
Lula lidera segundo turno contra Flávio Bolsonaro enquanto Gerp aponta empate
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Entre 9 e 13 de agosto de 2026, cinco institutos divulgaram levantamentos sobre a eleição presidencial e chegaram a resultados diferentes para o mesmo cenário de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A Genial/Quaest apontou 44% a 39%; a CNT/MDA, 48% a 39,1%; a Futura Inteligência, 46,5% a 44%; e a Gerp inverteu o quadro, com 45% para o senador e 43% para o presidente, dentro da margem de erro. Todas as pesquisas mostram o mesmo padrão de eleitorado: vantagem do presidente no Nordeste, entre mulheres, entre eleitores de menor renda e escolaridade, e vantagem do senador no Sul, entre homens, entre evangélicos e nas faixas de renda e escolaridade mais altas. As margens de erro variam de dois a 2,2 pontos percentuais.
Esquerda
Os levantamentos de agosto confirmam que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a dianteira na corrida presidencial sustentado justamente pelos segmentos mais afetados por políticas de proteção social.
Centro
Entre 9 e 13 de agosto de 2026, cinco institutos divulgaram levantamentos sobre a eleição presidencial e chegaram a resultados diferentes para o mesmo cenário de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Direita
O que os números de agosto mostram é a erosão contínua da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na CNT/MDA, a diferença no segundo turno caiu de doze pontos em junho para nove em agosto.
13 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Os números são corretos e a ficha técnica está presente, mas o recorte é integralmente construído sobre a liderança do presidente em todos os cenários, com título e linha de apoio reforçando o mesmo ponto. A rejeição dele e os levantamentos concorrentes ficam de fora, o que alinha o texto ao campo governista.
Perspectivas omitidas
O enquadramento parte do voto feminino como terreno de proteção social e violência doméstica, conecta a vantagem do presidente a políticas de enfrentamento à violência e autonomia econômica, e usa a declaração do senador sobre a Lei Maria da Penha como chave de leitura da disputa. Vocabulário e seleção de dados seguem o eixo de direitos coletivos.
Perspectivas omitidas
Além de descrever os cruzamentos, o texto interpreta a vantagem do presidente entre as eleitoras como efeito de transferência de renda e de políticas de direitos das mulheres, e associa o desempenho do senador entre homens ao 'liberalismo econômico'. Essa camada explicativa, ausente dos dados citados, organiza a leitura pelo eixo de proteção social.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Explica por que os dois líderes chegam à disputa com arco de apoio menor que em 2022, com dois cientistas políticos identificados e argumentos que atingem os dois campos: a aliança restrita à esquerda do presidente e a falta de opções do senador para o posto de vice. Contexto histórico de 2018 e 2022 é usado como comparação, não como julgamento.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto é descritivo e neutro, informando registro, margem e cronograma. O problema não é ideológico e sim de precisão: o título afirma que a pesquisa 'mostra disputa' quando o corpo esclarece que a coleta ainda vai ocorrer entre 12 e 15 de agosto, com divulgação prevista para 17 de agosto. Os únicos números apresentados são os da rodada anterior.
Cinco institutos divulgaram levantamentos sobre a eleição presidencial de 2026 entre 9 e 13 de agosto, e os números não contam a mesma história: Lula aparece nove pontos à frente de Flávio Bolsonaro em um deles e dois pontos atrás em outro. Esta análise reúne o que cada pesquisa mediu, o que os recortes de gênero, renda e região mostram e como as coberturas de esquerda, centro e direita trataram os mesmos dados.
Uma sequência de pesquisas eleitorais divulgadas na primeira quinzena de agosto de 2026 colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na maioria dos cenários de segundo turno, mas com distâncias que vão de nove pontos percentuais a um empate técnico, conforme o instituto. A Genial/Quaest, que ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto com margem de erro de dois pontos, apontou 44% para o presidente e 39% para o senador. A pesquisa CNT/MDA, feita entre 5 e 9 de agosto com 2.002 entrevistas presenciais em municípios sorteados das 27 unidades da federação e margem de 2,2 pontos, registrou 48% a 39,1%. A Futura Inteligência, com 2.000 entrevistas telefônicas entre 3 e 7 de agosto, mediu 46,5% a 44%. Já a Gerp, que entrevistou 2.400 pessoas entre 6 e 10 de agosto, inverteu o placar: 45% para o senador contra 43% do presidente, resultado dentro da margem de dois pontos.
Apesar da divergência nos totais, os levantamentos desenham o mesmo mapa do eleitorado. A vantagem do presidente se concentra no Nordeste, onde a Genial/Quaest registrou 64% a 25%, entre mulheres, entre eleitores de até dois salários mínimos, entre quem tem ensino fundamental, entre católicos e entre pessoas com 60 anos ou mais. O senador é mais forte no Sul, onde chegou a 56%, entre homens, entre evangélicos, entre eleitores com ensino superior e nas faixas de renda acima de cinco salários mínimos. No Sudeste, o quadro é de empate técnico. Os dois levantamentos estaduais divulgados no período confirmam a geografia: na Bahia, o presidente aparece com 59% contra 30% no segundo turno, e um novo estudo em Pernambuco entrou a campo em 12 de agosto, com divulgação prevista para o dia 17.
A cobertura de centro concentrou-se na aritmética e na metodologia, informando margens de erro por estrato, números de registro na Justiça Eleitoral, período de campo e custo dos estudos, e sublinhando quais oscilações ficaram dentro e fora da margem. Foi nessa camada que apareceu a análise mais detalhada do movimento recente: o cientista político responsável pela Genial/Quaest atribuiu a recuperação do senador a uma reorganização da direita, favorecida pela reconciliação pública dele com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, avaliada positivamente por 59% dos entrevistados, e pela reação à decisão do Supremo Tribunal Federal que o proibiu de visitar o pai, considerada errada por 52%. O mesmo instituto registrou queda na percepção positiva sobre o programa Desenrola, de 55% para 47%.
Veículos de esquerda deram destaque aos recortes sociais da disputa. A ênfase recaiu sobre a vantagem de 18 pontos do presidente entre as eleitoras no primeiro turno da CNT/MDA, sobre os 62% a 26% entre beneficiários do Bolsa Família e sobre a liderança em todos os cenários testados. Essa cobertura ligou o desempenho entre mulheres a políticas de enfrentamento à violência doméstica e à autonomia econômica, e lembrou que o senador classificou a Lei Maria da Penha como um pedaço de papel em julho, no mesmo período em que lançou um programa voltado ao eleitorado feminino. Ficaram de fora dessas matérias a rejeição de 46,2% do presidente e os levantamentos que apontaram empate.
Veículos de direita enfatizaram a trajetória de encolhimento da diferença. A leitura predominante foi a de que a vantagem caiu de doze para nove pontos desde junho na CNT/MDA e de oito para cinco na Genial/Quaest, com projeção do limite inferior da margem de erro para sustentar que a distância poderia ser de apenas um ponto. Também ganharam relevo a perda de sete pontos do presidente entre eleitores independentes, de 40% para 33%, o recuo de 40% para 34% entre eleitores com ensino superior e a desaprovação de 53% do governo medida pela Gerp. Nessa cobertura, a maior rejeição do senador, de 54,5%, apareceu com menos peso.
Há ainda um dado estrutural que atravessa os dois campos: pela primeira vez desde 1989, apenas um candidato à Presidência montou coligação. O presidente reuniu sete legendas, todas à esquerda, e o senador concorre sem aliança com as maiores siglas de centro-direita, que preferiram concentrar esforços na disputa pelo Congresso, onde a bancada define o acesso a R$ 61 bilhões em emendas parlamentares.

