
Pesquisas eleitorais: como está a disputa Lula x Flávio após novos números do Datafolha
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Novo levantamento Datafolha divulgado em 20 de junho de 2026 mostra estabilidade na corrida presidencial: Lula tem 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, os mesmos números de maio. No primeiro turno, Lula marca 41% e Flávio 31%, com os demais pré-candidatos em um dígito. Outros institutos da semana (Quaest, BTG/Nexus, CNT/MDA) apontam vantagem de Lula que varia de 6 a 12,5 pontos. O Datafolha ressalvou que a pesquisa captou apenas parcialmente os efeitos da operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado, porque as entrevistas começaram antes da divulgação do caso.
Esquerda
Os levantamentos da semana confirmam Lula na liderança consistente da corrida pela reeleição, à frente de Flávio Bolsonaro em todos os cenários de segundo turno medidos por Datafolha, BTG/Nexus, CNT/MDA e Quaest.
Centro
Sem cobertura neste espectro.
Direita
O Datafolha mostra estabilidade na corrida e sugere que Flávio Bolsonaro interrompeu, ao menos por ora, a deterioração observada após o caso Dark Horse: a diferença para Lula no segundo turno ficou parada em 47% a 43%, sem nova queda do senador.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo da pesquisa é factual, mas o veículo se apresenta como 'referência progressista' e fecha com bloco editorial explícito sobre 'ameaça bolsonarista' e 'futuro democrático em jogo', enquadrando a disputa pelo prisma da esquerda. A seleção dos dados enfatiza a vantagem consistente de Lula em todos os institutos.
Perspectivas omitidas
O núcleo é uma tabela factual e rigorosa do Datafolha (percentuais por candidato, código TSE BR-09956/2026, 2.004 entrevistas, margem de 2 pontos). Porém o título enfatiza a 'vantagem de 10 pontos' de Lula e o mesmo bloco editorial progressista sobre 'ameaça bolsonarista' encerra a página, marcando o enquadramento à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de publicado por veículo de perfil à direita, o texto é majoritariamente factual: apresenta os números do Datafolha com paridade, cruza com Quaest, BTG/Nexus e CNT/MDA, e contextualiza limitações metodológicas (entrevistas antes da operação contra Jaques Wagner). Sem vocabulário valorativo carregado. Trata caso Banco Master/Dark Horse e rejeição de ambos os candidatos com equilíbrio.
A corrida presidencial de 2026 ganhou novos contornos com a pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 20 de junho. O levantamento aponta estabilidade na disputa: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), exatamente os mesmos números registrados pelo instituto em maio. No cenário de primeiro turno, Lula marca 41% e Flávio 31%, mantendo-se ambos muito à frente dos demais pré-candidatos.
A cobertura de centro relatou que o conjunto de pesquisas da semana reforça a liderança do presidente, ainda que com intensidades distintas. A Quaest, de 10 de junho, mostrou Lula com 44% contra 38% de Flávio; a BTG/Nexus registrou 49% a 43%; e a CNT/MDA apontou o cenário mais favorável ao petista, 49,3% contra 36,8%, uma diferença de 12,5 pontos. O Datafolha ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 18 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro BR-09956/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
Há convergência entre todos os lados em pontos centrais. Os três cenários medidos pelos institutos colocam Lula à frente no segundo turno. Também há concordância de que a eleição segue fortemente polarizada e marcada por rejeição elevada: o Datafolha mede 46% de rejeição a Lula e 48% a Flávio, um empate técnico. A terceira via permanece estagnada: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e os demais não passam de um dígito.
As divergências de cobertura aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que a vantagem de Lula é consistente e crescente, atribuindo o desgaste de Flávio ao caso Banco Master e aos áudios envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, a quem o senador teria pedido recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo a Quaest, 65% dos eleitores consideraram esse pedido um erro. Essa cobertura enquadra 2026 como uma disputa também sobre o futuro democrático diante do que chama de ameaça bolsonarista. Veículos de direita enfatizaram outro ângulo: a estabilidade do Datafolha sugere que Flávio interrompeu a deterioração observada após o caso Dark Horse, sem nova queda no segundo turno, e que sua rejeição está praticamente empatada com a do presidente. Para essa leitura, o senador se consolida como o único nome competitivo da oposição.
O que ainda não se sabe diz respeito ao impacto de um episódio recente. Na quinta-feira, 18, a Polícia Federal realizou buscas contra Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, em investigação ligada ao Banco Master. Como o campo do Datafolha começou na véspera, parte significativa das entrevistas foi feita antes de o eleitorado conhecer o caso. Analistas avaliam que a pesquisa não captou integralmente eventuais efeitos da operação, que só devem ser medidos, ou não, nas próximas rodadas dos institutos nacionais.
O efeito eleitoral da operação da PF contra Jaques Wagner não foi captado, pois o campo do Datafolha começou antes da divulgação do caso. Só as próximas pesquisas dirão se há impacto sobre o governo.

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