuperação do senador a uma reorganização da direita, favorecida pela reconciliação pública dele com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, avaliada positivamente por 59% dos entrevistados, e pela reação à decisão do Supremo Tribunal Federal que o proibiu de visitar o pai, considerada errada por 52%. O mesmo instituto registrou queda na percepção positiva sobre o programa Desenrola, de 55% para 47%.
Veículos de esquerda deram destaque aos recortes sociais da disputa. A ênfase recaiu sobre a vantagem de 18 pontos do presidente entre as eleitoras no primeiro turno da CNT/MDA, sobre os 62% a 26% entre beneficiários do Bolsa Família e sobre a liderança em todos os cenários testados. Essa cobertura ligou o desempenho entre mulheres a políticas de enfrentamento à violência doméstica e à autonomia econômica, e lembrou que o senador classificou a Lei Maria da Penha como um pedaço de papel em julho, no mesmo período em que lançou um programa voltado ao eleitorado feminino. Ficaram de fora dessas matérias a rejeição de 46,2% do presidente e os levantamentos que apontaram empate.
Veículos de direita enfatizaram a trajetória de encolhimento da diferença. A leitura predominante foi a de que a vantagem caiu de doze para nove pontos desde junho na CNT/MDA e de oito para cinco na Genial/Quaest, com projeção do limite inferior da margem de erro para sustentar que a distância poderia ser de apenas um ponto. Também ganharam relevo a perda de sete pontos do presidente entre eleitores independentes, de 40% para 33%, o recuo de 40% para 34% entre eleitores com ensino superior e a desaprovação de 53% do governo medida pela Gerp. Nessa cobertura, a maior rejeição do senador, de 54,5%, apareceu com menos peso.
Há ainda um dado estrutural que atravessa os dois campos: pela primeira vez desde 1989, apenas um candidato à Presidência montou coligação. O presidente reuniu sete legendas, todas à esquerda, e o senador concorre sem aliança com as maiores siglas de centro-direita, que preferiram concentrar esforços na disputa pelo Congresso, onde a bancada define o acesso a R$ 61 bilhões em emendas parlamentares.
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