Grandes partidos do Centrão optaram por neutralidade na disputa presidencial, de olho na disputa pelo Congresso.

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Levantamento mostra que Romeu Zema, Cabo Daciolo e Augusto Cury aparecem empatados com 8% de rejeição. Leia no Poder360.

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Falácias identificadas
Texto de registro: percentuais de primeiro e segundo turnos, rejeição, período de campo, amostra, margem, número de registro, custo e forma de financiamento. Não há adjetivação nem seleção que favoreça um dos lados.
Perspectivas omitidas
Registro seco de rejeição, intenções de voto e avaliação de governo, com o cuidado de dizer que a diferença de dois pontos no segundo turno configura empate técnico. Não adjetiva nem hierarquiza os candidatos.
Perspectivas omitidas
Distingue com rigor o que varia dentro e fora da margem de erro, informa a margem ampliada de cada estrato regional e apresenta os avanços do senador e as perdas do presidente lado a lado, incluindo os segmentos em que cada um recuou. A análise interpretativa é integralmente atribuída ao cientista político responsável pelo instituto.
Perspectivas omitidas
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apresenta todos os cenários de segundo turno testados, a rejeição de cada nome, o desconhecimento dos candidatos menos votados e a série comparativa com junho. Registra tanto a liderança do presidente quanto a queda da diferença, sem enquadramento valorativo.
Perspectivas omitidas
A informação central é o início de uma nova coleta, mas o enquadramento escolhido é o encolhimento da vantagem do presidente: o título ancora a matéria na queda para cinco pontos e o corpo projeta o piso da margem de erro para afirmar que a diferença 'poderia cair a apenas 1 ponto'. A ênfase seletiva favorece o desafiante e omite a rejeição dele.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Mesmo padrão factual: percentuais de todos os confrontos diretos, rejeição, desconhecimento dos candidatos e o bloco sobre o medo do eleitorado quanto ao resultado, com comparação histórica com 2022 apresentada sem juízo de valor.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Descreve os cruzamentos por gênero, região e faixa etária citando os pontos fortes de cada candidato na mesma medida e informa amostra, método telefônico, margem, contratante e registro. Não há vocabulário valorativo apesar do viés do veículo.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O corpo é uma leitura direta dos cruzamentos por região, gênero, idade, renda e identificação política, sem vocabulário valorativo e tratando os dois candidatos com paridade ('no resultado nacional indica uma disputa competitiva'). O título ordena o desempenho do senador antes do presidente, mas essa é a única marca de ênfase; o texto não constrói argumento ideológico.
Perspectivas omitidas
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