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Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 23 de junho de 2026 aponta Juliana Brizola (PDT) na liderança da disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 32% de Luciano Zucco (PL). A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos. Gabriel Souza (MDB) aparece em terceiro com 18% e Marcelo Maranata (PSDB) com 3%. No segundo turno, Brizola e Zucco ficam tecnicamente empatados, 44% a 41%. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 20 e 22 de junho.
A corrida pelo governo do Rio Grande do Sul em 2026 ganhou contornos nítidos de polarização com a divulgação, em 23 de junho, de nova pesquisa do instituto Real Time Big Data. O levantamento aponta a ex-deputada estadual Juliana Brizola, do PDT, na liderança das intenções de voto no primeiro turno, com 37%, seguida de perto pelo deputado federal Luciano Zucco, do PL, com 32%. A diferença de cinco pontos está no limite da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos, o que mantém a disputa em aberto.
O instituto ouviu 1.600 eleitores entre os dias 20 e 22 de junho, com intervalo de confiança de 95%, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código RS-07063/2026. Além dos dois primeiros colocados, o vice-governador Gabriel Souza, do MDB e apadrinhado pelo atual governador Eduardo Leite, aparece em terceiro lugar com 18%. O ex-prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, do PSDB, fecha a lista com 3%. Votos brancos e nulos somam 5%, mesmo percentual dos eleitores indecisos.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta e simétrica, registrando que os três primeiros colocados cresceram dois pontos em relação à pesquisa anterior, de março, e que cada candidato carrega um padrinho político de peso: Juliana Brizola é apoiada pelo presidente Lula, Zucco é endossado pelo senador Flávio Bolsonaro e Souza representa a aposta sucessória de Eduardo Leite. Os veículos de centro também detalharam a metodologia e os cenários de segundo turno.
Veículos de esquerda destacaram a dimensão simbólica da candidatura. Apresentaram Juliana Brizola como herdeira do legado de Leonel Brizola, um dos nomes mais marcantes do trabalhismo gaúcho, e atribuíram a virada à unificação do campo progressista: a chapa que une a pedetista a Edegar Pretto, do PT, como vice, teria sido decisiva para reverter o quadro de março, quando Zucco liderava com o voto da esquerda dividido. Nesse enquadramento, Zucco foi tratado como representante da ala mais radical do bolsonarismo no estado.
Veículos de direita enfatizaram que a disputa segue acirrada e dentro da margem de erro, ressaltando que Zucco está a apenas um ponto de Brizola e tecnicamente empatado no segundo turno, com 41% a 44%. Sublinharam a força do voto conservador nas regiões produtoras e agrícolas e o crescimento de dois pontos da candidatura desde março. Apontaram ainda um dado que contrasta com a corrida ao Piratini: o governo Eduardo Leite tem 58% de aprovação, mas esse capital político ainda não se transferiu ao seu candidato, Gabriel Souza.
Nos cenários de segundo turno, a Real Time Big Data testou seis confrontos. No mais provável, Brizola e Zucco aparecem em empate técnico, 44% a 41%. Nas demais simulações, a pedetista amplia a vantagem sobre Souza e Maranata, e Zucco também derrotaria os dois adversários de centro. Para o Senado, a corrida está embaralhada: a ex-deputada Manuela d'Ávila, do PSOL, e o deputado Marcel van Hattem, do Novo, lideram as intenções de voto, seguidos por Ubiratan Sanderson, do PL, Paulo Pimenta, do PT, e Germano Rigotto, do MDB.
O que ainda não se sabe é como o eleitorado indeciso, somado aos votos brancos e nulos, vai se acomodar ao longo da campanha, nem se a alta aprovação do governo estadual chegará a beneficiar o candidato governista. A própria definição formal das candidaturas e das alianças, sujeita ao calendário eleitoral, pode alterar o quadro retratado nesta fotografia de junho.
Todos os lados reconhecem os números centrais: Brizola (PDT) lidera com 37% e Zucco (PL) tem 32% no 1º turno, dentro da margem de erro, e o 2º turno entre os dois é empate técnico (44% a 41%).
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
O texto adota vocabulário valorativo de centro-esquerda: chama Zucco de 'extremista bolsonarista', exalta a 'memória afetiva do brizolismo' e o 'legado' de Leonel Brizola. Embora reporte corretamente os números (37% x 32%), o enquadramento favorece a candidata da centro-esquerda, caracterizando viés LEFT.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Cobertura factual e equilibrada: lista todos os percentuais por candidato e cenário, registra os padrinhos políticos de cada lado (Lula apoia Brizola, Flávio Bolsonaro endossa Zucco, Eduardo Leite aposta em Souza) com paridade, e a evolução desde março. Vocabulário neutro, sem adjetivação. Apesar do publisher RIGHT, o texto é CENTER.

A corrida sucessória pelo Palácio Piratini ganhou contornos definitivos de polarização ideológica e resgate histórico. Um novo levantamento do instituto Real

Na margem de erro, Juliana Brizola (PDT) fica 1 ponto à frente de Zucco (PL), indica levantamento; Van Hattem e Manuela d'Ávila lideram ao Senado

ELEIÇÕES 2026: O instituto Real Time/Big Data divulgou nesta terça-feira (23) pesquisa de intenção de voto para o governo do Rio Grande.

Ex-deputada estadual tem 44% das intenções de voto, contra 41% do deputado federal; situação é de empate técnico na margem de erro
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